domingo, 28 de julho de 2013

Morre JJ Cale, autor gênio por traz de After Midnight, Cocaine e Call Me the Breeze

Está ficando chata essa história de anunciar velório. Esse ano já perdi as contas de quantos artistas legais passaram dessa pra outra. Não vou dizer que pra melhor porque ninguém voltou pra contar.
O fato é que J.J. Cale morreu aos 74 anos vítima de um ataque do coração e é nosso dever noticiar.
Autor dos clássicos Cocaine e After Midnight imortalizados na voz de Eric Clapton e Call Me the Breeze, popular com Lynyrd Skynyrd. Além de outros de sua lavra, como Mama Don’t, Midnight in Memphis, Magnolia, Crazy Mama, Cajun Moon e mais uma pá.
Nascido em 5 de dezembro de 1938 em Oklahoma, John Weldon Cale começou a tocar guitarra nos clubs de Tulsa nos anos 50 ao lado de Leon Russel. Tornou-se um compositor, guitarrista e vocalista dos mais respeitados, tendo transitado por diversos gêneros musicais.
No começo dos anos 60, em Los Angeles, engenheiro de estúdio e tocou com Delaney & Bonnie gravar After Midnight em 1965.
Seu primeiro album, Naturally, de 1971, emplacou Crazy Mama, uma nova versão de After Midnight e Call me the Breeze.
Nunca teve a intenção de ser famoso. Foi uma grande influência para Eric Clapton, que gravou After Midnight e Cocaine, no álbum ao vivo Just on Night (1979), I’ll Make Love To You Anytime (Backless, 1978), Travelin’ Light (Reptile, 2001) e Angel, que está em seu último album Old Sock (2013).
Gravou com Claptonu The Road To Escondido (2006, Reprise Rec), premiado com o Grammy como melhor álbum de Blues Contemporâneo.




quinta-feira, 25 de julho de 2013

Ilha Blues 2013 apresenta James Cotton, Lurrie Bell, Jefferson Gonçalves, Big Chico e muito mais


Pelo oitavo ano consecutivo a Ilha Comprida, balneário do litoral sul de São Paulo, sedia um grande festival de blues: O Ilha Blues Festival Internacional.
O festival é um dos principais eventos do país, pois já recebeu em seu palco o que há de melhor no gênero nos Estados Unidos e no Brasil.
Entre as atrações brasileiras que já passaram por lá, André Christovam, Flávio Guimarães, Nuno Mindelis, Sérgio Duarte & Entidade Joe, Rodrigo Nézio & Duocondé, Robson Fernandes Blues Band, Irmandade do Blues, Jefferson Gonçalves, Blue Jeans, Big Joe Manfra, Igor Prado Band, Adriano Grineberg Quarteto, Flávio Naves Quartet, Taryn Szpilman e outros.
Entre os internacionais, Mud Morganfield, Ted McNeely, Donny Nichilo, Lynwood Slim, Deacon Jones, Dave Riley, Rip Lee Pryor, a cantora Deitra Farr e o gaitista argentino Nico Smoljan & The Shakedancers.
Esse ano o line up do Ilha Blues conta com duas lendas do blues de Chicago, James Cotton e Lurrie Bell, além de Michael Dotson e Eddie Taylor Jr.
O festival acontece no Iate Park Hotel com shows diários e gratuitos a partir das 21 horas. Os ingressos devem ser retirados até duas horas antes do show. O endereço é rua 27 de Outubro, 1000 - Balneário Britânia - Ilha Comprida - SP



Confira a programação desse ano:

Quinta-feira, 25 de julho
General Blues
Jefferson Gonçalves
Adriano Grineberg Quarteto

Sexta-feira, 26 de julho
Fulvio Oliveira & The Wild Blues Band
Artur Menezes
Eddie Taylor Jr

