sábado, 25 de junho de 2022

Diário de Rio das Ostras Jazz e Blues 2022 - 3º dia

 

Armandinho Macedo em estado de graça

Texto meia boca: Eugênio Martins Jr
Fotos matadoras: Cezar Fernandes

Reconheço que não tenho dado a atenção devida às atrações do palco São Pedro e da Casa do Jazz, espaço criado dentro da cidade do jazz em Costazul.
Justifico com a falta de tempo. Pra mim é impossível acompanhar todos os shows. Há 15 anos, quando comecei a acompanhar esse festival eu conseguia enganar a canseira. Hoje, já não.
Meu critério de seleção é sempre escolher as atrações que batem com meu gosto musical, o ineditismo e aquelas que, por serem de outro país, serão mais difíceis de assistir em outra ocasião. 
Mas vou colar aqui os grupos que passaram pelo festival esse ano nos dois espaços. Na Casa do Jazz, Bruno Pirozzi, Banda Tangerine, Back2Blues, Xandão Tavares, Mamooth Band, Paiol Sonoro, Tango Revirado Trio, Kilometro 50 com a participação de StephanVidal e Reubes Pess Band. E no palco São Pedro, Robson Farah, Micha Devellard e Ska Jazz Favela. 

Palco São Pedro

Meu terceiro dia no festival começou no palco da Lagoa do Iriry com a Big Joe Manfra Blues Band e Deanna Bogart. Basicamente o mesmo show do dia anterior, no Costazul, mas sem o solo monstro do Cláudio Infante. A Deanna estava adorando ficar no Brasil todos esses dias e a proximidade com o público a fez ficar mais solta ainda. A plateia retribuiu a gentileza fazendo o show esquentou. 
Quando anunciou Love and Attention a turba mandou o tradicional Fora Bolsonaro. Ela, sem entender o que significava aquela gritaria respondeu: “Espero que seja uma coisa boa”. Era sim Deanna, era o povo se manifestando. 
O show teve ainda a participação do Jefferson Gonçalves e da Caru de Souza. No final foi pra galera e se consagrou como a artista mais carismática de 2022.

Deanna Bogart e Big Joe Manfra

A chuva e o vento deram as caras em Rio das Ostras. Perdi o Hook Herrera do palco da Boca da Barra e o primeiro show do Costazul, Tony Gordon. 
Estava cheio de expectativa quanto ao show do Roberto Fonseca, um cara que sou fã há mais de uma década. Não sei, acho que a apresentação poderia ter rendido mais. 
O público resistiu bravamente na chuva e poderia ter ganhado um show mais quente de jazz cubano. Foi basicamente o mesmo que havia apresentado em Paraty uma semana antes. Só que em Paraty não choveu. Coube como uma luva. 
Não me leve a mal, o pior show que Roberto Fonseca pode fazer, e não foi o caso, é muito melhor do que qualquer show de sertanejo bolsonarista. E falando nisso, vi muito cidadão de bem rebolando a jaca e cantando “De Cuba Yo Soy” em Kachucha.

Roberto Fonseca puxando o coro

Ida Nielsen fez o show debaixo de chuva e não é que a baixaria groovadora da branquela dinamarquesa fez a galera dançar a valer? Não conhecia nada do trabalho dela, mas achei que fez bem o que se propôs. Quem viria depois teria de se virar pra esquentar a massa debaixo dos guarda chuvas e capas de plástico.

Ida Nielsen 

E quem veio depois foi da banda que misturou samba, chorinho, jazz, axé e batucada em um só balaio. E justamente por isso cumpriu o papel histórico de abrir a porteira – no bom sentido, não aquele outro - para os brasileiros no prestigioso Montreux Jazz Festival, em 1978, ela mesma, A Cor do Som. 
Com Armandinho Macedo (guitarra baiana e voz), Mu Carvalho (teclados e voz), Ari Dias (percussão e voz), Fernando Nunes (substituindo o Dadi no baixo) e, ele de novo, Cláudio Infante (substituindo o Gustavo Schroeter na bateria em cima da hora), A Cor do Som foi matador.
É impossível tocar todos os hits em um só show. São muitos e não dá tempo porque os caras solam adoidado.  
A chuva parou e A Cor do Som já entrou ganhando de 1X0 com relação aos outros shows. Engataram uma instrumental logo de cara com solo de Armandinho - 2X0 – e ainda todos se revezando na cantoria ao longo de todo o show – 3X0.
Armandinho conversa o tempo inteiro com o público, mas não fica falando groselha, ele explica o que cada música representa para a banda, quem a compôs e o que representa – 4X0. Foi assim antes de Frutificar, tema clássico instrumental que nomeou o disco. 
Alternando com as instrumentais, seguiram-se Zanzibar, Abri a Porta, Beleza Pura, Swingue Menina, Zero. O Ari completou a festa fazendo a galera cantar em dançar com Dentro da Minha Cabeça – 5X0.

Sei que não tenho juízo, dentro da minha cabeça

A carismática Deanna Bogart

Deanna na galera

Os irmãos Simi e Hook Herrera

A Ida teve a manha de...

...esquentar a galera debaixo de chuva.

sábado, 18 de junho de 2022

Diário de Rio das Ostras Jazz e Blues 2022 – 2º dia

 

Greg Wilson - Blues Etílicos (foto: Eugênio)

Texto Eugênio Martins Jr
Fotos: Eugênio e Cezar Fernandes

O sol apareceu forte na sexta-feira 17, segundo dia de festival aqui em Rio das Ostras. Prato cheio para a Blues Beatles fazer o que faz melhor, um show vigoroso, com os clássicos dos fab four fazendo a galera cantar e dançar na Lagoa do Iriry. Nesse show a formação de banda que varia foi Marcos Viana (voz), Bruno Falcão (baixo), Flávio Naves (teclados), Fred Barley (bateria), Denilson Martins (saxofone) e Lancaster (guitarra). Entre Help, We Can’t Do That, Stand By Me, Hey Jude em formato blues, muita manifestação política. O longo e maravilhoso solo de baterista do Fred Barley foi todo tempo acompanhado pelo famoso “Olê, olê olê olá, Lula Lula! No ritmo. Foi lindo. 
Mas chegou uma hora que ficou chato. Toda momento que a banda dava uma pausa e o cantor Marcos Viana ia falar alguma coisa era FORA BOLSONARO. Na quarta vez ele se emputeceu e mandou: “Pessoal, deixa a política para depois. Pelo amor de deus!”.
Olha, concordo que o país está passando por uma crise política grave, acredito que a pior delas desde que me entendo como cidadão. Que esse é um governo genocida e que esse presidente já deu provas que ele e sua família são psicopatas e seus seguidores são analfabetos políticos. Também concordo que os shows musicais são um espaço para a manifestação da população descontente com tudo isso. Mas ali em Iriry, naquele determinado momento a audiência já havia se manifestado e ficou clara a maioria esmagadora de pessoas que são contra esse desgoverno. Dito isso, vamos protestar e deixar o artista fazer o seu trabalho. Essa é a minha opinião. E reitero aqui: FORA BOLSONARO!

