segunda-feira, 24 de junho de 2019

Domingo, 23 de junho - Diário de Rio das Ostras

Texto: Eugênio Martins Jr
Fotos: Cezar Fernandes

Lucky Peterson

Domingão, copão de breja na mão, solzão e sonzão. O melhor blues do mundo fechou a edição de 2018 do Rio das Ostras Jazz e Blues (ROJB).
Não vi o show do Segundo Set Instrumental no palco São Pedro. Como regra, fiquei escrevendo a matéria do dia anterior e recuperando meus corajosos rins e fígado.

Segundo Set Instrumental

O show do Lucky Peterson que seria no palco da Praia da Tartaruga foi transferido para o da Lagoa do Iriry, mais aconchegante e com uma vibe maravilhosa. 
Roy Rogers entrou primeiro e fez o mesmo set da noite anterior, só que ali pertinho. Revelando todos os truques para quem se habilitar a tocar slide guitar. É, sem dúvida, um dos maiores do mundo nessa técnica. Em todos os anos de festival, nunca vi a platéia da concha acústica de Iriry tão vibrante.
Rogers esquentou o público para o timão que veio depois. Lucky Peterson e seu crew composto por três brasileiros, Fred Barley (bateria), Bruno Falcão (baixo) e Flávio Naves (teclado), mais o canadense Shawn Kellerman (guitarra) e a norte-americana Tamara Tramell (voz).
Alternando entre a guitarra e o órgão Hammond B3, Peterson mostrou porque é um dos maiores guardiões da tradição do blues. Quando foi para a guitarra, Naves assumiu o Hammond e botaram fogo no recinto.

Roy Rogers

Um dos truques que os blueseiros têm é descer tocando no meio da galera. E os brasileiros adoram. Ok, é mesmo muito legal. Max a galera tem de entender que não pode atrapalhar o músico. Ele está ali tocando e você não pode puxá-lo pelo braço, pelo pescoço, colocar a mão no instrumento e até, subir no palco. Galera, vamos ter um pouco mais de educação. Não deixa a cachaça tomar conta, não. Não sabe beber, não beba tanto. O palco é território do artista. Só ele pode estar ali. Não seja um idiota. Pense, se você está filmando, alguém também pode estar te filmando ou fotografando. Enfie o seu telefone celular no bolso e curta o show. E mostre um pouco de respeito por uma lenda do blues.  

 
Mulheres invadem palco para tirar fotos no meio do show
(foto: Eugênio Martins Jr)

É assuntando aqui e ali que a gente vai coletando as informações. Com motoristas de um aplicativo apurei que muitos vieram de outras cidades – Campos, Cabo Frio e até Rio de Janeiro - para trabalhar no feriadão de Corpus Cristi no Rio das Ostras Jazz e Blues (ROJB). Muitos começavam às 18h e iam até às 6h do dia seguinte. 
A dona da pousada me disse que 85% dos leitos da cidade estavam ocupados. Mas que já houve dias melhores, chegaram a ficar completamente lotados e que, quando isso acontecesse, os moradores ainda podem alugar quartos para os turistas. 
Um político local me disse que os prefeitos podem mexer em tudo o que quiserem, menos no festival de jazz e blues.
Com 18 anos de idade, o ROJB atingiu a maioridade com todos os percalços que isso gera. No começo, falta de patrocínio e público. Ao longo dos anos, mudanças de prefeito e até tentativa de ingerência. Atualmente, uma crise econômica que atingiu em cheio o setor cultural. A queda de arrecadação com royalties do petróleo na região e, novamente, o fantasma da falta de patrocínio. 
Também o pouco apreço do Governo Federal atual e de seus apoiadores pela cultura levaram à difamação descabida aos programas de incentivo fiscal, entre eles, a Lei Rouanet. Parece que os culpados por todos os problemas do país são os artistas.
“A crise já bateu forte em 2016 e eu paguei do meu bolso. Sabia que se o festival parasse ia acabar. Foi uma resistência mesmo, conta o produtor Stênio Mattos, criador do ROJB. Sentindo o momento difícil, mas também a importância da continuidade do evento que dá vitrine à música instrumental, as atrações nacionais abriram mão dos seus cachês para que o ROJB acontecesse.
Em 2017 a cidade sentiu na pele o que é ficar sem o festival. Reagiu. Incentivou-o a continuar em 2018, ainda que menor. 
É só olhar a grandiosidade do festival e o que ele entrega, para perceber que ali está um filão que pode ser explorado econômica e turisticamente por qualquer prefeitura do Brasil.

Palco Iriry

A cultura gera inúmeros retornos. Para se ter uma ideia, a senha do wi-fi da pousada onde fiquei hospedado era “cidadedojazz”, prova de que o festival já foi agregado ao dia a dia local. Por causa desse festival, fundou-se um curso de produção cultural que já rende frutos maduros na cidade. 
“O Ministério da Cultura tem de ter seus recursos, está na Constituição. O controle desse dinheiro é o fundamental e isso não ocorre. Esse festival cumpre o que a lei manda, gratuidade total, projetos sociais, ativa a economia local. Outra coisa, o festival é apolítico. Talvez por isso, a longevidade”, conta Stênio.
Em parceria com o festival, a Fundação Getúlio Vargas informa que o ROJB injeta 11 milhões na cidade em apenas cinco dias. “Esses números provam que a cultura dá retorno, sim”, diz Stênio. 
O resumo é que o festival que começou com pequenos palcos espalhados pela cidade, hoje é o maior do país. Já foram cinco dias de festa, recebendo os melhores artistas de jazz e blues do mundo e do Brasil. Com orçamento que já chegou a 6 milhões de reais gastos. 
Hoje são quatro dias de shows. O ROJB voltou melhor do que as últimas três anos. Também foi assuntando que eu soube que a edição de 2020 já está quase fechada. Que venha melhor e mais forte que todas. E eu estarei lá pra contar tudo de novo. VIVA A MÚSICA.

