segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Contemporâneo de Robert Johnson, David "Honeyboy" Edwards morre aos 95


O contemporâneo de Robert Johnson, David “Honeyboy” Edwards, morreu com problemas no coração, ontem de manhã em seu apartamento em Chicago. Ele tinha 95 anos e era considerado o último blueseiro do Delta, uma história viva do blues.
Nascido em Shaw, Mississippi, Edwards ganhou a primeira guitarra de seu pai, um modelo da Sears comprada por quatro dólares de um trabalhador em uma fazenda das redondezas. Aos 14 anos, já com uma forma agressiva de tocar a slide, Edwards juntou-se a Big Joe Willians na estrada.
Ao chegar em Chicago, em 1953, automaticamente foi conhecido como lenda, pois a notícia de que estava no local quando Robert Johnson bebeu o  derradeiro gole de uísque correu a cidade rapidamente.
Gravou Drop Down Mama, para a Chess Records e entre suas músicas mais conhecidas estão Long Tall Woman Blues, Gamblim Man e Just Like Jesse James. Também ganhou uma biografia chamada The World Don't Owe Me Nothing, publicada em 1997. Em sua carreira acompanhou inúmeros músicos, podendo ser considerada uma verdadeira "who's who of blues": Robert Johnson, Charlie Patton, Robert Johnson, Charlie Patton, Sonny Boy Willianson (Rice Miller), Howlin' Wolf, Sunnyland Slim, Lightinin' Hopkins, Big Walter, Little Walter, Magic Sam e Muddy Waters.
Em 2008 ganhou um prêmio Grammy na categoria de melhor disco tradicional de blues e em 2010 ganhou outro pelo conjunto da obra. Sua última apresentação foi em 17 de abril no Juke Joint Festival and Cathead Mini-Festival in Clarksdale, no Mississippi.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Promoção exclusiva Sesc Santos e Mannish Blog: cinco pares de ingressos grátis para show de Bobby Sanabria


No sábado, dia 27 de agosto, às 21 horas, Santos recebe pela primeira o grande baterista, percussionista, compositor e arranjador novaiorquino Bobby Sanabria.
Em uma promoção exclusiva, o Sesc Santos e o Mannish Blog oferecem 05 pares de ingressos às primeiras cinco pessoas que mandarem uma mensagem ao seguinte e-mal: eugeniomjr@hotmail.com
Não é sorteio. As primeiras cinco pessoas levam ingressos para si e para um acompanhante. A mensagem deve conter a seguinte frase: “ Eu quero assistir Bobby Sanabria no Sesc Santos”, e também o nome, telefone e RG da pessoa. Os dados serão deixados em uma lista na bilheteria do Sesc.
Os ingressos devem ser retirados com pelo menos meia hora de antecedência no dia do show. Após isso, a promoção perde a validade.
Biografia – Filho de porto riquenhos imigrados aos Estados Unidos, Sanabria cresceu no Bronx, bairro mais barra pesada de Nova Iorque. Inspirado e encorajado por Tito Puente começou a levar a sério a possibilidade de ser músico. Entrou para a Boston Berklee School of Music tornando-se bacharel em música.
Ao longo da carreira foi indicado a inúmeros prêmios Grammy. Snabria é um dos nomes mais ativos da cena latin jazz, tocou e gravou com Dizzy Gillespie, Tito Puente, Paquito D'Rivera, Arturo Sandoval e outros. 
Com o quarteto Ache, o baterista faz uam fusão de ritmos afro-cubanos e afro brasileiros com gêneros como o joropo, da Venezuela, a cumbia da Colômbia e o free jazz norte americano. Após o show haverá um bate papo com o artista no hall do teatro.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Temas instrumentais e Chicago Blues tradicional são as viagens de Dave Specter

Chicago Blues Festival 2011
Texto: Eugênio Martins Júnior
Fotos: arquivo pessoal Dave Specter