Blues Beatles (foto: Cezar)

Preferi ficar na pousada dormindo do que assistir ao show de Ida Nielsen na Boca da Barra. São a idade e os acidentes de moto cobrando a conta. Vejo no sábado no palco Costazul.
Quando cheguei ao palco principal o show do Marvio Ciribelli havia terminado, a organização deu uma adiantada para que o último show da noite não termine tão tarde como ontem.
O Takuya Kuroda fez um show com muito mais solos do que o anterior, e muito mais jazz também. Claro que teve o groove com baixo e bateria em sintonia perfeita, fazendo a galera dançar. Mas o japa biriteiro estava a fim de tocar e solou bastante. Boa apresentação. Com Rashaan Carter (baixo), Adam Jackson (bateria), Craig Hill (saxofone) e Takahiro Izumikawa (teclados).
Assisti a um show da Deanna Bogart em Paraty, com o Eduardo Ponti na guitarra, em um palco um pouco menor, mas já havia gostado da energia que ela coloca em suas apresentações. 
Aqui não foi diferente, já recuperado da Covid, Big Joe Manfra, responsável pela turnê de Deanna no Brasil, juntou a cozinha Master Chef para os shows em Rio das Ostras, Cezar Lago (baixo) e Cláudio Infante (bateria).
Deanna ataca em duas frentes, teclas e saxofone. Além de cantar e compor, claro. O show começou com Vegas e In The Rain e, na segunda, um super solo de Deanna desandou para um duelo com o Manfra de arrepiar. Agora, de quebrar mesmo foi o solo do Infante terrible (sou dado a trocadilhos desgraçados, mesmo), em Ethels Place. Hoje tem mais em Iriry.

Deanna Bogart e Big Joe Mnfra (foto: Cezar)

Quando a Blues Etílicos subiu ao palco já era pra lá da uma da matina e acho que os caras acharam que tinham de acordar a plateia. Pensem em um som alto. Então, estava mais alto. Mas com a qualidade de CD que o Jerubal Matuzalem Liasch, o produtor técnico de som mais respeitado dessas paradas, está costumado a entregar. 
Em mais de uma hora de som, a Blues Etílicos, a banda de blues brasileiro mais longeva do país, somando 35 anos, emendou uma clássica atrás da outra, Misty Mountain, Puro Malte, Dente de Ouro, 3º Whiski, 3000, Safra 63, Cerveja (essa o Takuya gosta), a inédita Waterfalls e encerrando com Espelho Cristalino. Não tenho a conta de quantos shows já assisti dessa banda que tenho a honra de produzir a cerveja oficial, mas posso garantir, esse foi um dos melhores. Longa vida a Blues Etílicos.
No final do shows fiz uma foto com os blueseiros do Rio que estavamo por ali pra ver a banda: Cláudio Bedran, Flávio Guimarães, Ângelo Nâni, Raphael Castrol, Caru de Souza, Beto Werther, Big Joe Manfra, Eduardo Coimbra, Cesar Lago, Rabicó, Otávio Rocha, Marcus Kenyatta e Murilo Brugger. 

Deanna Bogart (foto: Eugênio)

Deanna Bogart e cozinha Master Chef, Cezar Lago e Cláudio Infante (foto: Eugênio) 

Cláudio Bedran - Blues Etílicos (foto: Eugênio)

Otavio Rocha e Greg Wilson - Blues Etílicos (foto: Eugênio)

Flávio Guimarães - Blues Etílicos (foto: Eugênio)

Takuya Kuroda (foto: Eugênio)

Cláudio Bedran, Flávio Guimarães, Ângelo Nâni, Raphael Castrol, Caru de Souza, Beto Werther, Big Joe Manfra, Eduardo Coimbra, Cesar Lago, Rabicó, Otávio Rocha, Marcus Kenyatta e Murilo Brugger (foto: Eugênio)

sexta-feira, 17 de junho de 2022

Diário de Rio das Ostras 2022 - Quinta-feira, 16 de junho - 1º dia

 

Bidu Sous, Ana Clemesha e Caru de Souza - As Mulheres do Blues (Cezar Fernandes)

Texto: Eugênio Martins Júnior
Fotos: Cezar Fernandes e Eugênio

Sete meses após a última edição, Rio das Ostras recebe entre os dias 16 e 19 de junho de 2022 o famoso festival de jazz e blues que a colocou no mapa da música mundial. 
Esse ano o evento faz parte de um circuito que inclui Búzios, Paraty, Niterói e Barra do Piraí, o Circuito Sesc Jazz.
Estou acompanhando desde Búzios porque faço a produção executiva de As Mulheres do Blues, show que criei com a ajuda das cantoras Caru de Souza, Bidu Sous, Ana Clemesha, Lancaster, Flávio Naves, Bruno Falcão e Fred Barley.
Algumas das bandas vão circular por todas as cidades, mas As Mulheres do Blues cantarão em três. Já fizemos Búzios e Paraty e, ontem, encerramos a primeira noite em Rio das Ostras, no Palco Costazul.
Também como no ano passado, vim dirigindo de Santos com uma pequena escala no Rio de Janeiro. Só que dessa vez procurei um show de blues ou jazz na quarta-feira, mas não achei. Rio de Janeiro, era véspera de feriado, cadê o som? Reage Rio de Janeiro.
Cheguei a tempo de assistir o show do Ari Borger Trio no palco da Lagoa de Iriry. Foi o mesmo show que o Ari, Marcos Klis (baixo) e Humberto Zigler (bateria) fizeram no último sábado em Paraty, baseado no disco Rock’n’Jazz, com Light My Fire, Big Chief, Come Together e só fugindo um pouco com Tim Maia.
A cozinha do Ari já é conhecida do público daqui, o Marcos e o Humberto já tocaram em Rio das Ostras com outros artistas e o Baterista é um show a parte. Gosta de solar e tem a empatia da galera de Iriry que fica ali pertinho do palco. Um a zero pro festival.

