sábado, 29 de maio de 2010

Melhor guitarrista de todos os tempos, segundo site das guitarras Gibson, usava Fender


Jimi Hendrix, que usava uma Fender Stratocaster, foi eleito como o melhor guitarrista de todos os tempos pelo site das guitarras Gibson. Votaram jornalistas, músicos e internautas.
A lista inclui 50 músicos que fizeram a história da guitarra, entre eles, Pete Townshend, Eric Clapton, Angus Young, Eddie Van Halen, Chuck Berry e Keith Richards. Além dos blueseiros, como Robert Johnson, B.B. King, Bo Diddley, Buddy Guy e Roy Buchanan.
A lista inclui também nomes que não são tão conhecidos pelo grande público, como Duane Allman (Allman Brothers), Steve Crooper (Bokker T. & The MG’s), Mick Ronson (David Bowie e Ian Hunter), Ron Asheton (The Stooges), Scotty Moore (Elvis Presley).
Ficaram fora Muddy Waters, T. Bone Walker, Johnny Winter, Stevie Vai, Kirk Hammet, John McLaughlin, Allan Holdsworth, Yngwie Malmsteen e Toni Iommi.
Confira a lista e mande um e-mail para o Mannish Blog dizendo se você concorda com a eleição.

1. Jimi Hendrix
2. Jimmy Page (Led Zeppelin)
3. Keith Richards (The Rolling Stones)
4. Eric Clapton (Cream, Derek and the Dominos)
5. Chuck Berry
6. Jeff Beck (The Yardbirds, The Jeff Beck Group)
7. Eddie Van Halen (Van Halen)
8. Chet Atkins
9. Robert Johnson
10. Pete Townshend (The Who)
11. George Harrison (The Beatles)
12. Stevie Ray Vaughan
13. Jack White (The White Stripes, The Raconteurs)
14. Prince
15. Steve Cropper (Booker T. & The MGs)
16. Mike Bloomfield (Paul Butterfield Blues Band, Bob Dylan)
17. B.B. King
18. Wes Montgomery
19. Mick Ronson (David Bowie, Ian Hunter)
20. Django Reinhardt
21. Johnny Marr (The Smiths)
22. Les Paul
23. The Edge (U2)
24. Ron Asheton (The Stooges)
25. Angus Young (AC/DC)
26. Neil Young
27. Danny Gatton
28. Ed O'Brien/Jonny Greenwood (Radiohead)
29. Duane Allman (The Allman Brothers, Derek and the Dominos)
30. Roy Buchanan
31. Bo Diddley
32. Ry Cooder
33. Scotty Moore (Elvis Presley)
34. Slash (Guns N’ Roses, Velvet Revolver)
35. Buddy Guy
36. Charlie Christian
37. Mike Campbell (Tom Petty and the Heartbreakers)
38. Lou Reed (Velvet Underground)
39. Frank Zappa
40. Steve Jones (Sex Pistols)
41. David Gilmour (Pink Floyd)
42. Richard Thompson
43. John Frusciante (Red Hot Chili Peppers)
44. Rory Gallagher (Taste)
45. Clarence White (The Kentucky Colonels, The Byrds)
46. Hubert Sumlin (Howlin’ Wolf, Muddy Waters)
47. Andrés Segovia
48. Robert Fripp (King Crimson)
49. Kurt Cobain (Nirvana)
50. Ritchie Blackmore (Deep Purple, Rainbow)

terça-feira, 25 de maio de 2010

Ron Carter e Rod Piazza são as principais atrações da edição 2010 do festival Rio das Ostras Jazz & Blues