 Roy Rogers no Iriry


Lucky Peterson foi pra galera

Segundo Set Instrumental em São Pedro

domingo, 23 de junho de 2019

Sábado, 22 de junho - Diário de Rio das Ostras

Texto: Eugênio Martins Jr
Foto: Cezar Fernandes
Roy Rogers

Passei a manhã de o sábado apurando e escrevendo e não vi a Sonja no palco São Pedro. Depois do almoço saí à caça das minhas entrevistas. Em breve estarão no Mannish Blog. 
Me propus vir ao festival e sair com quatro. Consegui duas. E marquei mais duas. 
Vocês devem estar pensando se falei com Dianne Reeves. Não, ela estava entre as que não fiz. O produtor brasileiro não facilitou. Fiquei sabendo que também estava cuidando do Bob Franceschini e nem passei o desgaste de pedir.
Consegui falar com Lucky Peterson e o Shawn Kellerman o que me custou dois shows, Vox Sambou e do próprio Bob Franceschini na Lagoa do Iriry. Ouvi dizer que o show do Sambou foi arrasador.

Vox Sambou

Terceira noite na palco Costazul e a minha expectativa total era o Roy Rogers. Sou suspeito pra falar sobre blues, mas quem conhece o cara sabe que não é exagero. Já assisti cinco shows dele e todos, sem exceção, foram surpreendentes. 
Os jovens da The Mo’zar Jazz Band abriram a noite trazendo ternura ao lugar. Como disse no primeiro dia, a banda é mantida por uma ONG das Ilhas Maurício e bancada com doações e a apresentação deles por aqui foi custeada pelo governo local. Todos estavam muito empolgados por tocar no palco de um grande festival. O Rio das Ostras Jazz e Blues (ROJB) sempre teve essa função social. Todos os anos abre o palco para jovens músicos em formação. A cidade até ganhou uma faculdade de produção cultural após a chegada do evento.

The Mo'zar Jazz Band

O carioca Jonathan Ferr deu as caras no palco Costazul. Apresentando seu mais recente trabalho, Trilogia do Amor e uma homenagem a A Love Supreme de John Coltrane, Ferr misturou jazz tradicional com brasileiro, fusão cada vez mais frequente em tempos de “afrofuturismo”.

Jonathan Feer

Chegou a hora. Roy Rogers e The Delta Rhythm Kings, Steve Ehrmann e Kevin Hayes, subiram ao palco umas 22h30 e mostraram de onde vem a porra do rock and roll. 
Esses caras tocaram com todo mundo importante da música norte-americana dos últimos 50 anos: BB King, Miles Davis, John Lee Hooker, Etta James, Van Morrison, Allein Toussaint, Hubert Sumlin, Robert Cray, Ray Manzarek, Steve Miller, Carlos Santana, Charlie Musselwhite, Elvin Bishop, Coco Montoya, Katie Webster, só para citar alguns.
Num show com quase uma hora e meia Rogers foi com a sua slide teletransporte do Texas a New Orleans, de Memphis a Chicago. Temas memoráveis como Down in New Orleans (Dr John), Baby Please Don’t Go (Muddy Waters), Shake Your Money Maker (Elmore James) Terraplane Blues e Ramblin’ On My Mind (Robert Johnson). Assim como o bacon, slide é vida e aquele devia ter sido o show de encerramento do sábado. Roy Rogers, Elmore James e Robert Johnson no mesmo palco. 

Rodney Holmes (batera do Bob Franceschini)
 e Stênio Mattos (produtor do ROJB)

The Jig chegou com a meia noite. Como já havia dito antes, o caras tocam bem e fazem a galera dançar. Olha só, há uma moda de bandas grandes com vários metais, baixo, bateria, tecladeira e percussão pra fazer a galera pular no festivais. É legal pra trazer a garotada aos eventos, eu chamo de jazz crossfit. Você escuta e pula a primeira meia hora, depois não aguenta mais. Mas vá lá. O público tem de ser renovado e isso acaba sendo legal. O ROJB sempre apostou na juventude misturada com a velharada. Que não dê ouvidos aos chatos e rabugentos como eu e continue assim.

 The Jig

 Bob Franceschini

Vox Sambou

sábado, 22 de junho de 2019

Sexta-feira, 21 de junho de 2019 - Diário de Rio das Ostras

Texto: Eugênio Martins Jr
Fotos: Cezar Fernandes

Romero Lubambo

É óbvio que em um festival como o Rio das Ostras Jazz e Blues (ROJB), onde os shows acontecem durante todo o dia e em várias partes da cidade, algum show você vai ter de sacrificar. 
É uma questão de escolha. A minha foi deixar de ver o Gabriel Silva Blues no palco  São Pedro. Fiquei aqui na pousada escrevendo o diário e batendo papo com a galera do Vox Sambou.

Big James e Danilo Simi

Saí direto para o Palco Iriry, onde tocaram o trombonista Big James e os Simi Brothers. Repetindo exatamente o show da noite anterior, achei que estavam mais soltos. Não sei, só achei. Talvez o palco da lagoa, que é em formato de concha acústica, garantindo a proximidade com o público, o sol em cima e a cerveja artesanal tenham garantido esse climão. Lembrando que quando o festival começou, há quase duas décadas, ninguém sonhava com essa febre de  cerveja artesanal. Confesso que tudo ficou mais gostoso. Até a música.