Ari Borger ( Cezar Fernandes)

Humberto Zigler (Cezar Fernandes)

E o PT? (Eugênio Martins Jr)

Tá no meio do povão. (Eugênio Martins Jr)

Marcos Klis (Eugênio Martins Jr)

Desde que o palco da praia de Tartaruga foi extinto em 2019 a direção do festival estava procurando outro para colocar o show das 17h. 
Coube ao Takuya Kuroda ser a atração que estreou o novo local, o palco Boca da Barra. Kuroda ficou conhecido por aqui quando veio como sideman da banda do José James. Músico japonês radicado em New York, dessa vez Kuroda veio com a a própria banda, fazendo um show ao mesmo tempo cabeça e dançante. Com uma cozinha cheia de maldade, esbanjando groove, soube fazer a plateia chacoalhar no final de tarde ensolarado de Rio das Ostras. Muita cerveja foi consumida. Inclusive pelo japa, que já tem cara de bebum.
Um pouco por conta da correria que é acompanhar todos os shows e monitorar a banda que estava na estrada, e muito por causa da idade avançada, não fui aos dois primeiros shows no palco principal, o grandão que fica no camping de Costazul.

Takuia Kuroda (Cezar Fernandes)

Perdi Cida Garcia, mas cheguei na metade do show do Nelson Faria Quarteto e no meio do solo de acordeom do Chico Chagas, coisa mais linda. André Neivas (baixo), Marcos Nimrichter (piano) e Márcio bahia (bateria) completaram a gig.
Os irmãos Simi sempre colocam um show de blues no festival e dessa vez foi a vez do gaitista, guitarrista, cantor e compositor Hook Herrera se apresentar a Rio das Ostras. 
De origem mexicana, Herrera vem lá da Califórnia que é mais latina do que saxã, de East San Jose, ou seja, é um Puro Mestizo. 
De cara o cabeludão Herrera atacou de slide instigando os irmãos a solarem juntos com ele em blues tradicionais ao longo do show. 
Quando a batida tribal de Bo Diddley soou alto nos PAs a galera gostou e eu também. Há tempos não escutava aquele som,  aquela batida tribal perpetuada por Diddley, também em Who Do You Love. Os Simi Brothers são Danilo e Nicolas Simi (guitarras), Wellington Pagano (baixo) e Pedro Léo (bateria)
As Mulheres do Blues fecharam o dia subindo ao palco 1h20 da madruga com a tarefa de levantar a galera cansada e com frio. Dos três shows que acompanhei, festivais de Búzios e Paraty incluídos, o de Rio das Ostras foi o melhor das Mulheres. Aos poucos as peças estão assentando entre a banda e as cantoras Ana Clemesha, Bidu Sous e Caru de Souza. Let The Good Times Roll foi o primeiro petardo distribuído nas orelhas de quem resistiu e ficou até às 2h30 da madrugada gelada do dia 17 de junho. Depois vieram Pride And Joy, At Last, The Sky is Crying, Move On e outras com as três se revezando entre solo e backing vocals para cada uma brilhar ao seu tempo. 

Caru de Souza (Cezar Fernandes) 

Bidu Sous (Cezar Fernandes)

Ana Clemesha (Cezar Fernandes)

Palco Iriry (Cezar Fernandes)

Palco Boca da Barra (Cezar Fernandes)

terça-feira, 17 de maio de 2022

Festival Do Choro ao Jazz sobe o morro e ocupa palco flutuante da Lagoa da Saudade em Santos

Será uma tarde inteira com muita música brasileira com  três shows grátis no palco da Nova Cintra. Mais uma produção da Mannish Boy Produções Artísticas

Lagoa da Saudade (Foto: Cezar Fernandes)

Criado para abrigar todos os estilos musicais produzidos no Brasil, o festival Do Choro ao Jazz estreia com Choro de Bolso convidando Thadeu Romano, Joabe Reis e Digo e a Faixa Preta.
Os shows acontecem no palco flutuante da Lagoa da Saudade, no Morro da Nova Cintra, a partir de 13 horas do domingo, dia 22 de maio. O local foi escolhido por ser ao ar livre e, principalmente, estar fora do circuito tradicional dos shows que acontecem em Santos, levando a música para todos.  
Com quase vinte anos de atuação, a dupla Choro de Bolso convida o acordeonista Thadeu Romano para uma apresentação criada especialmente para a ocasião. O trombonista Joabe Reis é um sideman conhecido no circuito de jazz de São Paulo, mas que passou a investir fortemente em sua carreira solo, arrancando elogios acalorados de crítica e público. O Multi-instrumentista, cantor e compositor Digo Maransaldi fecha a tarde de domingo estreando seu espetáculo Digo e a Faixa Preta, com releituras de clássicos da black music brasileira somadas a composições próprias. É tudo grátis.

Choro de Bolso

Thadeu Romano

Choro de Bolso convida Thadeu Romano - Choro de Bolso é formado por Débora Gozzoli (flauta) e Marcos Canduta (violão). Tem dois discos gravados e estão na produção do terceiro. Contam com inúmeras apresentações pelo Sesc e Sesi, e alguns Festivais, entre eles, Santos Jazz festival e Ilhabela Bossa e Choro.
Thadeu Romano é fera no acordeon e também pianista, compositor e arranjador. Tocou com Renato Teixeira, Yamandu Costa e outros grandes nomes da nossa música. Tem gravado o CD da Reza a Festa. Está finalizando novo disco.

Joabe Reis

Joabe Reis - Trombonista, compositor e produtor, lançou seu primeiro álbum em 2021. O trabalho, aclamado pela crítica, conta com as participações de Toninho Horta, Nelson Ayres e do trombonista nova-iorquino Elliot Mason, integrante da Lincoln Center at Orchestra, liderada pelo trompetista Wynton Marsalis. 
Joabe reverencia o jazz, altamente influenciado pelo hip-hop, neo soul, funk e o pop. 
Em 2021 participou de diversos festivais online e presenciais (um deles com participação da Paula Lima), apresentou o álbum no SESC Instrumental Brasil, Palco Virtual do Itaú Cultural, Valadares Jazz Fest e Festival Afrofuturistc, Blue Note SP e Bourbon Street. 
Em julho de 2021 lançou seu primeiro clipe\curta-metragem I Just Wanna Breathe, com participação do Síntese Rap:  https://www.youtube.com/watch?v=5BnlN_FGd14

Digo Maransaldi

Digo Maransaldi - Músico multi-instrumentista autodidata, compositor e produtor musical brasileiro nascido em Santos/SP nos anos 70 do século passado. Lançou seu primeiro disco em 2010, “Digo e a New Gafieira” e está em fase de produção do seu segundo trabalho, que terá o título de “Balanço Diferente”. 
O show “Digo Maransaldi e a Faixa Preta” faz um resumo de sua carreira e todas as suas influências musicais, composta totalmente por compositores e artistas pretos. O repertório super balançante e pensante são as canções autorais de maior destaque do artista, lançadas no seu primeiro disco, singles e novidades do seu novo disco Balanço Diferente.