O balneário de Rio das Ostras, na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, será a rota do jazz e do blues entre 2 e 6 de junho. Trata-se da oitava edição do Rio das Ostras Jazz & Blues, que agora faz parte do calendário oficial de eventos da Riotur.
As principais atrações desse ano serão o gaitista de blues Rod Piazza e sua banda, os Mighty Flyers; também o lendário baixista de jazz, Ron Carter, acompanhado pelo guitarrista Russel Malone e pelo pianista Mulgrew Miller.
O festival traz ainda T.M. Stevens Project com Cindy Blackman, Delmar Brown & Blackbyrd Mc Knight, Glen David Andrews, Michael “Patches” Stewart, The Michael Landau Group, Victor Bailey Band, Stanley Jordan Trio com Armandinho, Joey Calderazzo Quartet, Raul de Souza, André Cristóvam, Brazilian Blues Band, Plataforma C Instrumental e Rio Jazz Big Band & Taryn. A orquestra Kuarup, regida pelo maestro Nando Carneiro, abre o festival na noite de quarta-feira.
Além dos palcos tradicionais - Praia da Tartaruga, Lagoa de Iriry e Cidade do Jazz e do Blues - em Costazul, a 8ª edição do Rio das Ostras Jazz & Blues abre espaço para novos talentos do jazz e do blues nacional em um novo palco na Praça São Pedro, centro de Rio das Ostras.
Serão cinco dias de shows gratuitos, com apresentações às 11h15min (Praça de São Pedro), 14h15min (Lagoa do Iriry), 17h15min (Tartaruga) e 20 horas (Costazul).
O Rio das Ostras Jazz & Blues acontece desde 2003. Realizado pela Secretaria de Turismo, Indústria e Comércio da Prefeitura de Rio das Ostras, com produção de Stenio Mattos (Azul Produções), apresentou ao longo de suas cinco edições músicos como Stanley Jordan, Jane Monheit, John Scofield, Mike Stern, Richard Bona, James Carter, T.S. Monk, Robben Ford, Ravi Coltrane, Roy Rogers, Stefon Harris, Dom Salvador, Luciana Souza, Yamandú Costa, Romero Lubambo, Naná Vasconcellos, Sérgio Dias, Hamilton de Holanda, Celso Blues Boy, Léo Gandelman e Egberto Gismonti entre outros importantes artistas nacionais e internacionais.
Sua marca registrada é a mistura de estilos e tendências musicais, formando um painel do que há de mais importante no cenário do blues e do jazz no Brasil e no exterior.
A organização do festival estima que em 2009 o festival reuniu na Cidade do Jazz e do Blues um público de aproximadamente 60 mil pessoas durante os cinco dias de evento. Para 2010, a expectativa é de 20 mil pessoas por dia.

Quem vem



Ron Carter & Russel Malone – com Wayne Shorter, Tony Willians e Herbie Hancock, Ron Carter integrou o segundo lendário grupo de Miles Davis, que ajudou a fundar as bases do fusion. Atualmente lidera um all-star trio com o pianista Mulgrew Miller e guitarrista Russell Malone. O trio é uma mistura de virtuosismo e elegância e assisti-los um privilégio.
Ron Carter tem uma reputação inigualável no mundo da música, cujo traço mais marcante é a elegância. Toca com um virtuosismo impressionante como solista e acompanha qualquer músico ou grupo tocando com preciosismo, com os dedos da sua mão esquerda passeando pelo braço do baixo parecendo o caminhar de uma tarântula. Provavelmente é o baixista mais popular que existe.
São mais de quarenta anos de dedicação à música, atuando por todo os EUA em discotecas e salas de concerto, junto a nomes como Eric Dolphy, Jaki Byard, Wes Montgomery e Cannonball Adderley.
Ron é um dos poucos baixistas que continuaram a tocar baixo acústico, quando muitos passaram ao baixo elétrico. Segundo ele “uma escolha consciente, pois sentia a responsabilidade de apresentar uma alternativa viável para o som elétrico popular".

Russel Malone - é um guitarrista essencialmente autodidata de jazz swing, atuando também no be bop e jazz contemporâneo. Malone apresenta uma gama completa de sons em seu violão, a partir de acompanhamentos que lembram o ritmo à sua alma, solos, por vezes, funky. Também suas baladas são de tirar o fôlego.
Mulgrew Miller - é pianista, estabeleceu-se como um solista criativo, compositor importante e uma grande força na cena do jazz atual. Possui a técnica de Oscar Peterson e um estilo influenciado por McCoy Tyner, Miller é indiscutivelmente um dos melhores da cena de jazz da atualidade.
Juntos possuem a precisão, a qualidade de jazz de câmera e facilmente se prestam a contrabalançar suas qualidades de músicos individuais.

T.M. Stevens Project c/Cindy Blackman, Delmar Brown & Blackbyrd Mc Knight - T.M. Stevens é baixista, compositor e produtor fonográfico. A lista de artistas com quem já tocou impressiona: James Brown, Joe Cocker, Tina Turner, Miles Davis, Steve Vai, Mahavishinu Orchestra, entre outros.
Com sua banda, apresenta atualmente um tipo de heavy metal com funk, misturando percussão afro e raízes do reggae com o funk e melodias fortes. Reuniu uma all star band da qual fazem parte a baterista Cindy Blackman (integrante da banda de Lenny Kravitz), o tecladista Delmar Brown, (ex-integrante das bandas de Sting e da Orquestra de Gil Evans); e o lendário guitarrista Blackbyrd McKnight, que fez parte do Parliament/Funkadelic, de George Clinton, tendo também trabalhado com Bootsy Collins, Miles Davis e Herbie Hancock & The Head Hunters, entre outros.