O som de Dave Specter está entre um dos mais vibrantes da nova geração de blueseiros de Chicago. Ele não bebe na fonte do blues rock tanto em voga atualmente. Sua praia é outra, a dos grooves na guitarra, temas instrumentais e timbres nada convencionais. Além disso, sempre está na companhia de um bom Hammond B3.
Ousado a ponto de gravar discos apenas instrumentais, são os casos de Speculatin’ (2000) e Specified (2010). Perto do jazz, sem dúvida, mas sem esquecer suas raízes blueseiras. 
Nasceu e cresceu em Chicago, cidade onde o blues ganhou corpo e ficou valente. Formou sua primeira banda em 1989 e não parou mais de excursionar pelo mundo, levando sua música a Israel, Espanha, Inglaterra, Holanda, Dinamarca, França, Itália, Alemanha, Noruega, Bélgica, Suíça, Polônia, Luxemburgo, México, e Canadá. Veio ao Brasil – São Paulo – acompanhando Pinetop Perkins no começo dos anos 90.
Quando usa cantor, opta pela diversidade. Gravou discos com Tad Robinson, Barkin’ Bill Smith, Lynwood Slim, Lenny Lynn e Sharon Lewis. O formato permite a Specter explorar caminhos diferentes a cada CD, injetando personalidade nos trabalhos e proporcionando uma surpresa ao ouvinte a cada trabalho. 
Morando na cidade que é referência para o blues desde os anos 50, Specter conviveu com artistas do gênero, respirando seus shuffles e aprendendo tudo o que os cobras podiam ensinar. Foi funcionário da Delmark Records até começar a gravar pela mesma e se tornar um dos principais nomes do cast. Eis Dave Specter que espera vir ao Brasil em Breve. Se depender do Mannish Blog será em dezembro desse ano.

Eugênio Martins Júnior – Costumo perguntar quando foi a primeira vez que o artista teve contato com o blues, como na música do Buddy Guy. Mas você nasceu em Chicago e imagino que tenha nascido e crescido com o blues. Então, quando começou no blues como músico?
Dave Specter – Cresci em uma família muito musical, ouvindo no rádio junto com meus pais artistas como Big Bill Broonzy, Leadbelly e Howlin' Wolf e Muddy Waters e a coleção de discos dos meus irmãos mais velhos. Comecei a tocar guitarra quando tinha dezoito anos e fui enfeitiçado pelo blues logo em seguida. A visão de B.B. King, Junior Wells e Buddy Guy, Otis Rush e Koko Taylor teve um impacto muito forte em mim e decidi mergulhar na música e seguir carreira como músico de blues.

EM – Você começou a tocar guitarra tarde, mas aprendeu com Steve Freund, músico de Sunnyland Slim. Fale sobre esse tempo. Você conheceu o velho Sunnyland?
DS – Sim, conheci. Às vezes tocava com ele e sua banda. Ele tocava regularmante  nas noites de  domingo no B.L.U.E.S., na Halsted St., onde eu trabalhava como porteiro, minha primeira entrada na cena blues. Steve foi um dos meus primeiros professores e desempenhou um grande papel no meu desenvolvimento como músico. Sunnyland sempre foi muito animador com os músicos mais jovens e foi um verdadeiro patriarca do blues de Chicago.


EM - Conte-me sobre o seu tempo na Jazz Record Mart. O Bruce Iglauer, da gravadora Alligator me disse que lá era um ponto de encontro dos cobras. Você teve um contato com a nata da cena de Chicago?
DS - Trabalhava em tempo parcial na Jazz Record Mart, como balconista, e em tempo parcial na Delmark Records como despachante. Conheci um monte de músicos, escritores, produtores e pessoas da indústria enquanto trabalhava para Bob Koester. O mais importante foi o que eu aprendi sobre a música durante aqueles primeiros anos da minha carreira.

EM – Fale-me sobre os cantores, você teve alguns bons nomes, como Bill Barkin 'Smith, Tad Robinson, Lenny Lynn e Lynwood Slim. Você os escolhe para cada trabalho?
DS – Geralmente, a Delmark Records se interessa em gravar com cantores diferentes, tive sorte em ter trabalhado com alguns grandes.

Eu trouxe Lynwood Slim a minha cidade natal no estado de São Paulo. Ele é um grande gaitista, tem um ótimo timbre e é também um ótimo cantor e cheio de histórias para contar. Ele gravou um álbum com uma banda brasileira chamada Igor Prado Blues Band, você os conhece?
DS – Sim, ouvi no Lucerne Blues Festival, na Suíça, no ano passado. Eles realmente soam muito bem e fiquei surpreso quando vi o quão jovens eles eram.