Programação:

22/05, domingo - Lagoa da Saudade
Choro de Bolso convida Thadeu Romano, 13h
Joabe Reis, 15h 
Digo e A Faixa Preta, 17h 

Realização: Secretaria de Cultura de Santos
Produção: Mannish Boy Produções e Digo Design
Apoios: Jade Louback Design, Digo Maransaldi Design, Quintal da Véia
Apoios vereadores: Chico Nogueira, Lincoln Reis e Telma de Souza

quarta-feira, 11 de maio de 2022

15 anos entre dois Eric Gales

 

Eric Gales e Smoke Face (Rio das Ostras 2021)

Texto e fotos Rio das Ostras: Eugênio Martins Júnior
Fotos Santos: Leandro Amaral

No dia 28 de julho de 2006 produzi meu primeiro show internacional e o primeiro do grande Teatro Coliseu, aqui de Santos, que havia sido reformado.
A história começou um pouco antes, em janeiro do mesmo ano. Folheando a revista de sexta-feira de um jornal aqui de São Paulo, que traz a programação cultural do final de semana, li que dois de meus ídolos viriam ao Brasil para tocar no Bourbon Street Music Club, o gaitista Charlie Musselwhite e, nada menos do que um dos maiores guitarristas de blues de todos os tempos, Otis Rush.
Aquilo não saiu da cabeça. Fiquei pensando em como poderia trazer os caras a Santos.
Num estalo peguei o telefone e liguei para o Bourbon. Me passaram o diretor artístico da casa, o Herbert, que atendeu e disse que estava com viagem marcada para os Estados Unidos, mas que quando voltasse poderíamos nos encontrar.
Um mês depois almoçamos num restaurante no centro de Santos, na histórica Rua XV: o Herbert, sua irmã Thais e o Beto, da produtora Lucas Shows.
Na época eu ainda não sabia, mas no mundo da produção cultural existem dois tipos de gente, as que fazem e não falam e as que falam e não fazem. Ali estavam algumas do primeiro time. Saímos daquela reunião com um nome na cabeça, Jazz, Bossa & Blues.
Por uma série de motivos, os shows de Charlie Musselwhite e Otis Rush não aconteceram no Brasil naquele ano. O Charlie encontrei na estrada um par de vezes, mas o Otis Rush nunca. Uma pena, Rush morreu em 29 de setembro de 2018 e eu nunca o vi tocar. 
Mas o projeto andou e entre algumas opções de artistas, apareceu o nome de Eric Gales. Irmão do não menos famoso, Little Jimmy King, Eric Gales nasceu em 1974 em Memphis, berço do rhythm n’ blues. A partir de quatro anos de idade o garoto canhoto aprendeu a tocar guitarra com o seu outro irmão, adivinhem o nome?! Eugene.
Então, começamos o projeto de música da maneira certa, com a mão esquerda.
O show rolou. O teatro Coliseu havia acabado de ser re-inaugurado após anos de uma reforma mal feita e incompleta, cortesia da péssima administração municipal da época.  
A prefeitura estava tomando porrada na imprensa por causa da reforma porca do local e nada como um showzinho legal pra trazer prestígio à casa, não é verdade?. Acredito que tenha sido o primeiro show internacional dessa nova fase do grande teatro. É, às vezes a gente serve o diabo sem saber.
No dia 28 de julho de 2016, o time que subiu ao palco do Teatro Coliseu foi o Eric Gales (guitarra e voz), Ugo Perrota (baixo) Papel (bateria) e Fred Sun Walk (guitarra). 
Para abertura não poderíamos ter colocado outro músico senão Mauro Hector, de Santos. Outro canhoto e discípulo de Jimi Hendrix.
Gales havia acabado de lançar o álbum Crystal Vision e estava em uma fase "atribulada", fazendo o uso de substâncias que estavam afetando sua vida e música. A produção incluiu alguns rolos, as tais substâncias, prostitutas e outros ilícitos. E eu, tendo de lidar com tudo isso porque as outras pessoas envolvidas estavam preocupadas em tirar fotos com o prefeito e aparecer na imprensa. Só uma coisa a dizer, fuck’em all, eu fiz a minha parte.
Antes do show eu conversava com o Mauro no backstage quando surgiu a ideia de ele entrar no final do show de Gales para uma jam, e a dúvida de qual música apresentar apareceu. Então mandei essa: “Os dois são canhotos, díscipulos de Jimi Hendrix porque não tocam Red House?”. E assim foi. Na hora do “mais um” Gales chamou o Mauro e os dois tocaram juntos. 
O negócio começou suave como Red House costuma ser, um tremendo slow blues, mas logo descambou pra violência. Todo mundo sabe que o Mauro não sabe brincar. Logo ele chutou a canela de Gales que retribuiu e os dois acabaram duelando e fritando. Essas histórias de bastidores é que dão prazer nessa profissão.


Novembro de 2021 – Encontrei Eric Gales quinze anos depois, no Rio das Ostras Jazz e Blues Festival. Recuperado dos vícios e considerado um dos grandes guitarristas dos Estados Unidos. A experiência foi totalmente diferente. Empolgadão como de costume, levei umas fotos do primeiro show de 2006 para dar de presente pro cara achando que iria agradar e pelo menos ganhar uma boa entrevista em retribuição. Que nada, fui recebido com uma certa indiferença. Mesmo após esperar por toda a passagem de som que levou um bom tempo. Quando ficamos frente a frente ele mandou: “You have 10 minutes”.
Os shows foram excelentes e escancararam os motivos pelos quais Eric Gales é considerado um dos grandes guitarristas da atualidade. Grandes performances no palco, técnica impecável num show que não é chato apesar de todo esse virtuosismo. A “fritação” é sempre colocada a serviço da diversão. Eu conto um pouco sobre os dois shows de Rio das Ostras no “Diário de Rio das Ostras 2021” nesse livro. E a entrevista é essa que está aí, publicada com seis meses de atraso. Durou sete minutos gravados.

Eric Gales em Santos 2006

Eugênio Martins Júnior - Como foi a sua infância musical, crescendo em uma família de músicos? 
Eric Gales – Foi maravilhosa. Vivia em uma casa com muita música. Todos estavam envolvidos em algum momento com música. 