Michael “Patches” Stewart - quando começa a tocar seu trompete, imediatamente se percebe a grande influência de New Orleans, berço do jazz e terra onde nasceu. Lá também ainda no tempo da high scholl recebeu o apelido de “Patches”, devido a quantidade de remendos que tinham em suas calças jeans.
Ganhou reputação em New Orleans quando atendeu a um chamado para uma gravação com Allen Toussaint. Seria a primeira vez em um estúdio e acabou se tornando importante, ele estava na sessão de gravação do hit internacional de Labelle, Lady Marmalade.
Em pouco tempo começou a excursionar com o gigante Al Jarreau. Participou de gravações em estúdio e no palco com artistas como Quincy Jones, David Sanborn, Anita Baker, George Duke, Bonnie Raitt, e Rickie Lee Jones, além de fazer parte da super banda de Marcus Miller. Patches tem 3 CDs solo. O mais recente é Blow.


Stanley Jordan Trio c/ Armandinho (o verdadeiro) - Jordan é um músico de jazz. Aclamado como um dos guitarristas que fizeram grandes contribuições técnicas e musicais para o instrumento. Sua carreira tem fatos tão pitorescos quanto sua técnica.
Mesmo formado em teoria musical e composição da Universidade de Princeton, ele escolheu viver a experiência de músico de rua, tocando em Nova York, Filadélfia e várias cidades no Meio Oeste e no Sul dos Estados Unidos.
A opção, ao contrário de outros casos, deu-lhe notoriedade. Autodidata, Jordan se baseou no piano em seu estilo de tocar guitarra. E foi o pioneiro da técnica “2 hands”,que consiste em tocar as duas guitarras com linhas melódicas totalmente diferentes ao mesmo tempo.
Oferecendo uma síntese inteligente e sensível de estilos de jazz, “Magic Touch” como é conhecido tocou fundo o público em geral. Sua versão de "The Lady in My Life", de Michael Jackson, é considerada um padrão definitivo para o gênero conhecido como jazz contemporâneo. Na atual fase de sua carreira, que inclui o Brasil como roteiro obrigatório de turnês, Stanley Jordan tem feito as apresentações com uma banda formada por músicos brasileiros de alto nível como Ivan "Mamão" Conti na bateria, do grupo Azymuth, e o talentoso baixista mineiro Dudu Lima no baixo acústico, elétrico de 4, 5 e 6 cordas e fretless. Juntar a isso em participação especial Armandinho Macedo na guitarra baiana e no seu estilo inconfundível de tocar bandolim.

Victor Bailey Band - nasceu na Filadélfia em uma família de músicos. Começou a tocar bateria aos dez anos, mas tornou-se baixista de renome além de compositor, produtor e maestro.
Nos anos 60s, 70s, 80s, gravou musicas com grandes artistas do R & B, incluindo Patti Labelle, The Styllistics, entre outros, participando em mais de mil discos. Também já excursionou com artistas tão diversos quanto Joe Zawinul, Mary J. Blige e Madonna.
Desde o fim dos anos 70 é reconhecido como um dos maiores baixistas do jazz fusion do obtendo reconhecimento mundial quando atuou no super grupo Weather Report.
A Victor Bailey Band que vem para o festival de Rio Das Ostras é formada por Victor Bailey (baixo elétrico), Poogie Bell (bateria), Peter Horvath (teclados) e Dean Brown (guitarra).

The Michael Landau Group – músico e compositor nasceu em Los Angeles e aos 19 anos já mostrava muito interesse em jazz com verdadeira obsessão pelos trabalhos de Weather Report, Pat Martino e Jaco Pastorius. Também foi muito influenciado pelos Beatles , Jimi Hendrix e Led Zeppelin.
Alguns artistas com quem trabalhou foram Pink Floyd, Miles Davis, Joni Mitchell, BB King, James Taylor, Ray Charles e Rod Stewart. Sua discografia completa conta com mais de 700 participações em discos e trilhas sonoras. Atualmente seus “ídolos” são Kirk Fetcher, Dustin Boyer e Derek Trucks.
Seu trabalho atual é baseado em improvisações e espontaneidade de shows ao vivo. Landau é considerado um dos maiores guitarristas de estúdio e reconhecidamente um dos mais empolgantes a pisar no palco nos dias de hoje.