The Jig

Roy Rogers não chegou e a banda holandesa de jazz funk The Jig foi chamada para apagar o incêndio. E o que eles fizeram? Tocaram fogo no bagulho, com temas funkeados notadamente inspirados em Prince e George Clinton. Os branquelos de Amsterdã tocam bem e metem porrada nos instrumentos, fazendo a galera dançar de verdade. 
E mais uma vez as pedras da Praia da Tartaruga estavam interditadas ao público pelo Corpo de Bombeiros. Olha só, se for pra fazer esse papelão, é melhor não liberar. Ou proíbe de vez e não cria expectativas falsas. Minha sugestão, colocar cercas limitando o acesso somente nas laterais, liberando a frente do palco. E bota efetivo pra garantir a segurança da galera.
Resumo, causou desgaste da produção com a plateia. Vi gente querendo invadir, peitando segurança, vaiando, e em cima das pedras que ficam ali na praia, correndo o mesmo risco de escorregar. Inclusive crianças. Em decisão sensata, a direção do festival transferiu todas as atrações do palco Tartaruga para o Iriry.

Praia da Tartaruga

Com pausa para descanso e o trânsito infernal da cidade, perdi o primeiro show da noite no Costazul. Cheguei quando o Romero Lubambo estava entrando no palco com uma super banda: Marcelo Mariano (baixo), Paulo Calasans (baixo) e Cláudio Felix (bateria). O Romero, como todo mundo sabe, é um dos maiores guitarristas e violonistas do mundo de todos os tempos. E falar sobre isso é chover no molhado, O começo do show foi jazz fusion e samba jazz da pesada. Quebradeira mesmo. Até a entrada de Dianne Reeves com suas vocalizações e interpretações de temas de Peter Gabriel e Milton Nascimento. De arrepiar? A Tarde, do disco Native Dancer de Wayne Shorter com Miltão. Me desculpem todos os músicos que passaram e vão passar pelo festival, mas a aparição de três mulheres, Dianne, Malinka Tirolien (Vox Sambou) e Tamara Tramell (Lucky Peterson) mostraram que a testosterona de vocês não faz frente a delicadeza dessas mulheres poderosas. Sim, delicadeza é poder.

Dianne Reeves

Não conheço o trabalho do Bob Franceschini, a não ser que é colaborador frequente de Victor Wooten. Só sei que é um aproveitador. Aproveitou que o Romero Lubambo estava ali e o chamou para seu show. Classe A. Pra quem gosta, e eu gosto, free/fusion jazz com o saxofone levado às últimas consequências. O destaque vai para o tecladista que ainda não descobri o nome. Mas vou.

Bob Franceschini

O Bixiga 70 já entrou com o jogo ganho. O crowd em frente ao palco logo se formou para ouvir a banda paulistana. E de massa eles entendem. Como o nome entrega, o grupo se formou em um estúdio da rua 13 de Maio, no tradicional bairro de sampa conhecido como reduto das cantinas italianas. É eu sei, o trocadilho não foi bom. Mas o show sim, esse foi massa.
O show foi baseado no disco mais recente da banda, o Quebra Cabeça, com Primeiramente, Quebra Cabeça, Torre e Ilha Vizinha na lista. Os caras fizeram chover, mas ninguém arredou pé. A galera surtou com Mil Vidas, abrindo rodas de dança no meio da multidão num ritual tribo/musical. Quem viria depois iria ter trabalho para superar a massa sonora do Bixiga. hehe

Bixiga 70

A chuva apertou, o Bixiga saiu e ficou aquele clima de fim de festa. Quem será o coitado que vai entrar depois?
O senhorzinho sentado na cadeira de plástico, encostado, falando baixo com um dos seus músicos, aparenta ser mais velho do que a sua idade real, 54 anos. Talvez os anos de estrada tenham cobrado cedo a dívida que todos pagamos um dia. 
Eu não tinha dúvida que aquele tiozinho ali daria conta do recado. Conhecia o time que ia subir ao palco com ele. Melhor, já trabalhei com os caras: Fred Barley (bateria), Bruno Falcão (baixo) e Flávio Naves (teclado). Com os dois últimos, saí em mini-turnê com o Larry McCray. Conheço o potencial destruidor dos malandros e nunca tive dúvidas de que dariam conta do recado. 

Lucky Peterson

Acompanho a carreira de Lucky Peterson dos discos. O cara é filho de James Peterson, mas venceu no blues por seu próprio talento de cantor, guitarrista e tecladista. Dos bons.
Duas surpresas. Shawn Kellerman, guitarrista canadense que acompanha Peterson desde 2012. Seu ataque é impressionante. O cara sobe no palco com um lutador sobe no ringue. E Tamara Tramell, mulher de Peterson que cantou dois temas super soul que desconheço. Sua presença de palco é forte e as partes cantadas em uníssono com o marido vão ficar marcados na alma por um bom tempo. A banda atacou Funk Broadway, I Wanna Know, I Pity the Fool. O coroa desceu do palco e enlouqueceu a multidão fazendo um medley com Cold Shot e Johhny B. Good. No “mais um”, jogou pra torcida, Sweet Home Chicago. Aí sim, a festa acabou.

Shawn Kellerman


 Gabriel Silva Blues

Big James na Lagoa do Iriry

 Praia Tartaruga

Já ia esquecendo, rolou “Lula Livre” e “Bolsonaro vai tomar no cú”. 

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Quinta-feira, 20 de junho de 2019 - Diário de Rio das Ostras

O texto meia boca é meu e as fotos sensacionais são do fotógrafo oficial do festival, Cezar Fernandes

Vox Sambou

Após 13 anos ainda estou aqui em Rio das Ostras cobrindo o festival de jazz e blues realizado pelo Stênio e sua equipe da Azul Produções. Festival que passou por altos e baixos no últimos anos – e quem não passou? – mas aos poucos vem voltando ao seu tamanho normal, com todos os palcos.
O Rio das Ostras Jazz e Blues (ROJB), chegou a ser interrompido em 2017, auge do acirramento ideológico entre os esquerdas e direitas do Brasil, como se a cultura pudesse se abrigar em algum desses cantos. 
O fato é que quando a Lei Rouanet e os artistas passaram  a ser apontados pelos próprios corruptos como a origem de todos os males do país, o cultural foi um dos setores mais afetados. 
Em 2018 o ROJB voltou fraco, mas marcou o território com algumas atrações distribuídas em poucos palcos, sendo a maioria de bandas caseiras. Não que isso seja ruim, muito ao contrário, é que o festival se notabilizou justamente pela mistura entre o som brasileiro do jazz e blues e o som dos gringos.  
O festival, que sempre aconteceu no feriadão de Corpus Cristi, começava na quarta-feira para terminar no domingo, só que esse ano a quarta foi tirada para que o palco mais charmoso do evento voltasse, o da Praia de Tartaruga.