EM - Qual foi a maior influencia recebida de seu irmão Little Jimmy King que partiu muito cedo?
EG – Ser persistente. Estar sempre focado. Era um grande guitarrista e me proporcionou uma base, como toda a família.  

EM - Você nasceu e cresceu em Memphis, uma das cidades chave para o blues mundial. Qual é a importância do blues pra cultura americana?
EG – Sim. É uma cena muito forte.

EM – Como sua carreira se desenvolveu desde seu primeiro álbum, The Eric Gales Band, lançado há 30 anos?
EG – Ganhei experiência em muitas coisas, especialmente na minha história de vida. Tenho vivido muita coisa tocando guitarra.

The Duelists 2006

EM - Fizemos um show na minha cidade, Santos, há 15 anos. Naquela época você estava mais, como posso, dizer, “rebelde”. Gostaria que falasse sobre como esses anos afetaram a sua vida.
EG – Aprendi com os meus erros e continuei indo em frente.   

EM – Você usa a sua história de vida nas letras?
EG – Sempre. Pra mim não há melhor forma para contar as histórias vividas ao longo dos anos. Sou abençoado por estar vivo e poder contar a minha história. Manter a mente sã. E espero que essa história inspire as pessoas. Só estou tentando me manter na linha. 

EM – Você é um homem religioso?
EG – De uma certa forma sim. Acredito que há alguém lá em cima.

EM – Olhando por você?
EG – Sim.

EM - The Bookends foi lançado em 2019, antes da pandemia. Nem teve tempo de mostrar esse trabalho nos palcos. Como tem sido a vida sob a pandemia de covid-19? 
EG – Estava tudo correndo bem. Estava gravando, concorrendo em algumas premiações de rock e blues. Acredito que seja um grande álbum e com uma boa trajetória até tudo isso acontecer. As pessoas se retraíram e tudo parou.

Eric Gales e Smoke Face em Rio das Ostras - novembro de 2021

EM – Penso que você ganhou muito mais fãs fazendo um som que mistura a agressividade de solos de guitarra com melodias pop, porém muito bonitas. Você concorda?
EG – Obrigado. Concordo. Sou um afortunado em por receber essa energia do universo, criar essas melodias e depois poder dialogar com o público dessa forma.

EM - Teu álbum Middle of The Road traz parcerias com Gary Clark Jr e Kristone Kingfish. Outros dois nomes que estão se tornando importantes no mundo do blues. 
EG – São grandes amigos e estou feliz que tenham feito parte do disco com o que eles têm de melhor. 

EM – O veterano Tail Dragger disse que os jovens negros dos Estados Unidos não se interessam mais pelo blues. Eles só querem fazer rap hoje em dia. Você concorda?
EG – (risos) Tem alguma verdade nisso. Eu cresci ouvindo rap, fez parte da minha base. Eu sou fã de rap.

EM – Mas você acabou indo para o blues, ainda que um blues rock. Que importância você dá para esse gênero musical para a cultura dos Estados Unidos? 
EG – É uma forma de vida. Uma necessidade. Que deve estar sempre entre nós. O blues está em tudo.

EM – Você fala sobre política?
EG – Não.

EM – Você se vacinou?
EG – Sim, tomei duas doses. Mas conheço muitas pessoas que não. Veja, minha carreira me coloca em contato com muitas pessoas ao redor do mundo. Tenho que me proteger dá melhor forma possível. Não vou dar mole, já conheci gente que morreu.

quarta-feira, 4 de maio de 2022

Circuito Sesc de Jazz & Blues realiza 90 shows em cinco cidades do Rio de Janeiro. Mannish Blog entra com 10

A ideia do Circuito Sesc de Jazz & Blues surge a partir da parceria de sucesso de dois anos entre o Sesc RJ e o Rio das Ostras Jazz e Blues – maior festival de jazz e blues da América Latina. O Circuito inicia em maio na cidade de Búzios, passando por Paraty, Rio das Ostras, Niterói e Barra do Piraí. Tudo Grátis

Roberto Fonseca (Cuba)

Entre maio e julho as cidades de Rio das Ostras, Búzios, Paraty, Niterói e Barra do Piraí servirão de palco para o primeiro Circuito Sesc de Jazz & Blues. Serão cerca de 90 shows, totalmente gratuitos, dentro de uma programação artística, reunindo nomes como pianista cubano Roberto Fonseca, o trompetista japonês Takuya Kuroda, Leo Gandelman, a banda A Cor do Som e As Mulheres do Blues, projeto criado pela Mannish Boy Produções, reunindo as cantoras Bidu Sous, Caru de Souza e Ana Clemesha. E também uma super banda composta por Lancaster Ferreira, Flávio Naves, Bruno Falcão e Fred Barley. 
Búzios abre o circuito no dia 13 de maio com o saxofonista americano Sax Gordon Beadle & Just Groove, o saxofonista brasileiro Léo Gandelman, Tony Gordon, Nico Rezende - Tributo a Chet Baker, entre outras atrações.
Entre os dias 10 e 12 de junho será a vez de Paraty, com um cast reunindo o pianista cubano Roberto Fonseca, a cantora americana Deanna Bogart, o cantor americano de R&B e soul music Lorenzo Thompson, a cantora de blues Taryn Szpilman e muitos outros artistas.
No feriado de 16 a 19 de junho Rio das Ostras recebe o pianista cubano Roberto Fonseca, o trompetista japonês Takuya Kuroda, a baixista dinamarquesa Ida Nielsen, a cantora Americana Deanna Bogart, o gaitista americano de blues e R&B Hook Herrera, a lendária banda A Cor do Som – ganhadora do Grammy Latino 2021 pelo melhor disco de música instrumental, Blues Etílicos, Blues Beatles, a Banda Mulheres do Blues, Nelson Farias Jazz Quarteto, Márvio Ceribelli Quinteto, Tony Gordon, entre outros músicos.
O circuito chega a Niterói nos dias 24, 25 e 26 de junho reunindo o pianista Roberto Fonseca, o trompetista Takuya Kuroda, a baixista Ida Nielsen, a americana Deanna Bogart, o gaitista americano Hook Herrera, o cantor americano de R&B e soul music Lorenzo Thompson, o guitarrista Jimmy Burns (USA), a banda A Cor do Som, Blues Etílicos, Tony Gordon, Nico Rezende com Tributo a Chet Baker, Blues Beatles, As Mulheres do Blues, entre outros.
Fechando o Circuito Sesc de Jazz e Blues, a cidade de Barra do Piraí realiza o evento entre os dias 15 e 17 de julho. Entre as atrações, Léo Gandelman, Banda do Síndico, Tony Gordon, Taryn Szpilman, Blues Beatles, Blues Etílicos, Banda Base além de diversas bandas locais.
Por meio do Circuito Sesc de Jazz & Blues, queremos incentivar o desenvolvimento econômico, turístico, social e cultural das cidades, possibilitando a injeção de capital durante sua realização. Como exemplo, temos o Festival de Rio das Ostras que, de acordo com pesquisas realizadas pela FGV-RJ e SEBRAE, nas suas últimas seis edições, injetou cerca de R$ 9 milhões em média nos quatro dias de sua realização”, afirma Stenio Mattos, produtor cultural e responsável pela organização do Circuito.