EM – Acho que Speculatin’, seu álbum instrumental de 2000 será lembrado como um divisor na sua carreira. Quero dizer, antes dele havia gravado alguns números instrumentais, mas em Speculatin’ você fez uma mistura de blues e jazz bem interessante. E a presença do Hammond B3 é mais forte neste trabalho também. Você concorda?
DS - Sempre adorei escrever e gravar músicas instrumentais em todos os meus álbuns. Nos dois  álbuns instrumentais, Speculatin e Spectified espero  poder transmitir meu estilo e minha  abordagem como um músico, escritor e produtor. Sou um grande fã do órgão Hammond desde a primeira audição dos registros de B.B. King nos anos 60. Também sou apaixonado pelos mestres do B3 Jimmy Smith e Jack McDuff.


EM - Ainda em Speculatin', que tem  Birk's  Works de Dyzzy Gillespie, Look Ka Py Py dos Meters e outras. Parece que gravar este álbum foi divertido pelo repertório. Fale um pouco sobre essas sessões.
DS - Meu repertório instrumental é composto de canções originais, juntamente e principalmente de versões de artistas que amo e respeito. Eu escuto de tudo, desde blues de Chicago, New Orleans R&B, Soul Jazz, Country Blues. Minha escolha de músicas instrumentais mergulha nesses estilos e tento colocar minha própria marca nelas.  

EM - Dez anos depois você gravou Specified, um álbum similar. Quero dizer, um disco intrumental que não funciona apenas no mundo do blues, mas que pode levar você a outros públicos.
DS - Estou definitivamente interessado em atingir um público mais amplo com a minha música, bem como ganhar mais notoriedade no mundo do blues.


EM – Um amigo me disse que quando ele grava uma música instrumental é como se estivesse purgando uma música que está vivendo na sua cabeça. Você concorda?
DS- Como eu não canto, vejo a guitarra como a minha voz musical. E sim, para responder a sua pergunta, eu vejo temas instrumentais como a música que vive dentro de mim ... e precisa sair.

EM – Para mim a Delmark e a Alligator são as marcas de blues mais respeitadas  de  hoje. Juntos, elas juntaram o que melhor foi produzido no blues últimos anos. Como você vê a cena de blues hoje?
DS - A cena de blues ainda é bastante forte, embora eu não sou muito louco sobre o som de blues/rock que domina a cena atual. Como a indústria fonográfica mudou dramaticamente, definitivamente será um desafio para os rótulos estabelecidos como Delmark e Alligator permanecerem fortes e viáveis. Espero que mais artistas e bandas novas apareçam na cena e continuem a tradição dos mestres do blues e ao mesmo tempo, criando seus próprios sons e estilos, o que é vital para manter o blues contemporâneo – em vez de parecerem e soarem como um museu de história.


Dave Specter's interview

Eugênio Martins Júnior - I use to ask how was the first time the artists met the blues, like a Buddy Guy song, but you was born and grew up in Chicago. I can imagine that you born and grew up with the blues. So, when and how you get in to the blues as a musician?
Dave Specter - I grew up in a very musical family and heard records by Big Bill Broonzy, Leadbelly, Howlin' Wolf and Muddy Waters from my parents' radio listening and older brother's record collection. I started playing guitar when I was 18 and fell under the spell of the blues soon after that. Seeing B.B. King, Junior Wells and Buddy Guy, Otis Rush and Koko Taylor had a very powerful impact on me and I decided to immerse myself in the music and pursue a career as a blues musician.

EM – You started learn guitar later, but started well with Steve Freund, sidemen of Sunnyland Slim, tell me about that time. Did you knew the old Sunnyland?
DS - Yes I knew - and sometimes sat in with Sunnyland Slim and his band.
He played a steady Sunday night gig at B.L.U.E.S. on Halsted St. where I worked as a doorman when I first broke into the blues scene.
Steve was one of my early teachers and played a huge role in my development as a musician. Sunnyland was always very encouraging with younger musicians and was a true patriarch of Chicago blues.