Mo'zar Jazz Band


A edição 2019 foi inaugurada às 10h15 do dia 20 de junho com a Mo’zar Jazz Band, na Concha Acústica da Praça São Pedro. A banda que coloca 15 músicos em cima de um palco, a maioria de jovens com menos de 18 anos, vem das Ilhas Maurício e é mantida exclusivamente com doações. Segundo o Stênio, a própria banda entrou em contato com ele pedindo para vir ao Brasil e participar do festival. 
O som da molecada é uma mistura do sega, som tradicional das Ilhas com o jazz tradicional, eles classificam como sega jess.
Alternando temas próprios com clássicos do jazz, como Cantaloup Island, por exemplo, a molecada não fez feio. Óbvio que estão todos em formação e isso fica claro em cima do palco, mas também é isso que encanta. Eles fazem um som honesto e com muito solos jazzísticos. Quem dera as nossas escolas estimulassem isso por aqui.


Flávio Guimarães e Blues Groovers

O segundo show foi com os caras que estão acostumados a tocar por aqui, Flávio Guimarães, ele mesmo, o maior gaitista de blues do Brasil, fundador da banda Blues Etílicos, com o trio Blues Groovers do Otávio Rocha (guitarra), Beto Werther (bateria) e Cesar Lago (baixo) e a participação do Fernando Magalhães. O set de clássicos do blues, entre eles Crazy Mixed Up World (Little Walter), Wild Wild Woman (Johnny Shines) e Big Boss Man (Jimmy Reed), e temas de Charlie Musselwhite, Gone Too Long e River Hip Mama, levantou as massas no palco da Lagoa do Iriry. É preciso ter em mente que quem estava no palco era a nata do blues brasileiro, não mencionei, mas Rocha e Werther também integram a Blues Etílicos, maior banda de blues aqui no brasa e o Fernando revesava com o Frejat os solos de guitarra da maior banda de rock do Brasil por um bom tempo, o Barão Vermelho.

Serginho Trombone (foto de celular Eugênio)

O trombonista e arranjador Serginho Trombone é uma instituição no instrumento. Emprestou seu talento ao Tim Maia, Luiz Melodia e Ed Motta. Em carreira solo, trilhou o caminho do jazz instrumental que apresentou ontem no palco da Praia da Tartaruga que voltou à cena. 
É preciso dizer que a decisão da prefeitura, ou dos bombeiros, de interditar a área em frente ao palco, na parte das pedras, deixou a platéia longe dos artistas e muito P da vida. Houve vaias em várias ocasiões. Por que foram colocadas faixas, grades e agentes da defesa civil se não havia a disposição de liberar a entrada da galera? Ontem o clima estava bom e a maré um pouco revolta, mas nada perto do que já vi em outros anos, com as ondas subindo nas pedras e atravessando por baixo do palco. Sei lá, meio broxante. Assim como a demora para subir ao palco, o show atrasou em quase quarenta minutos. 
Serginho é demais, sua banda manda um jazz de alto nível. Entenda-se jazz brasileiro, com groove e samba embutidos, que fazem bem aos quadris e ouvidos. Saí um pouco antes do final pra descansar para a primeira noite e... dormi demais.

Chico Chagas

Vox Sambou nasceu no Haiti, mas por problemas políticos partiu com sua família para o Canadá onde está baseado até hoje. Foi para estudar, mas a música bateu mais alto no coração.
E no exato momento em que a população do Haiti protesta nas ruas contra a corrupção e a mídia mundial faz questão de ignorar, Vox Sambou sobe ao palco principal do ROJB e manda seu recado de resistência. Suas plataformas são o afrobeat, reggae e o rap com a poesia escrita em francês, inglês, espanhol e português. Junte a isso a mistura de nacionalidades dos músicos, dois brasileiros três canadenses e a cantora Malika Tirolien, vinda de Guadalupe, e tem-se um som que aponta para o futuro. O afrofuturismo, como gosta de dizer o meu amigo DJ Lufer. A base é o Petro, a forma de expressão haitiana ouvidas em My Rythmn e Tout Moun,  som explosivo que encerrou a gig. A banda, André Sampaio (guitarra) Pit de Souza (baixo), Vinicius Chagas (sax), Malika (voz), Jean Daniel (bateria), David  Ryspan (teclado) e Modibo Keita (sax), esse remanescente de um projeto social tocado pelo próprio Sambou.

Macahiba Jazz - Homenagem a Artur Maia

Palco Costazul

Chico Chagas (Costazul)

Vox Sambou 

Vox Sambou e Malika Tirolien 

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Rango e música no final do mês em sampa, é no festival Comgás Transforma

O festival acontece em 29 de Junho, das 10 às 19h,  na Ilha Musical do Parque Villa Lobos e a programação inclui shows gratuitos, palestras com chefes renomados e espaço para crianças


Música com Leo Gandelman, Hamilton de Holanda, Orquestra Voadora, Trio Titanium e a DJ Ale Rauen e palestras e aulas-show com os chefs Olivier Anquier, Bel Coelho, Helena Rizzo e o chef mirim Lorenzo Ravioli, são as atrações do festival que une arte e gastronomia que, segundo os organizadores, tem o objetivo de transformar para melhor a vida das pessoas. O evento também conta com praça de alimentação com food trucks.
Para a criançada haverá contação de histórias e música com a trupe Três Marias e Um João, além de atividades lúdicas em oficina de desenho, escultura de balão, pintura facial e monitores que vão promover uma série das antigas brincadeiras de rua, como amarelinha, pula corda, cabo de guerra, entre outras.
O Comgás Transforma é mais um festival realizado via Lei de Incentivo à Cultura, apresentado pelo Ministério da Cidadania e Comgás, portanto, os detratores da Lei Rouanet não estão convidados.