Ana Clemesha, Bidu Sous e Caru de Souza forma o projeto Mulheres do Blues


Confira a programação:
 
BÚZIOS – 13 a 15 maio 2022
Palco Praia dos Ossos – Palco jazz e Instrumental
Dias 14 e 15 junho – a partir das 16h 
Dia 14 – Abertura Banda local (16h). Show com As Mulheres do blues (17h)
Dia 15 – Abertura Banda local (16h). Show com Taryn Szpilman (17h)

Palco Praça Santos Dumont – Palco principal
Dias 13, 14 e 15 maio – a partir das 20h30
 
Dia 13
20h30 – Léo Gandelman
22h – Tony Gordon
23h30 - Blues Etílicos
 
Dia 14
20h30 – Nico Rezende – Tributo a Chet Baker
22h – Sax Gordon Beadle & Just Groove
23h30 – Blues Beatles
 
Dia 15
20h – Abertura banda da cidade
20h30 –Dalto no show Moon Night Serenade

Sax Gordon (EUA)


PARATY – 10 a 12 junho 2022
Palco Giratório: dias 11 e 12 de junho a partir das 11h
Sábado – atração a confirmar
Domingo – Taryn Szpilman
 
Palco Matriz: Dias 10, 11 e 12 a partir das 20h30
Sexta-feira - Márvio Ciribelli + Tony Gordon + A Cor Do Som
Sábado – Roberto Fonseca + Deanna Bogart + Banda Do Síndico
Domingo – Mulheres do Blues + Lorenzo Thompson
 
Palco Santa Rita: Dias 11 e 12, shows das 14h às 15h30
Sábado – Blues Beatles
Domingo – Deanna Bogart
 
Palco Sesc (na unidade Sesc): Dias 11 e 12 às 16h e 17h30
Sábado – Banda Local + Nico Rezende
Domingo – Banda Local + Jimmy Burns

RIO DAS OSTRAS – 16 a 19 de junho 2022
 
DIA 16 – Quinta-Feira:  início às 17h
 
Palco Boca da Barra - Jazz
Show das 17h às 18h15 – TAKUYA KURODA Jazz Quartet (USA)
 
Palco de Costazul - Shows no palco Principal a partir das 20h30
Abertura às 20h com shows no Espaço Arthur Maia (Casa do Jazz)
 
Shows no palco Principal a partir das 20h30
- Orquestra de Sopros de R.O.
- Nelson Farias Quarteto – participação especial de Chico Chagas
- Hook Herrera Blues Band (USA)
- Mulheres do Blues
 
DIA 17 – Sexta-feira
 
Palco Novos Talentos - Bandas de Rio das Ostras e norte-fluminense
- Show às 11h15 às 12h15 – Atrações a confirmar
 
Palco Iriry - Blues
- Show às 14h às 15h15 – Blues Beatles   
 
Palco Boca da Barra - Jazz
- Show às 17h às 18h15 – Ida Nielsen (Dinamarca)
 
Palco Costazul
Abertura às 20h com shows no Espaço Arthur Maia (Casa do Jazz)
 
Shows no palco Principal a partir das 20h30
- Márvio Ciribelli Jazz Quarteto
- Takuya Kuroda Jazz Quartet (USA)
- Deanna Bogart Blues Band (USA)
- Blues Etílicos
 
 
DIA 18 – Sábado:
 
Palco Novos Talentos – Bandas de Rio das Ostras e norte-fluminense
- Show às 11h15 às 12h15
 
Palco Iriry  
- Show às 14h às 15h15 – Deanna Bogart Blues Band (USA)
 
Palco Boca da Barra - Jazz
- Show às 17h às 18h15 – Hook Herrera Blues Band (USA)
 
Palco Costazul
- Abertura às 20h com shows no Espaço Arthur Maia (Casa do Jazz)
 
Shows no palco Principal a partir das 20h30
- Tony Gordon
- Roberto Fonseca (Cuba)
- Ida Nielsen (Dinamarca)
- A Cor Do Som
 
DIA 19 – Domingo:
 
Palco Novos Talentos – Bandas de Rio das Ostras e norte-fluminense
- Show às 11h15 às 12h15
 
Palco Iriry
- Show às 13h15h às 14h30 – (atração a confirmar)
- Show às 15h30min às 17h – A Cor Do Som

NITERÓI - 24 a 26 junho 2022
O Circuito Sesc de Jazz & Blues – Niterói acontece a céu aberto nos dias 24, 25 e 26 de junho. Com um palco principal à beira mar na Praça do Rádio Amador (São Francisco), além de palcos secundários no Campo de São Bento (Icaraí), Horto do Fonseca (Fonseca) e Horto do Barreto (Barreto), nos seguintes dias e horários: 24 de junho das 19h às 23h, no dia 25 das 17h à 01h e no dia 26 das 17h às 24:00h.
Serão cerca de 20 shows em três dias de evento, além de oficina musical para os jovens da Orquestra de Cordas da Grota. O festival vai colaborar para aumentar a visibilidade nacional da cidade, visando torná-la como um dos principais polos culturais e turístico do estado do Rio de Janeiro.
O pianista cubano Roberto Fonseca, o trompetista japonês Takuya Kuroda, a baixista dinamarquesa Ida Nielsen, a cantora Americana Deanna Bogart, o gaitista americano Hook Herrera, o cantor americano de R&B e soul music Lorenzo Thompson, o guitarrista Jimmy Burns (USA), vencedora do Grammy Latino 2021de melhor disco de música instrumental - a lendária A Cor do Som, Blues Etílicos, Tony Gordon, Nico Rezende com Tributo a Chet Baker, Blues Beatles, As Mulheres do Blues, entre outros.
 