Sábado, 27 de julho
Ari Borger
Nuno Mindelis
Lurrie Bell

Domingo, 28 de julho
Big Chico
Michael Dotson
James Cotton

terça-feira, 16 de julho de 2013

Aos poucos a tradição se vai. Morre aos 94 anos T Model Ford


O ano de 2013 tem sido muito duro com o blues. Depois de Bobby Bland, Magic Slim, Richie Havens, Ann Rabson, Claude Nobs (idealizador do Montreux Jazz Festival) e o brasileiro Ricardo Werther, a família de James Lewis Carter, anunciou a sua morte por insuficiência respiratória. Para quem não sabe, James também é conhceido pela alcunha de T Model Ford.
Carter, que aprendeu a tocar guitarra sozinho, morreu em sua casa em Grenville, no Mississippi, rodeado pela família.
Ele é considerado um importate expoente do blues de raiz feito no Mississippi, verdadeira música tocada nas juke joints, selvagem e chiea de riffs.
Gravou seu primeiro álbum muito tarde, aos 75 anos, chamado Pee Wee Get My Gun, pela Fat Possum Records. Seu segundo disco, You Better Keep Still, que traz Carter na capa com cara de mal, segue a linha do primeiro, dependendo do gosto, pode-se achar suas composições chatas ou hipnóticas. Fico com a segunda opção. Nada tão diferente de outro representante do modern Mississippi sound, R. L. Burnside, aliás, companheiro de gravadora.
Seu amigo Bill Luckett, co-proprietário do Ground Zero Blues Club, em Clarksdale, disse que Carter era "um mestre de blues da velha escola" com fãs no mundo inteiro.
T Model Ford morreu aos 94 anos. Na época de música descartável, ouça, compre ou baixe seus melhores discos: She Ain’t None of Your’n e Bad Man.




segunda-feira, 24 de junho de 2013

Morre aos 83 a voz suave do blues, Bobby Bland


Bobby "Blue" Bland, o cantor de blues de voz suave morreu ontem aos 83 anos de complicações devido uma enfermidade crônica. Segundo seu filho, Rodd Bland, o cantor morreu em sua casa em Memphis, Tennesse cercado pelos parentes. Em 1912 foi homenageado no Memphis Music Hall of Fame.
Bland nasceu em Rosemark, Tennessee, e mudou-se para as proximidades de Memphis ainda adolescente onde tornou-se um membro fundador dos Beale Streeters, grupo que também incluía B.B. King e Johnny Ace.
Depois de uma temporada no exército, gravou com o lendário Sam Phillips (Sun Records), "descobridor" de Elvis Presley, Johnny Cash, Ike Turner e outros grandes nomes nos anos 50, e não demorou muito, ainda nesta década, para  Bland começar a encontrar o sucesso.
Emplacou seu primeiro hit na categoria R&B com Further On Up the Road em 1957, e foi nessa época que ele ganhou o famoso apelido, extraído de sua canção Little Boy Blue, porque seu repertório era muito focado nos assuntos do amor. Com I’ll Take Care of You, no início de 1960, Bland lançou uma dúzia de hits de R&B seguidamente, incluindo Turn On Your Love Light, em 1961.
Das suas canções mais conhecidas, Call on Me e That’s the Way Love Is, ambas lançadas em 1963, e Ain’t Nothing You Can Do, em 1964.
Conhecido como o "Sinatra do Blues", suas influências passam por Nat King Cole, mas frequentemente gravava com arranjos ousados para acompanhar sua voz. Ele mesmo imitou Frank Sinatra na capa do álbum Two Steps From the Blues, em pé na frente de um edifício com um casaco jogado por cima do ombro.
Lawrence "Boo" Mitchell, filho do lendário músico e produtor Willie Mitchell, disse que ele trouxe um certo nível de classe para o estilo.
Da mesma geração de B.B. King, era um dos últimos conectados com as raízes do Blues. Teve seu nome inserido no Rock and Roll Hall of Fame em 1992 e foi uma influência para muitos jovens roqueiros.
Após a sua inclusão, a entidade percebeu que Bland era o segundo em importância, atrás apenas de B.B. King, como um produto da cena blues da Beale Street em Memphis.
Bland não era tão conhecido como muitos de seus contemporâneos, mas foi uma grande influência para as primeiras estrelas do rock. Muitas de suas canções, especialmente Further On Up the Road e I Pity the Fool, foram gravadas por jovens roqueiros, incluindo David Bowie e Eric Clapton

sábado, 4 de maio de 2013

Studio Rock Café, Mannish Blog e Lucas Shows realizam evento inédito em Santos, ensaio aberto com Shirley King


Não é show, mas um ensaio comum, aberto ao público que vai poder ver e ouvir como são preparadas as músicas tocadas no show. O ensaio contará com uma das melhores bandas de blues do Brasil, a Giba Byblos Blues Band