Se liga na programação:
10h – abertura do evento e início de funcionamento da praça de alimentação e início da oficina de desenho para crianças, que se estende até às 18h
11h – Contação de Histórias e música com a A Trupe Três Marias e Um João
11h30 – Palestra com Lorenzo Ravioli
12h – Apresentação DJ Ale Rauen
13h – Palestra com Helena Rizzo
14h – Apresentação Orquestra Voadora
15h – Palestra com Bel Coelho
15h – Apresentação Trio Titanium
16h - Apresentação Leo Gandelman
17h – Palestra com Olivier Anquier
17h30 – Apresentação Hamilton de Holanda

Serviço:
Dia 29 de Junho - Sabado
Horário : 10h às 20h
Local : Parque Villa Lobos - Avenida Professor Fonseca Rodrigues, 2001
Alto dos Pinheiros - São Paulo - SP
Classificação Indicativa: livre
Ingresso: Gratuito
Estacionamento no Local – grátis - Vagas limitadas

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Sesc SP realiza série de concertos da Jazz at Lincoln Center Orchestra com Wynton Marsalis

A super programação com apresentações e atividades educativas em oito unidades do Sesc da capital e região metropolitana acontecem entre os dias 19 e 30 de junho


Com sua formação acústica e presença do trompetista Wynton Marsalis, seu fundador e diretor artístico, a Orquestra apresenta 11 concertos e atividades educativas voltadas para músicos profissionais, estudantes e interessados em geral nas unidades Sesc Campo Limpo, Consolação, Guarulhos, Itaquera, Parque Dom Pedro II, Pinheiros, Pompeia e Vila Mariana.
A convite da Orquestra, os brasileiros Ari Colares, Hamilton de Holanda, Nailor Proveta e Daniel D’Alcantara participam de concertos. Com apresentações e atividades a preços acessíveis, as vendas começam no próximo dia 11, pelo portal Sesc. Parte da programação é gratuita.
Criada há 30 anos e formada por alguns dos melhores jazzistas da atualidade, todos com trabalhos reconhecidos como solistas e professores, a Jazz at Lincoln Center Orchestra (JLCO) retorna a São Paulo com seu trompetista e diretor artístico Wynton Marsalis após quatro anos desde a sua última passagem por aqui.   Agora, em uma colaboração com o Sesc São Paulo, o grupo vai circular pela primeira vez por diversos pontos da Capital e Grande São Paulo com uma extensa agenda que mescla apresentações e ações educativas. Durante os 12 dias em que estarão em São Paulo, os 16 músicos da big band fazem 11 concertos (dois deles comentados), promovem dois ensaios abertos, duas palestras, um encontro com Wynton Marsalis, além de reservar quatro dias de workshops para músicos, em que serão trabalhados os elementos constitutivos do jazz.   
“Os três elementos que definem o jazz são improvisação, blues e swing”, explica Marsalis, em entrevista a um jornal brasileiro durante a sua última passagem por São Paulo, em 2015.
“Swing é o ritmo principal. Blues é o modo de expressão, base melódica e elemento folclórico. E improvisação é a liberdade. O que dá sabor ao jazz é o blues e o swing”, completa.   
A programação estará concentrada em oito unidades do Sesc, sete na capital e a recém inaugurada Guarulhos, na região metropolitana. Boa parte da programação é gratuita, e as atividades e os concertos pagos têm ingresso no valor de até R$ 40 (inteira). As vendas abrem no dia 11 de junho, no portal sescsp.org.br.
 "A música tem sido uma das linguagens que oferece maior acesso ao público, em termos de fruição, adesão e participação cultural", entende o diretor do Sesc São Paulo, Danilo Santos de Miranda. Para ele "a presença da Jazz at Lincoln Center Orchestra com Wynton Marsalis na programação do Sesc, atuando em atividades formativas e em concertos, apresenta-se como oportunidade para se assistir a uma orquestra que conta com a excelência de músicos renomados, quanto aprender com eles, que comungam com o Sesc a compreensão de que o ensino musical é item fundamental para o desenvolvimento social". 