 
BARRA DO PIRAÍ – 15 A 17 DE JULHO
PALCO E PROGRAMAÇÃO: a partir das 20h
Todos os shows serão realizados em palco montado ao lado da centenária e histórica Estação de Ipiabas, estação de trem recém reformada
 
Dia 15 / 07 – sexta-feira
21h às 22h – Léo Gandelman
22h20 às 23h20 – Banda Base
23h40 às 24h50 – Banda do Síndico
 
Dia 16 / 07- sábado
20h às 20h40 – Banda Local – Instrumental
21h às 22h – Blues Etílicos
22h20 às 23h20 – Tony Gordon
23h40 às 24h50 – Blues Beatles
 
Dia 17 / 07 – domingo – a partir das 13h
13h - Banda Local – Instrumental
14h – Taryn Szpilman Jazz & Blues Band

quinta-feira, 10 de março de 2022

Agora no calendário oficial da cidade, o CLUBE DO BLUES DE SANTOS 2022 volta em abril

 Grandes nomes da música brasileira vêm a Santos para shows em vários pontos da cidade, principalmente no morro e na Zona Noroeste. O festival é produzido pela Mannish Boy Produções, Prefeitura e Sesc Santos

Nuno Mindelis

Line up – Em 2022 o Clube do Blues conquistou um lugar especial no coração dos santistas. Oficialmente incorporado ao calendário de eventos oficiais da cidade de Santos, o festival que já acontece há 14 anos, tradicionalmente em abril, vai trazer muita música para três regiões da cidade. 
Os shows serão com Nuno Mindelis, Sax Gordon e Igor Prado and Just Groove, Big Chico Blues Band (Tributo a Rod Piazza), The Headcutters, Marcelo Naves e Tigerman, Dog Joe e Vasco Faé. 

O evento - Os shows acontecerão no Sesc, Zona Noroeste e Morros de Santos, cobrindo áreas periféricas da cidade que são locais pouco contemplados por outras produções. 
Serão shows grátis e ao ar livre, celebrando a boa música a amizade e a vida.

Realização - A realização do Clube do Blues de Santos só é possível com parcerias fundamentais, o Sesc Santos, onde acontecerá o show do Nuno Mindelis, dia 01 de abril. E prefeitura de Santos, por meio de sua Secretaria de Cultura.
E ainda os vereadores Cacá Teixeira, Débora Camilo, Fabrício Cardoso, João Neri, Lincoln Reis, Telma de Souza e Zequinha, que destinaram emendas parlamentares para o fomento da cultura.    

Histórico - O mês de abril foi o escolhido em comemoração ao nascimento de Muddy Waters, artista revolucionário do blues mundial e o nome que sintetizou o blues rural do Mississippi na música urbana de Chicago, influenciando milhares de músicos ao redor do mundo, inclusive no Brasil, onde os músicos misturaram o blues com os nossos ritmos. 
O Clube do Blues de Santos já trouxe inúmeros artistas do estilo musical a cidade. Entre os brasileiros, Ari Borger, Márcio Abdo, Jefferson Gonçalves, Big Joe Manfra, Big Gilson, Robson Fernandes, Fábio Brum, Mauro Hector, Caviars Blues Band, Ivan Márcio, Giba Byblos, Igor Prado Band, e muitos outros. Entre os estrangeiros, Larry McCRay, Eric Gales, Shirley King, Tia Carrol, Peter Madcat, Jon McDonald, Sax Gordon, Raphael Wressnig, Kenny Brown, Aki Kumar, James Wheeler, Lynwood Slim.    


Nuno Mindelis - volta a Santos na sexta-feira, dia 01 de abril, com o show Blues Blues Blues, no qual retoma o gênero na sua forma mais tradicional. Acompanhado de sua banda de músicos exímios, Marcos Klis (baixo), Dhieego Andrade (bateria) e Henrique Mota (teclados), e tendo como convidado Marcelo Naves na gaita, a apresentação refletirá uma entrega irrestrita e muito relaxada ao gênero responsável pelo seu DNA musical. 
Temas de seus álbuns mais tradicionais, gravados com a lendária Double Trouble e de Angels & Clowns com Duke Robillard e banda, alternarão com clássicos do Blues, de Eric Clapton a BB King, Albert Collins e tantos outros. 
No dia 01 de abril o palco do Sesc Santos vai parecer um barzinho pequeno em Chicago ou New Orleans. O público conviverá por uma hora e meia com notas mágicas e inebriantes que transformarão a sua noite num antes e depois.


Vasco Faé - O trabalho solo de Vasco Faé é hoje uma referência nacional dentro do cenário Blues, ao completar 22 anos de carreira profissional, com três CDs solo lançados (Saudações, Manoblues e Voz-Gaita-Guitarra-Caixa-Bumbo), sendo um ao vivo, que é o atual lançamento de sua carreira. O Manoblues foi  pioneiro no Brasil a se arriscar na arte da coordenação motora ao tocar a gaita no suporte com outros instrumentos de maneira musical e não apenas figurativa, tendo influenciado toda uma geração de gaitistas desde o início dos anos 90. Gravou participações em incontáveis discos de artistas de gêneros variados, sempre com sua personalidade marcante e estilo inconfundível e é o autor das mais antológicas versões bluesy de músicas brasileiras, como o Trem das 11, Medo da Chuva, entre outras. Dentre todos os trabalhos em que participa estima-se que já realizou mais de 1900 apresentações pelo país. Nessas andanças criou seu "Caixa Automático" com o sistema "self-service" para venda de CDs que acabou se tornando parte do show. Dividiu palco com inúmeros artistas tais como Herbert Viana, Nando Reis, Dinho Nascimento, Pitty, Caetano Veloso, Simone, Samuel Rosa, Lobão, entre outros.


Big Chico e Banda - O cantor, gaitista e guitarrista Big Chico apresenta seu novo trabalho, uma grande homenagem a um dos músicos que pode ser considerado uma de suas maiores influências na harmônica, Ro d Piazza.
Nos Estados Unidos e no Brasil, Big Chico conviveu, tocou e arrancou vários elogios deste que pode ser considerado um ícone em seu instrumento: “ Chico has really got feeling and soul of the blues! His attack and tone are real! He’s kepping it alive.” Disse Rod Piazza após ouvir Chico tocar sua gaita.  Com o repertório que passa pelo blues tradicional de Chicago e o suingue, mais conhecido como Jump Blues – uma mistura de blues com elementos das big bands de jazz – Big Chico faz releituras de temas do grande Rod Piazza, conduzindo sua super banda aos instrumentais e clássicos do blues, levando o público ao delírio em um show extremamente dançante, cheio de energia e animação.