EM – Tell me about your time in Jazz Record Mart. Alligator boss, Bruce Iglauer, told that was a point of Did you had a contact with the cream of Chicago scene?
DS - I worked part time at Jazz Record Mart as a sales clerk and part time at Delmark Records as a shipping clerk. I met alot of musicians, writers, producers and industry people while working for Bob Koester. Most important was what I learned about the music during those early years in my career.

EM - Tell me about the singers, did you had some good of then, like Barkin' Bill Smith, Tad Robinson, Lenny Lynn and Lynwood Slim. You choose each according a new job?
DS - Often Delmark Records was interested in recording me with different singers and I was lucky to have worked with some great ones.

EM – I brough Lynwood Slim's to my hometown in São Paulo state. He is a great harp player – a good tone – and singer and he is full of history to tell. He recorded an album with a brasilian band call Igor Prado Blues Band, do you know they?
DS - Yes. I heard them at the Lucerne Blues Festival in Switzerland last year. They really sounded great and I was surprised when I heard how young they were.

EM – I think Speculatin', your 2000 instrumental álbum, it's aways still remember as your career divisor. I mean, before they, did you recorded some instrumental numbers but in Speculatin' did you make a blues and jazz blend like never before. And a presence of Hammond B-3 is most strong in this job. Do you agree?
DS - I've always really enjoyed writing and recording instrumental tunes and my 2 all-instrumental albums, Speculatin' and Spectified hopefully convey my style and approach as a musician, writer and producer.
I've been a big fan of the Hammond organ since first hearing late 60s B.B. King records and also falling in love with the music of B3 masters like Jimmy Smith and Jack McDuff.

EM – Still in Speculatin', it's a Dyzzy Gillespie's Birk's Works, The Meters' Look Ka Py Py and others. Looks like to record this álbum was very funny. Tell me about this repertoire and the sessions.
DS - My instrumental repertoire consists of mostly original tunes along with covers that reflect artists and songs that I love and respect.
I listen to everything from Chicago Blues to New Orleans R&B, Soul Jazz to Country Blues. My choice of instrumental tunes draws from many of these styles and I try to put my own stamp on them.

EM – Ten years later you recorded Specified, a similar álbum. I mean, that instrumental open doors not even in blues world but you can play in jazz festival and get more public.
DS - I'm definitely interested in reaching a wider audience with my music as well as gaining more notoriety in the blues world.

EM – A friend told me when they record a instrumental number is like flowing out the music that lives in his head? Do you agree?
DS - As I don't sing, I see the guitar as my voice in music. And yes, (to answer your question) I see instrumentals as the music that lives inside of me...and needs to come out.

EM – To me Delmark and Alligator are the most respect blues labels today. Together they joined what better was produced in the blues last years. How do you see the blues scene today?
DS - The blues scene is still fairly strong although I'm not too crazy about the blues/rock sound that dominates the scene today.
As the record business has dramatically changed, it will definitely be a challenge for established labels like Delmark and Alligator to remain strong and viable. I hope that more younger artists and bands appear on the scene that will carry on the tradition of the blues masters - while also creating their own sounds and styles that keep the blues contemporary and vital - rather than sounding like exhibits at a history museum.

Choro de Bolso relembra Jacob do Bandolim no Teatro Municipal de Santos

Choro de Bolso com Edinho e Mauro Sete Cordas 

No domingo, dia 14, às 20 Horas, o Teatro Municipal de Santos recebe a dupla Choro de Bolso, com o violonista Canduta e a flautista Débora com o show De Coração a Coração, a Música de Jacob do Bandolim. A apresentação vai contar com as participações especias de Babi Mendes, Julinho Bitencourt, Edinho Schmidt e do Trio Choratta.
Além destes, o percussionista Edinho, no pandeiro, que já é quase um terceiro elemento do Choro de Bolso. Assim como os três mosqueteiros eram quatro, em vários momentos o duo Choro de Bolso são três. Edmur Vianna vai tocar violino numa valsa estilo flamenco chamada Santa Morena.
Segundo Canduta, a idéia do show é a de aproveitar que no dia 13 se completam 42 anos sem Jacob, e tocar Jacob, lembrar Jacob, falar sobre Jacob para as pessoas. “Muita gente ainda não sabe quem foi Jacob do Bandolim e a importância dele para a música brasileira, então partimos da premissa de apresentar Jacob para quem ainda não conhece e, para quem já conhece, sempre importante relembrar”, diz Canduta.
Ele explica que o repertório foi pensado de modo a mostrar o quanto Jacob era inspiradíssimo ao compor. “Jacob é autor de algumas das mais belas melodias que já ouvi na vida. Então pensamos em mostrar esse lado de extraordinário melodista que foi Jacob. Vamos desde Treme treme, o primeiro choro dele a ser gravado em 1947, a até Vibrações, de seu último LP, e que é uma verdadeira obra prima”. Sem deixar de lado os dois maiores sucessos de toda a carreira de Jacob, Noites Cariocas e Doce de Coco.