Programação - Logo no dia 19, um encontro aberto traz Wynton Marsalis, que irá conversar com o público sobre o jazz e a relação entre questões estéticas e sociais. Participam também Todd Stoll, Vice-presidente do Departamento de Educação do Jazz at Lincoln Center, e Guga Stroeter, músico e produtor brasileiro. A atividade será no Sesc Consolação.
Os concertos serão divididos em repertórios distintos. Em Vozes Visionárias: Mestres do Jazz, a big band recebe os músicos brasileiros Ari Colares (percussão) e Nailor Proveta (saxofone e clarinete) para interpretar obras fundamentais de grandes compositores do jazz, incluindo o brasileiro Moacir Santos (1926-2006).
Tido como o patrono da Bossa Nova, Moacir é reconhecido por muitos como o grande responsável pela renovação da linguagem da harmonia da música popular brasileira nos anos 1950. Serão cinco apresentações entre os dias 20 e 25 de junho, distribuídas pelas unidades Campo Limpo e Itaquera, em espaço ao ar livre, e nos teatros do Sesc Guarulhos e Pinheiros – esse último recebendo dois concertos. 
Já no concerto JLCO e Wynton Marsalis: Obras Originais, de 27 a 29 de junho, o grupo apresenta suas próprias composições em três dias consecutivos no teatro do Sesc Pinheiros, com a participação do bandolinista Hamilton de Holanda.  As unidades Guarulhos e Pinheiros também recebem o Concerto Comentado: O que é Jazz?. Neste, a JLCO vai desvendar as bases do jazz com foco na formação de plateias. Esse concerto acontecerá nos dias 26 e 29 de junho. 
 Um dos elementos fundamentais do jazz é a improvisação em grupo, sintetizada na jam session, momento de confraternização e construção coletiva informal, onde a fronteira entre palco e plateia se dilui e todos se tornam ao mesmo tempo protagonistas e ouvintes. No dia 23, o Sesc Pompeia será palco de uma jam session que vai reunir integrantes da JLCO, e músicos brasileiros convidados. 
Grupo residente do Jazz at Lincoln Center desde 1988, a JLCO já passou por dezenas de países da Europa, Ásia, América do Sul e Oceania. Entre as diversas ações educativas que oferece nas
turnês internacionais, traz a São Paulo workshops de trompete, trombone, saxofone, sessão rítmica, composição e arranjos. Os integrantes da Orquestra irão compartilhar questões sobre técnica, interpretação e prática de conjunto. Com foco nos músicos de nível avançado, as atividades ocorrem durante dois dias consecutivos, sendo 21 e 22 no Vila Mariana, e 27 e 28 no Sesc Guarulhos.

Essa agenda de intercâmbio cultural acontece principalmente nas unidades onde há Centro de Música, casos do Sesc Guarulhos, do Vila Mariana e do Consolação. Os Centros de Música do Sesc São Paulo, para além do projeto de ensino coletivo de música no momento de sua criação, em 1978, hoje se consolida como um espaço de aprendizado, pesquisa e reflexão sobre a linguagem e as interligações possíveis com outras artes e com o cenário atual. 
Todd Stoll vai falar sobre a ação educativa realizada pela Orquestra. O encontro é um convite a educadores de música do Brasil para compartilharem das experiências institucional e educacional da Big Band residente do Lincoln Center e reconhecida como uma das bem sucedidas e atuantes organizações do gênero. Entre os temas, estão a criação da JLCO, os programas educativos desenvolvidos e as estratégias de manutenção e ampliação dessas atividades. A palestra será no Sesc Pinheiros, dia 22.
No dia 25, o Sesc Pinheiros também recebe palestra sobre Gestão e Produção de Bandas. Daniel Israel, Tour Manager da JLCO, conversa com o público sobre os procedimentos envolvidos na gestão de orquestras, desde a organização de ensaios, até viagens internacionais, passando pelas estratégias de divulgação e manutenção administrativa da Big Band.   Para encerrar a programação e a passagem por São Paulo, no domingo, 30 de junho, a Jazz at Lincoln Center Orchestra com Wynton Marsalis faz um concerto ao ar livre na unidade Parque D. Pedro II, em frente ao Mercado Municipal de São Paulo. O repertório reúne obras de compositores que marcaram a história do jazz e peças autorais do grupo. Participam deste concerto os brasileiros Ari Colares, Hamilton de Holanda, Nailor Proveta e o trompetista Daniel D’Alcantara.

Ari Colares e Wynton Marsalis se conhecem desde 1998, quando o trompetista esteve por aqui com a JLCO. O primeiro encontro foi casual. Durante a turnê na capital paulista, Marsalis e companhia se reuniram na casa do músico Guga Stroeter (vibrafonista). Ari também estava presente e, naquela noite, a jam session se estendeu até as cinco da manhã. Daí, surgiu o convite ao percussionista para uma participação especial no concerto da Orquestra dias
depois, no Teatro Alfa. Dois anos depois, em 2000, foi a vez de Ari Colares viajar a Nova Iorque para uma curta turnê e novamente dividir o palco com a JLCO e Marsalis. Esta amizade já tem mais de 20 anos e, desde então, quando a Orquestra vem ao Brasil, Ari é convidado.
O maestro, arranjador, compositor e clarinetista Proveta, considerado um dos embaixadores da música brasileira nos EUA, também é outro que já trabalhou com o líder da Jazz at Lincoln Center Orchestra. Em 2017, a Banda Mantiqueira, da qual Proveta é idealizador e integrante, lançou o disco ‘Com alma’ pelo Selo Sesc, a gravadora do Sesc São Paulo, após jejum de 12 anos sem um álbum do grupo instrumental brasileiro. Marsalis e seu trompete dão um toque especial à faixa ‘Segura ele’, registrado no Avatar Studios de Manhattan (NY, EUA), sob direção musical, arranjos, clarinete e sax alto de Proveta.   Hamilton de Holanda e Marsalis também já se conhecem, e não é de hoje. Em 2013, o bandolinista brasileiro lançou o disco ‘Mundo de Pixinguinha’, gravado em Nova Iorque com a participação de grandes músicos internacionais, incluindo Marsalis. O trompetista e diretor artístico da JLCO participa da faixa Um a Zero, registrado no Jazz at Lincoln Center.