Algumas casas de São Paulo já exploram esse formato e chega a Santos pelo Studio Rock Café e a Mannish Boy Produções Artísticas e Lucas Shows.
A artista norte-americana ficará hospedada na cidade e ensaiará com a sua banda para duas apresentações na Virada Cultural do interior, nas cidades de Jundiaí e São João da Boa Vista.
A banda é a mesma que acompanha Shirley desde sua primeira vez no Brasil, Giba Byblos (guitarra), Adriano Grineberg (teclado), Paulinho Sorriso (bateria) e Fábio Basili (baixo).
A filha do blues – Não deve ser fácil ser filha do homem que mudou a história da música. Ainda mais quando se resolve cobrir as pegadas do pai no mesmo ramo.
Shirley King, filha de B.B. King, sempre teve de conviver com isso. E se há um músico que merece a alcunha de lenda viva, esse alguém é o velho B.B. King, o homem que popularizou o blues pelo mundo.
Ela mesma reconhece que ser filha de uma lenda viva tem seu lado bom e seu lado ruim. Por um lado, pagou o preço emocional por ter crescido com a constante ausência do pai e com medo de cometer qualquer deslize que manchasse sua reputação. Talvez por isso Shirley tenha decidido tarde se tornar cantora profissional, somente aos 41 anos.
Começou com o pé direito em Chicago, a cidade que é considerada a Meca do blues mundial. Em 1990 tornou-se cantora regular no Kingston Mines, uma das principais casas da cidade. Um ano depois gravou seu primeiro disco, Jump Through My Keyhole, o que a levou a excursionar pela Islândia, Itália, França e Inglaterra.
Nascida em Memphis, os pais nunca se casaram o que a levou a alternar sua convivência com ambos. Porém, a cidade proporcionou contato com o ambiente musical e com amigos de seu pai, entre eles Sam Cooke, Jackie Wilson, Albert King, Etta James e Ruth Brown, suas principais influências. “Uma vez subi ao palco e lá estava Etta, meu Deus, não podia acreditar naquilo, ela era uma mulher tão bonita! Ela entrava no palco e mandava ver. Eu queria ser como ela. Hoje quando subo no palco quero ver ação”, lembra Shirley.
A lembrança que tem de Ruth Brown também é a melhor possível: “Ela me ensinou sobre Bessie Smith e Dinah Washington, pois ela fazia parte daquela dinastia. Era uma pessoa muito boa, passou mais de uma hora falando sobre música e show business e eu nunca esqueci isso”.
O DNA artístico se manifestou cedo na vida de king e mesmo muito nova ela já sabia que queria ser entretainer, pois sempre cantava, dançava para os primos e fazia-os rir. Ironicamente, nunca pensou em ser cantora, achava que um dia seria uma dançaria ou atriz.
Sua primeira forma de expressão foi como “dançarina exótica” com a anuência de seu pai, desde que seguisse dois conselhos: Nunca se envolver com drogas e prostituição.
Seus shows refletem toda essa energia, certa vez ela estava se apresentando no Days Inn, em Chicago, e sua voz rompia todas as barreiras até chegar à rua, chamando a atenção das pessoas que estavam passando. O detalhe curioso dessa história é que ele cantava sem o auxilio do microfone, somente ao piano.
A mais notável característica sobre a voz de King é que ela pode cantar em camadas. Ela sabe mudar de timbre com facilidade. “Minha voz está entre Etta James e Tina Turner”.
Shirley admite que ter um pai ilustre ajudou em sua carreira, mas quem escuta essa verdadeira representante da tradição musical norte americana. “Ser filha de B.B. King tem a vantagem de que todas as pessoas o respeitam, admiram e amam. Mas eu sempre tive de lutar pelo que quero. Saio todas as noites, se não estou cantando, estou em algum lugar tentando ganhar a aprovação dos meus fãs”.
Além de Etta James e Ruth Brown, outra grande influência foi Mahalia Jackson, a quem via se apresentando na televisão. Koko Taylor também é considerada por King como um divisor de águas em sua carreira. “Ela passou muito tempo comigo. Ela me dizia que esse meio é muito duro com as mulheres, os homens não as respeitam. As cantoras são usadas como show de abertura, é difícil ser a estrela principal”.
Atuou com os maiores do gênero, entre eles B.B. King, Albert King, Bobby Bland, Little Miton, Koko Taylor, Lonnie Brooks, Eddie Clearwater e Billy Branch.