Serviço:
Show: Choro de Bolso
Data: 14 de agosto
Horário: 20 horas
Local: Teatro Municipal de Santos
Endereço: Av. Pinheiro Machado, 48 – Vila Mathias
Preços: R$ 5,00 
Classificação: Livre


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Bourbon Street recebe festa da revista Blues' n' Jazz com Freak Heads


O grupo Freak Heads será a principal atração da festa da revista Blues’n’Jazz em 17 de agosto, no Bourbon Street. A abertura será da banda de classic rock e blues Royal Flush; jazz lounge com o saxofonista e guitarrista Adriano iJazz, e divertidos números do mágico e gaitista Nicola Sena.
E você pode pagar apenas R$ 19 de couvert artístico (o preço normal é R$ 38). Basta entrar em contato com a revista e aguardar o flyer promocional. Reenvie o flyer a seus amigos, que podem imprimi-lo e ganhar o desconto também. http://www.bluesnjazz.com.br/index.php
Freak Heads - fazem dançar com uma fórmula pouco usual hoje em dia: música totalmente instrumental. Basta o talento dos músicos, a densidade do som e o repertório infalível: James Brown, Herbie Hancock, Maceo Parker, Tower of Power, Santana, Kool & The Gang e outros.
Royal Flush - formada pelo veterano baterista de blues Leonardo Uzunian e os músicos de rock Luiz Ribeiro (voz), Lucas Bittencourt (guitarra) e Rafael Guedes (baixo). Disso resultou um repertório de clássicos de artistas como Eric Clapton, Robert Cray, Joe Cocker, The Commitments e Doobie Brothers.
Adriano iJazz - improvisa ao sax e à guitarra sobre bases pré-gravadas, criando um clima agradável enquanto o público chega na casa.
Nicola Sena - já se apresentou em programas do SBT, da Band e da TV Cultura. Ele fará vários números de mágica ao longo da noite, interagindo com o público em todos os ambientes da casa.

Serviço:

Dia: 17/08 (quarta-feira)
Local: Bourbon Street Music Club
Endereço: R. dos Chanés 127, Moema - São Paulo
Informações: heltonribeiro@terra.com.br ou (11) 5072-2765 / 8555-7702 (Helton Ribeiro - Blues'n'Jazz)
Fone para reservas:  (11) 5095-6100 (ATENÇÃO: O call center faz apenas reservas de mesas, não informa sobre a promoção, horários etc.)
Horário: 21:30
Couvert artístico mediante apresentação do flyer da Blues'n'Jazz ou nome na lista: R$ 19,00
Couvert artístico normal: R$ 38,00

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Shirley King, a filha do Blues, pela primeira vez no Brasil - South American Tour 2011

A realização é do Mannish Blog e Lucas Shows e Eventos. A co-produção em Santos é do Projeto Jazz, Bossa & Blues