The Headcutters - Considerada uma das mais renomadas bandas de Blues do Brasil, com timbres e sonoridade dos anos 50 e 60, seguem a linha das lendárias gravadoras de Blues de Chicago. O nome vem como homenagem aos grandes ídolos do Blues: Muddy Waters, Little Walter e Jimmy Rogers que no começo dos anos 50 eram chamados The Headhunters, o nome The Headcutters vem como alusão a esses mestres que são a grande fonte de inspiração da banda. Com shows contagiantes, muito carisma e performances empolgantes, a banda vem conquistando o público por onde tem passado. Fundada em setembro de 1999, tem como formação quatro amigos de infância: Joe Marhofer (harmônica e vocal), Ricardo Maca (guitarra e vocal), Johnny Garcia (contra-baixo acústico) e Leandro Cavera (bateria). Fizeram quatro turnês internacionais, três na Argentina (2015, 2017 e 2018) e outra nos EUA (2014) 28 dias com 14 shows, percorrendo 5 estados e 18 cidades. Em outubro de 2021 farão nova turnê pela Europa. O ponto alto da turnê nos EUA fica por conta dos shows nos lendários Festivais: “King Biscuit Blues Festival” em Helena, Arkansas (Festival com mais de 40 anos de existência) e também no “Pinetop Perkins Blues Festival” em Clarksdale, Mississippi. The Headcutters foi a primeira banda brasileira a tocar em ambos os festivais, feito jamais realizado até então por brasileiros nos EUA. A banda participou de grandes festivais de Blues & Jazz, gravou e tocou com grandes nomes do blues nacional e internacional como: Bob Stroger, James Wheeler, Rip Lee Pryor (filho de Snooky Pryor), J.J. Jackson, Junior Watson, Jai Malano, Lorenzo Thompson, Phil Guy (irmão de Buddy Guy), Mud Morganfield (filho de Muddy Waters), Eddie C. Campbell, Kim Wilson, Billy Flinn, Gary Smith, Billy Branch, Carlos Johnson, Wallace Coleman, Joe Filisko & Eric Noden, Ian Siegal, Lynwood Slim, Mitch Kashmar, Igor Prado, Blues Etílicos, Greg Wilson, Nico Smoljan e The Silver Kings.



Marcelo Naves e The Tigermen - Marcelo Naves e Tigerman - Gaitista há mais de 22 anos, Marcelo Naves é hoje considerado um dos grandes gaitistas de Blues do Brasil. Com seu estilo comparado aos grandes gaitistas de Chicago, Naves vem conquistando cada vez mais o público de Blues e Gaita do Brasil e exterior. É mais um dos integrantes do CD "Blueseiros do Brasil - edição gaitistas", que foi a 1°Jam Session de grandes gaitistas, gravada e lançada no país. Já se apresentou ao lado de grandes nomes do Blues, como Deacon Jones, Mud Morganfield, Diunna Greenleaf, Tia Carrol, Jimmy Burns, R.J.Mischo, Willie “Big Eyes” Smith, Sugar Ray RayFord, Michael Dotson, James Weller, Eddie C. Campbell, Walace Colleman, Junior Watson, Mitch Kashmar, Aki Kumar, James "Super Chikan" Johnson, Nuno Mindelis, entre outros.


Dog Joe - A experiente banda de blues-rock e soul music da Baixada Santista Dog Joe já tocou com os bluesmen Lazy Lester, Lurrie Bell e dividiu o palco com Jon McDonald.
O show no Clube do Blues 2022 será um passeio por todas as épocas do blues e soul  music.
Com arranjos cheios de identidade, nos quais o quarteto Dog Joe mostra toda sua versatilidade em solos e grooves desconcertantes, o encontro promete ser uma das viagens no tempo mais emocionantes proporcionadas pela música.


Igor Prado e Just Groove - Há 17 anos na estrada, o guitarrista e produtor musical paulistano Igor Prado (único sul-americano indicado ao Blues Music Awards o Oscar do Blues americano) ao lado da banda Just Groove, mescla blues, soul, funk e música brasileira. 
No repertório, versões de peso pesados da black music de Isley Brothers, The Meters e até mesmo Tim Maia, mesclado com material autoral que fará parte do próximo álbum do guitarrista que será lançado no Brasil e nos EUA. O show conta com a participação do renomado pianista de Porto Alegre Luciano Leães que é referência na américa do sul no estilo Blues e New Orleans. Igor Prado (guitarra e voz), Junior Isidoro (bateria), Douglas Couto (baixo elétrico) e Herbert Medeiros (teclado).


Sax Gordon - “Sax” Gordon Beadle nasceu em Detroit em 1965 e sua primeira experiência musical foi na Carolina do Norte muito jovem tocando em Big Bands e acompanhando o lendário cantor de jazz Johnny Heartsman. Rapidamente conseguiu reputação entre os músicos locais com suas performances vibrantes. 
Alguns anos depois mudou-se  para Boston e já era um dos mais requisitados saxofonistas  trabalhando com artistas de peso do Blues & Rhythm Blues como: Duke Robillard, Jimmy Witherspoon, Rosco Gordon, Jay Mc Shann, Kim Wilson, entre outros. 
Participou de álbuns importantes de lendas como Jimmy Mc Griff, Pinetop Perkins, Billy Boy Arnold, Charles Brown, Clarence Gatemouth, Junior Wells, James Cotton, Johnny Johnson, Solomon Burke, Little Milton, Grant Green.
Em 1998 iniciou sua carreira solo lançando dois álbuns, “Have Horns Will Travel” e “You Knock Me Out” sendo indicado e ganhando vários prêmios na Europa e Estados Unidos.
Seu último cd “Extreme Sax” (2021) gravado ao vivo consolida sua fama e reputação ao redor do mundo como um dos maiores saxofonistas de Blues e Rhythm Blues em atividade!

Programação:
O1/04, sexta-feira, Sesc Santos
Nuno MIndelis, às 20h

17/04, domingo – Jardim Botânico 
The Headcutters, às 13h
Big Chico Blues Band, às 15h
Marcelo Naves e The Tigermen, às 17h (lançamento do CD) 

01/05, domingo – Lagoa da Saudade
Vasco Faé, às 13h
Dog Joe, às 15h 
Sax Gordon e Igor Prado and Just Groove - às 17h (show internacional)

Realização: Prefeitura de Santos, Sesc Santos
Produção: Mannish Boy Produções Artísticas
Apoios: Cervejaria CAIS, Cantina Di Lucca, Digo Design, Quintal da Véia, Tasca do Porto