Serviço

Clube do Blues de Santos: Ensaio aberto com Shirley King
Data: 23 de maio
Local: Studio Rock Café
Endereço: Rua Marechal Deodoro da Fonseca, 110 - Gonzaga
Horário: 20 horas
Valor: R$ 20,00

Realização:
Studio Rock Café, Mannish Boy Produções Artísticas www.mannishblog.blogspot.com e Lucas Shows e Eventos

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Morre aos 49 lenda do metal e guitarrista do Slayer, Jeff Hanneman


Os integrantes da banda Slayer confirmaram hoje por meio de sua página no Facebook a morte de um dos guitarristas mais importantes do heavy metal, Jeffe Hanneman.
Segundo o site, Hanneman morreu nesta quinta-feira, dia 02 de maio, às 11 horas da mahã em um hospital da Califórnia, vítima de uma insuficiência hepática. 
Junto com o guitarrista Kerry King e o vocalista Tom Araya, Jeffrey John Hanneman foi um dos fundadores da banda ícone do metal mundial desde os anos 80. A rapidez dos solos de ambos fizeram história e rovolucionaram o modo de tocar guitarra, principalmente o heavy metal.
Hanneman é responsável pelos arranjos de clássicos como "Raining Blood", "Angel of Death" e "Seasons in the Abyss".
 Segue a nota divulgada no facebook: "O Slayer está devastado em informar que seu colega de banda e irmão, Jeff Hanneman, faleceu nesta manhã. Hanneman estava em um hospital da área quando sofreu insuficiência hepática. Ele deixa sua esposa, Kathy, sua irmã e seus irmãos Michael e Larry, e fará muita falta". O guitarrista havia completado 49 anos no último dia 31 de janeiro.
A morte de Hanneman pegou os fãs de surpresa, pouco depois da demissão do baterista Dave Lombardo, que atuaou na banda entre os anos 1981/92 e depois 2001/13. 
A banda publicou recentemente um histórico do caso do guitarrista, que sofria de uma fasciite necrosante, uma doença de pele degenerativa causada por bactérias. Especulava-se que a doença poderia ter sido provocada por uma picada de aranha. Segundo o comunicado, Hanneman estava em coma induzido há dias e em suas épocas mais críticas, os médicos cogitaram amputar seu braço.
Em 2012 os integrantes da banda disseram: Esse ano tem sido um ano difícil desde que ele saiu do hospital e desde então teve que aprender a andar novamente, teve dolorosos enxertos de pele e ficou numa clínica para recuperar a força do braço e conseguir a voltar a tocar guitarra. Estávamos todos empolgados quando se juntou a nós no palco para um show do Big Four no Coachella. Desde então temos dado a ele todo o apoio que é necessário, nós queremos que ele volte a tocar com a banda e acreditamos em sua reabilitação".
O próximo show da banda acontece em seis de junho em Enschede, na Holanda. No Brasil, a banda se apresenta em 20, 22 e 24 de setembro (São Paulo, Rio e Curitiba). A última passagem do grupo de thrash metal no país foi em 2011, na extinta casa de shows Via Funchal. Gary Holt foi o guitarrista escolhido para substitui-lo nas apresentações durante o tratamento.




segunda-feira, 22 de abril de 2013

Morre Richie Havens a lenda folk de Woodstock


A família de Richie Havens, um dos grandes cantores de folk norte americano, confirmou que ele morreu hoje de ataque cardíaco em sua residência.
Nascido no Brooklyn, em Nova York, era reconhecido por pregar o pacifismo. Seu maior sucesso foi alcançado em 1971, com uma versão de Here Comes the Sun, de George Harrison.
O cantor e violonista tinha 72 anos e foi uma das sensações do festival de Woodstock em 1969. Havens foi responsável por abrir o festival e suas interpretações de Freedom e I Can’t Make It Anymore estão entre as imagens mais emocionantes do filme gerado nos três dias de música e paz.  O artista voltou ao local 40 anos mais tarde, durante o aniversário do evento.
Havens também fez versões de Just Like a Woman, de Bob Dylan, e do velho spiritual Motherless Child, que se tornou Freedom. E também Strawberry Fields, dos Bestles.
Durante sua carreira, Havens teve 13 álbuns listados na Billboard 200, sendo que um deles chegou aos 40 mais vendidos, Alarm Clock, de 1971. O último trabalho de Havens foi o álbum Nobody Left To Crown, de 2008.