Detalhes da programação:  
Concertos Vozes Visionárias: Mestres do Jazz Com participação de Ari Colares e Nailor Proveta  Dirigida por Wynton Marsalis, a Jazz at Lincoln Center Orchestra (JLCO) apresenta obras primas de lendas como Duke Ellington, Count Basie, Dave Brubeck, Thelonious Monk, Mary Lou Williams, Charles Mingus, Dizzy Gillespie e Benny Goodman, além de um dos compositores e músicos mais prolíficos do Brasil, Moacir Santos. Neste concerto, a orquestra conta com as participações de Ari Colares (percussão) e Nailor Proveta (saxofone e clarinete). 20/6. Quinta, 17h. Livre. Grátis. Sesc Campo Limpo 21 e 22/6. Sexta e sábado, 21h. 12 anos. R$ 40. R$ 20 (meia). R$ 12 (credencial plena). Limitado a 2 ingressos por pessoa. Sesc Pinheiros 23/6. Domingo, 12h. Livre. Grátis. Sesc Itaquera 25/6. Terça, 20h. Livre. R$ 40. R$ 20 (meia). R$ 12 (credencial plena). Limitado a 2 ingressos por pessoa. Sesc Guarulhos

Concerto Comentado: O que é Jazz?  Conduzido por Wynton Marsalis, este concerto comentado usa a informalidade e o humor para apresentar o balanço, a improvisação e o sentimento do jazz. A atividade, inspirada nos Concertos para a Juventude do maestro estadunidense Leonard Bernstein, tem como objetivo despertar a curiosidade do público e aproximá-lo do universo do jazz. Haverá tradução consecutiva. 26/6, quarta, 10h. Livre. R$ 20. R$ 10 (meia). R$ 6 (credencial). Grátis para crianças até 12 anos*. Limitado a 4 ingressos por pessoa. Sesc Guarulhos 29/6, sábado, 12h. R$ 20. R$ 10 (meia). R$ 6 (credencial). Grátis para crianças até 12 anos*. Limitado a 4 ingressos por pessoa. Sesc Pinheiros
* Venda somente nas bilheterias das unidades. É preciso retirar também os ingressos para crianças até 12 anos.
Concerto JLCO e Wynton Marsalis: Obras Originais Participação de Hamilton de Holanda Este concerto é dedicado ao trabalho autoral dos músicos compositores da JLCO, como Victor Goines, Ted Nash, Sherman Irby, Marcus Printup, Vincent Gardner e de Wynton Marsalis. O repertório traz um corpo vasto e inovador de trabalhos originais dedicados à formação instrumental de big band. Nesse concerto, a orquestra conta com a participação do músico brasileiro Hamilton de Holanda (bandolim). 27 a 29/6, quinta a sábado, 21h. 12 anos. R$ 40. R$ 20 (meia). R$ 12 (credencial). Limitado a 2 ingressos por pessoa. Sesc Pinheiros

Grand Finale Com participação de Ari Colares, Nailor Proveta e Hamilton de Holanda: Dirigida por Wynton Marsalis, a Jazz at Lincoln Center Orchestra (JLCO) encerra a série de atividades em parceria com o Sesc com um concerto especialmente montado para a ocasião. No repertório, composições de Duke Ellington, Count Basie, Dave Brubeck, Thelonious Monk, Mary Lou Williams, Charles Mingus, Dizzy Gillespie, Benny Goodman e Moacir Santos são intercaladas com peças de autoria dos músicos compositores da JLCO e de Wynton Marsalis. Os brasileiros Ari Colares, Nailor Proveta e Hamilton de Holanda se juntam à JLCO nesse encerramento festivo. 30/6. Domingo, 11h. Livre. Grátis. Sesc Parque Dom Pedro II

Ensaio Aberto: A orquestra liderada pelo trompetista Wynton Marsalis abre ao público dois de seus ensaios. A plateia terá a oportunidade de conhecer ao vivo o processo de trabalho da Jazz at Lincoln Center Orchestra (JLCO), presenciar as orientações do maestro e a construção da sonoridade do grupo. Aberto a perguntas do público. Haverá tradução consecutiva. Vozes Visionárias: Mestres do Jazz 19/6. Quarta, 14h30. Livre. Grátis. Ingressos 1h antes. Limitado a 2 ingressos por pessoa. Sesc Consolação JLCO e Wynton Marsalis: Obras Originais 26/6. Quarta, 12h30. Livre. Grátis. Ingressos 1h antes. Limitado a 2 ingressos por pessoa. Sesc Guarulhos   Atividades Educativas

Encontro com Wynton Marsalis: o trompetista, compositor e diretor artístico e administrativo do Jazz at Lincoln Center conversa com o público sobre o jazz e a relação entre questões estéticas e sociais. Participam do encontro Todd Stoll, responsável pelas ações educativas do centro dedicado ao jazz, e Guga Stroeter, músico e produtor brasileiro. Ao término da atividade, eles respondem perguntas do público. Haverá tradução simultânea. 19/6. Quarta, 20h. Livre. Grátis. Ingressos 1h antes. Limitado a 2 ingressos por pessoa.  Sesc Consolação