Os shows acontecem no final de agosto e começo de setembro e fazem parte da Shirley King South American Tour - 2011 que inclui Argentina, Chile, Paraguai e Brasil. 
Por aqui os shows acontecem em 24 de agosto no Sesc Bauru; 25 no Teatro Municipal de Santos; 26 Sesc Sorocaba; 27 Sesc Piracicaba e 02 de setembro no The Orleans, em São Paulo.
A cantora será acompanhada pelo saxofonista Gerald Noel e pela Ivan Márcio Blues Band em todas as apresentações. Produção e realização de Mannish Blog (www.mannishblog.blogspot.com) e Lucas Shows e Eventos. Em Santos, o Projeto Jazz, Bossa & Blues participa da produção.
Seu repertório inclui temas de Etta James, Proud Mary, Hoochie Coochie Woman, e canções de seu pai como Every Day I Have the Blues e Rock Me Baby e Let the Good Times Roll. 
Biografia - Não deve ser fácil ser filha do homem que mudou a história da música. Ainda mais quando se resolve cobrir as pegadas do pai no mesmo ramo. 
Shirley King, filha de B.B. King, sempre teve de conviver com isso. E se há um músico que merece a alcunha de lenda viva, esse alguém é o velho B.B. King, o homem que popularizou o blues pelo mundo.
Ela mesma reconhece que ser filha de uma lenda viva tem seu lado bom e seu lado ruim. Por um lado, pagou o preço emocional por ter crescido com a constante ausência do pai e com medo de cometer qualquer deslize que manchasse sua reputação. Talvez por isso Shirley tenha decidido tarde se tornar cantora profissional, somente aos 41 anos. 
Começou com o pé direito em Chicago, a cidade que é considerada a Meca do blues mundial. Em 1990 tornou-se cantora regular no Kingston Mines, uma das principais casas da cidade. Um ano depois gravou seu primeiro disco, Jump Through My Keyhole, o que a levou a excursionar pela Islândia, Itália, França e Inglaterra. 
Nascida em Memphis, os pais nunca se casaram o que a levou a alternar sua convivência com ambos. Porém, a cidade proporcionou contato com o ambiente musical e com amigos de seu pai, entre eles Sam Cooke, Jackie Wilson, Albert King, Etta James e Ruth Brown, suas principais influências. “Uma vez subi ao palco e lá estava Etta, meu Deus, não podia acreditar naquilo, ela era uma mulher tão bonita! Ela entrava no palco e mandava ver. Eu queria ser como ela. Hoje quando subo no palco quero ver ação”, lembra Shirley.


A lembrança que tem de Ruth Brown também é a melhor possível: “Ela me ensinou sobre Bessie Smith e Dinah Washington, pois ela fazia parte daquela dinastia. Era uma pessoa muito boa, passou mais de uma hora falando sobre música e show business e eu nunca esqueci isso”.
O DNA artístico se manifestou cedo na vida de king e mesmo muito nova ela já sabia que queria ser entretainer, pois sempre cantava, dançava para os primos e fazia-os rir. Ironicamente, nunca pensou em ser cantora, achava que um dia seria uma dançaria ou atriz. 
Sua primeira forma de expressão foi como “dançarina exótica” com a anuência de seu pai, desde que seguisse dois conselhos: Nunca se envolver com drogas e prostituição.        
Seus shows refletem toda essa energia, certa vez ela estava se apresentando no Days Inn, em Chicago, e sua voz rompia todas as barreiras até chegar à rua, chamando a atenção das pessoas que estavam passando. O detalhe curioso dessa história é que ele cantava sem o auxilio do microfone, somente ao piano.
A mais notável característica sobre a voz de King é que ela pode cantar em camadas. Ela sabe mudar de timbre com facilidade. “Minha voz está entre Etta James e Tina Turner”.


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Shirley admite que ter um pai ilustre ajudou em sua carreira, mas quem escuta essa verdadeira representante da tradição musical norte americana. “Ser filha de B.B. King tem a vantagem de que todas as pessoas o respeitam, admiram e amam. Mas eu sempre tive de lutar pelo que quero. Saio todas as noites, se não estou cantando, estou em algum lugar tentando ganhar a aprovação dos meus fãs”.
Além de Etta James e Ruth Brown, outra grande influência foi Mahalia Jackson, a quem via se apresentando na televisão. Koko Taylor também é considerada por King como um divisor de águas em sua carreira. “Ela passou muito tempo comigo. Ela me dizia que esse meio é muito duro com as mulheres, os homens não as respeitam. As cantoras são usadas como show de abertura, é difícil ser a estrela principal”.
Atuou com os maiores do gênero, entre eles B.B. King, Albert King, Bobby Bland, Little Miton, Koko Taylor, Lonnie Brooks, Eddie Clearwater e Billy Branch.


