quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Shirley King, a filha do Blues, pela primeira vez no Brasil - South American Tour 2011

A realização é do Mannish Blog e Lucas Shows e Eventos. A co-produção em Santos é do Projeto Jazz, Bossa & Blues


Os shows acontecem no final de agosto e começo de setembro e fazem parte da Shirley King South American Tour - 2011 que inclui Argentina, Chile, Paraguai e Brasil. 
Por aqui os shows acontecem em 24 de agosto no Sesc Bauru; 25 no Teatro Municipal de Santos; 26 Sesc Sorocaba; 27 Sesc Piracicaba e 02 de setembro no The Orleans, em São Paulo.
A cantora será acompanhada pelo saxofonista Gerald Noel e pela Ivan Márcio Blues Band em todas as apresentações. Produção e realização de Mannish Blog (www.mannishblog.blogspot.com) e Lucas Shows e Eventos. Em Santos, o Projeto Jazz, Bossa & Blues participa da produção.
Seu repertório inclui temas de Etta James, Proud Mary, Hoochie Coochie Woman, e canções de seu pai como Every Day I Have the Blues e Rock Me Baby e Let the Good Times Roll. 
Biografia - Não deve ser fácil ser filha do homem que mudou a história da música. Ainda mais quando se resolve cobrir as pegadas do pai no mesmo ramo. 
Shirley King, filha de B.B. King, sempre teve de conviver com isso. E se há um músico que merece a alcunha de lenda viva, esse alguém é o velho B.B. King, o homem que popularizou o blues pelo mundo.
Ela mesma reconhece que ser filha de uma lenda viva tem seu lado bom e seu lado ruim. Por um lado, pagou o preço emocional por ter crescido com a constante ausência do pai e com medo de cometer qualquer deslize que manchasse sua reputação. Talvez por isso Shirley tenha decidido tarde se tornar cantora profissional, somente aos 41 anos. 
Começou com o pé direito em Chicago, a cidade que é considerada a Meca do blues mundial. Em 1990 tornou-se cantora regular no Kingston Mines, uma das principais casas da cidade. Um ano depois gravou seu primeiro disco, Jump Through My Keyhole, o que a levou a excursionar pela Islândia, Itália, França e Inglaterra. 
Nascida em Memphis, os pais nunca se casaram o que a levou a alternar sua convivência com ambos. Porém, a cidade proporcionou contato com o ambiente musical e com amigos de seu pai, entre eles Sam Cooke, Jackie Wilson, Albert King, Etta James e Ruth Brown, suas principais influências. “Uma vez subi ao palco e lá estava Etta, meu Deus, não podia acreditar naquilo, ela era uma mulher tão bonita! Ela entrava no palco e mandava ver. Eu queria ser como ela. Hoje quando subo no palco quero ver ação”, lembra Shirley.


A lembrança que tem de Ruth Brown também é a melhor possível: “Ela me ensinou sobre Bessie Smith e Dinah Washington, pois ela fazia parte daquela dinastia. Era uma pessoa muito boa, passou mais de uma hora falando sobre música e show business e eu nunca esqueci isso”.
O DNA artístico se manifestou cedo na vida de king e mesmo muito nova ela já sabia que queria ser entretainer, pois sempre cantava, dançava para os primos e fazia-os rir. Ironicamente, nunca pensou em ser cantora, achava que um dia seria uma dançaria ou atriz. 
Sua primeira forma de expressão foi como “dançarina exótica” com a anuência de seu pai, desde que seguisse dois conselhos: Nunca se envolver com drogas e prostituição.        
Seus shows refletem toda essa energia, certa vez ela estava se apresentando no Days Inn, em Chicago, e sua voz rompia todas as barreiras até chegar à rua, chamando a atenção das pessoas que estavam passando. O detalhe curioso dessa história é que ele cantava sem o auxilio do microfone, somente ao piano.
A mais notável característica sobre a voz de King é que ela pode cantar em camadas. Ela sabe mudar de timbre com facilidade. “Minha voz está entre Etta James e Tina Turner”.


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Shirley admite que ter um pai ilustre ajudou em sua carreira, mas quem escuta essa verdadeira representante da tradição musical norte americana. “Ser filha de B.B. King tem a vantagem de que todas as pessoas o respeitam, admiram e amam. Mas eu sempre tive de lutar pelo que quero. Saio todas as noites, se não estou cantando, estou em algum lugar tentando ganhar a aprovação dos meus fãs”.
Além de Etta James e Ruth Brown, outra grande influência foi Mahalia Jackson, a quem via se apresentando na televisão. Koko Taylor também é considerada por King como um divisor de águas em sua carreira. “Ela passou muito tempo comigo. Ela me dizia que esse meio é muito duro com as mulheres, os homens não as respeitam. As cantoras são usadas como show de abertura, é difícil ser a estrela principal”.
Atuou com os maiores do gênero, entre eles B.B. King, Albert King, Bobby Bland, Little Miton, Koko Taylor, Lonnie Brooks, Eddie Clearwater e Billy Branch.


Ivan Márcio – Gaitista e ex-integrante da Prado Blues Band, uma das bandas de blues mais atuantes no Brasil e nos Estados Unidos, Ivan Márcio desenvolveu técnica e feeling únicos que o tornaram um dos maiores representantes do gênero no país.
Sucesso de público e crítica, veio direto de Chicago para a décima edição do Encontro Internacional da Harmônica realizado no Sesc Pompéia em março de 2011.
Lá Ivan se apresentou ao lado de grandes nomes brasileiros e estrangeiros, entre eles, Joe Filisko, Rick Estrin, Andy Just, Flávio Guimarães e Big Chico.
Recentemente lançou dois grandes CDs gravados na terra do blues: Chicago Sessions Vol.1 com uma banda local que inclui Merle Perkins na bateria, Michael Coleman na guitarra e Michael Morrison no baixo; e Vol. 2 com a participação de Jon McDonald na guitarra e vocal. A banda inclui Giba Byblos (guitarra), Julio Cesar Scansani (bateria), Vagner Dantas (baixo). 

Serviço:
Show: Shirley King
Data: 25 de agosto
Horário: 21 horas
Local: Teatro Municipal de Santos
Endereço: Av. Pinheiro Machado, 48 – Vila Mathias
Preços: R$ 50,00 e R$ 25,00
Classificação: 14 anos

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