Workshop
Instrumentistas de cada um dos naipes da Jazz at Lincoln Center Orchestra (JLCO) ministram workshop dos instrumentos de uma big band: trompete, trombone, saxofone e  sessão rítmica (piano, baixo e bateria). No Sesc Guarulhos programa também inclui uma turma dedicada à composição e arranjos. Ao término do segundo dia, os participantes são convidados a se juntar aos artistas para uma prática de conjunto. Destinado a músicos profissionais ou estudantes em nível avançado.  Instrumentos (trompete, trombone, saxofone, sessão rítmica) 21 e 22/6, sexta, 10h às 12h, e sábado, 10h às 13h. 16 anos. R$ 30. R$ 15 (meia). R$ 9 (credencial). Sesc Vila Mariana Instrumentos (trompete, trombone, saxofone, sessão rítmica), Composição e Arranjos  O aluno deverá levar seu próprio instrumento (exceto piano e bateria). 27 e 28/6, quinta, 10h às 12h, e sexta, 10h às 13h. 16 anos. R$ 30. R$ 15 (meia). R$ 9 (credencial). Sesc Guarulhos Inscrições: seleção por meio de carta de intenção com minibiografia, a ser enviada para jlco.educativas@sescsp.org.br até o dia 14/6. No e-mail, deve constar a unidade Sesc para a qual está se inscrevendo, qual instrumento ou curso, dados sobre sua formação em música e as principais experiências artísticas. A avaliação e seleção serão realizadas pelo Sesc, JLCO e direção artística do projeto. Sua candidatura representa a concordância com essa seleção. Os candidatos aprovados receberão confirmação por e-mail com orientações para efetivar a sua participação. Vagas limitadas.     Palestra: A Ação Educativa da JLCO, com Todd Stoll Responsável pelas ações educativas da JLCO e da Cincinnati Conservatory of Music Jazz Orchestra (CCM), Todd Stoll fala sobre suas experiências à frente de programas de educação musical e formação de plateias. O ensino é uma parte importante da missão do Jazz at Lincoln Center. Suas atividades educativas são coordenadas com os concertos e a programação das turnês da orquestra. Esses programas incluem uma série de concertos para as famílias, estágios educacionais, oficinas e concertos para jovens estudantes e adultos em todo o mundo. Público-alvo: gestores e professores de instituições culturais, escolas de música, orquestras, programas socioculturais e ONGs dedicadas à educação não formal por meio da cultura, além de interessados em geral.  22/6. Sábado, 17h. 12 anos. Grátis. Ingressos 1h antes. Limitado a 2 ingressos por pessoa. Sesc Pinheiros   Palestra: Gestão e Produção de Bandas, com Daniel Israel O tour manager da Jazz at Lincoln Center Orchestra (JLCO), Daniel Israel, conversa com o público sobre os procedimentos envolvidos na gestão da orquestra, desde a organização de ensaios até viagens internacionais, passando pelas estratégias de divulgação e manutenção administrativa da big band. Ao final, responde perguntas do público. Haverá tradução simultânea. Público-alvo: músicos, produtores, gestores culturais e interessados em geral. 25/6. Terça, 10h30. Grátis. Ingressos 1h antes. Limitado a 2 ingressos por pessoa. Sesc Pinheiros   Jam Session Um dos elementos fundamentais do jazz é a improvisação em grupo, sintetizada na jam session, momento de confraternização e construção coletiva informal, onde a fronteira entre
palco e plateia se dilui e todos se tornam ao mesmo tempo protagonistas e ouvintes. Com músicos da JLCO e convidados.  23/6, domingo, 18h30. 18 anos. Grátis. Ingressos 1h. Limitado a 2 ingressos por pessoa. Sesc Pompeia

Unidades do Sesc
Campo Limpo - R. Nossa Senhora do Bom Conselho, 120 - Tel. (11) 5510 2700
Consolação - R. Doutor Vila Nova, 245 - Tel. (11) 3234 3000
Guarulhos - R. Guilherme Lino dos Santos, 1200 - Tel. (11) 2475 5550
Itaquera - Av. Fernando do E. S. Alves de Mattos, 1000 - Tel. (11) 2523 9200
Parque Dom Pedro II - Praça São Vito, s/n - Tel. (11) 3111 7400
Pinheiros - R. Paes Leme, 195 - Tel. (11) 3095 9400
Pompeia - R. Clélia, 93 - (11) 3871 7700
Vila Mariana - R. Pelotas, 141 - Tel. (11) 5080 3000

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Chico Salem comemora aniversário de Raul Seixas, seu maior ídolo, em Santos

O show Raul Vivo acontece na sexta-feira, 28 de junho, às 21h30, no Teatro Coliseu


“Desde criança sou louco pelo Raul. Me lembro de tardes no bairro do Butantã em SP, onde encontrava o rei do rock brasileiro já no final da sua carreira, sempre simpático e doce”, conta o cantor, compositor e multi-instrumentista Chico Salem.
Trinta anos após a morte precoce de seu grande ídolo, interpretar as canções de Raul tornou-se uma realização  gratificante e verdadeira para Chico. “Revisitar a obra desse meu grande ídolo é mergulhar nas minhas raízes. É mergulhar na música popular e no seu poder de comunicação. É perceber que as suas canções são atemporais e imortais. Poderiam ter sido escritas em 2019”.
No show Raul Vivo, Chico Salem mergulha no baú de composições de Raul, com arranjos e interpretação surpreendentes, trazendo sua identidade musical para essa obra genial e contemporânea deixada por um dos maiores ícones da música brasileira. “Celebrar a vida e a obra de quem traz no nome a palavra LUAR ao contrário, é uma ode à arte, à música e à vida da maior lenda que a música brasileira já produziu”.
Chico Salem - É cantor, compositor, multi-instrumentista e produtor musical. 
Há 20 anos atua na banda de Arnaldo Antunes tocando guitarra/violão e tem com ele parceria em diversas canções. Produziu o disco do Arnaldo “Ao Vivo no Estúdio”, que ganhou o Prêmio TIM 2008. 
Como instrumentista, esteve ao lado de Arnaldo também em diversos projetos especiais tendo a oportunidade de acompanhar nas guitarras e violões grandes nomes como Luiz Melodia, Marina Lima, Marisa Monte, Carlinhos Brown, Elza Soares, Zeca Baleiro, Emicida, Adriana Calcanhoto, Nando Reis, Branco Mello, Erasmo Carlos entre outros. 
Chico Salem tem dois discos autorais: “01” produzido por Alê Siqueira; e “Maior ou Igual a Dois” produzido por Guilherme Kastrup, além do disco gravado ao vivo “Chico Salem no Estúdio Showlivre”.

Serviço:
Show – Chico Salem – Raul Vivo
Onde – Teatro Coliseu de Santos
Endereço – Rua Amador Bueno, 237 - Centro
Horário – 21h30
Ingressos – Inteira = R$ 100,00 (+R$ 12,00 taxa); meia = R$ 50,00 (+R$ 6,00 taxa); meia social R$ 50,00 (+R$ 6,00 + 1 quilo de alimento não perecível)
Pelo site: http://bit.ly/2806rv

Pontos de venda em Santos:
Breja’s Store - Rua Senador Feijó, 686 (quiosque 120 no The Blue Tree) - Encruzilhada
Mucha Breja – Rua Rei Alberto, 161 – Ponta da Praia