Ivan Márcio – Gaitista e ex-integrante da Prado Blues Band, uma das bandas de blues mais atuantes no Brasil e nos Estados Unidos, Ivan Márcio desenvolveu técnica e feeling únicos que o tornaram um dos maiores representantes do gênero no país.
Sucesso de público e crítica, veio direto de Chicago para a décima edição do Encontro Internacional da Harmônica realizado no Sesc Pompéia em março de 2011.
Lá Ivan se apresentou ao lado de grandes nomes brasileiros e estrangeiros, entre eles, Joe Filisko, Rick Estrin, Andy Just, Flávio Guimarães e Big Chico.
Recentemente lançou dois grandes CDs gravados na terra do blues: Chicago Sessions Vol.1 com uma banda local que inclui Merle Perkins na bateria, Michael Coleman na guitarra e Michael Morrison no baixo; e Vol. 2 com a participação de Jon McDonald na guitarra e vocal. A banda inclui Giba Byblos (guitarra), Julio Cesar Scansani (bateria), Vagner Dantas (baixo). 

Serviço:
Show: Shirley King
Data: 25 de agosto
Horário: 21 horas
Local: Teatro Municipal de Santos
Endereço: Av. Pinheiro Machado, 48 – Vila Mathias
Preços: R$ 50,00 e R$ 25,00
Classificação: 14 anos

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Aos 20 anos da morte do artista, chega ao Brasil a maior exposição sobre Miles Davis


Chegou ao Brasil a mega exposição iconográfica que pretende capturar a essência Miles Davis, ícone e um dos músicos mais controversos do jazz.
A mostra We Want Miles inclui discos, instrumentos, revistas, fotografias, painéis e vídeos. Tudo dividido em partes, o que permite que mesmo os neófitos possam entrar com facilidade no maravilhoso e misterioso mundo do Príncipe das Trevas, que era como o próprio se intitulava. 
Por exemplo, “In The Studio For Columbia”, uma de suas fases mais prolíficas, contém fotos das sessões das clássicas gravações de Kind Of Blue to Porgy and Bess. 
Entre as preciosidades há o fuglehorn usado por Miles em um de seus maiores discos, Sketches of Spain, parceria com o pianista Gil Evans. Junto ao instrumento a foto usada no disco original.
O mesmo tratamento é dado aos outros instrumentos, entre eles o trompete verde que usou por anos e as capas dos discos de seu segundo grande quinteto que incluía Herbie Hancock, Wayne Shorter, Ron Carter e Tony Willians.  
A partir de hoje, a coleção que já pasou por Paris e Montreal, pode ser vista no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro até o dia 28 de setembro. Em São Paulo, ficará no Sesc Pinheiros de 19 de outubro a 25 de janeiro. Tudo grátis.

O gênio polêmico Miles Davis – Nascido em uma família abastada de Saint Louis, Miles começou a estudar música de forma clássica, mas assim que conheceu o blues não quis mais saber de nada. 
Saiu da conceituada Juilliard School of Music de Nova York para tocar nos bares onde uma verdadeira revolução musical estava em curso. O principal deles era o Minton’s Playhouse.  
Conheceu Billie Holiday, Lester Young, Fats Weller, Billy Ekstine, Thalonios Monk, Dizzy Gillespie e Charlie “Bird” Parker. Juntou-se aos dois últimos no início do Be Bop e fez parte dessa história. 
Mas sua praia era mesmo as baladas, que aprendeu ouvindo um de seus ídolos, o saxofonista Colemans Hawkins. 
Em meados dos anos 50 fundou seu primeiro grande grupo que revolucionou o jazz: John Coltrane (sax tenor), Julian “Cannonball” Aderley (sax alto), Philly Joe Jones ou Jimmy Cob (bateria),  Paul Chambers (baixo) e Bill Evans e Red Garland (piano).
Envolveu-se em polêmicas raciais e foi viciado em heroína por anos, o que acabou prejudicando sua arte. Ao final da vida, já com a saúde prejudicada e com muitas dores nos quadril gravou discos de conotação pop provocando mais polêmicas ao redor de sua figura. Morreu em setembro de 1991, aos 65 anos. Seus discos estão entre os maiores trabalhos do jazz.