Joey Calderazzo Quartet – o pianista Joey Calderazzo nasceu em New Rochelle, estado de NY, e iniciou sua carreira muito cedo e já é vencedor de um Grammy na categoria de jazz contemporâneo. Recebeu grande influência de Oscar Peterson, Chick Corea, Herbie Hancock e McCoy Tyner.
Tocou com o saxofonista Michael Brecker, com quem gravou mais de 8 CDs além de ter participado de várias turnês mundiais, incluindo a tour "Michael Brecker All Star Band" ao lado de Pat Metheny, Dave Holland e Jack De Johnette.
É integrante ainda, da banda do saxofonista Branford Marsalis. O Joey Calderazzo Quartet é formado por Joey Calderazzo (piano) Aj Brown (baixo) Orlandus Perry III (bateria) e Brevan Hampden (percussão).

Glen David Andrews - é trombonista e cantor de 28 anos da nova geração de músicos que nasceu em New Orleans e que faz questão de preservar sua herança musical. Seu estilo une o tradicional jazz da cidade com o funk das brass bands (bandas de metais) que deram origem ao jazz.
Definido como uma mistura de James Brown e Prince vem sendo apontado como um dos melhores cantores da cidade.
Andrews e família tiveram que abandonar New Orleans após o furacão Katrina, indo para Houston, onde se sente um “exilado”. No último New Orleans Jazz &Heritage Festival saltou do palco e anunciou: “É o meu tempo. New Orleans nunca vai embora”. Glen David Andrews vem ao Brasil pela primeira vez e é nesse tempo que vamos conhecer o seu trabalho.



Rod Piazza & The Mighty Flyers - Piazza é da linha de frente do blues no estilo da Califórnia. Cantor, gaitista e bandleader, tem no som de sua gaita a influência marcante de Little Walter e George "Harmonica" Smith, dois dos maiores gaitistas da história. No início de carreira participou da Dirty Blues Band nos anos 60. Posteriormente lançou em 1973 seu primeiro disco solo, estabelecendo-se com os Mighty Flyers, e sendo presença obrigatória nos principais festivais de blues ao redor do mundo.
Em suas dinâmicas apresentações com o The Might Flyers, num estilo West Coast Blues, a presença de palco impressiona e não costuma deixar ninguém da platéia sentado. O estilo West Coast se baseia no drive do walking bass e nos upbeats jazzísticos da bateria, sobre os quais Rod desfila seus solos de gaita, proporcionando espetáculos recheados de energia e interação com a platéia.
Os destaques do grupo ficam por conta de sua esposa, Honey Alexander, pianista, dona de uma performance invejável de palco, além de Henry Carvajal na guitarra e Dave Kida na bateria.

Armandinho Macedo – começou cedo sua carreira musical. Aos 10 anos já sabia de cor e salteado o repertório passado pelo seu pai, Osmar Macedo - um dos criadores do Trio Elétrico - que ficou impressionado com a habilidade do garoto.
Passou a liderar o Trio Elétrico Mirim e adolescente começou ouvir Beatles, Hendrix, Rolling Stones, e sem esquecer suas origens, incorporou tendências e distorções roqueiras ao bandolim tradicional e à guitarra baiana, instrumento no qual fez escola.
Já tocou com os maiores nomes nacionais como Raphael Rabello, Paulo Moura, Época de Ouro, Moraes Moreira, Pepeu Gomes, Caetano Veloso, Trio Elétrico de Armandinho, Dodô e Osmar, entre outros, em seus quase 40 anos de carreira e mais de 30 CDs. É considerado um dos dez maiores guitarristas do Brasil.

Raul de Souza - O brasileiro João de Souza, Raul, como é conhecido, adotou o nome por influencia de Ary Barroso, no início da carreira no Rio de Janeiro, anos 60. E assim ficou conhecido como o trombonista, saxofonista e percussionista Raul de Souza.
Trabalhou com grandes nomes, como Tom Jobim, George Duke, Hermeto Pascoal, Sonny Rollins, Sarah Vaughan, Sivuca, Baden Powell, Sergio Mendes Bossa trio e até RC7, de Roberto Carlos.
Multi-instrumentista, começou tocando tamborim, passando pelo trompete, tuba, sax tenor e flauta antes de se encontrar no trombone.
Passou muito tempo no México, trabalho ao lado de Airto Moreira e Flora Purim, e depois nos EUA, onde Airto lançou o primeiro disco de Raul, que se diz “ pasmo ao ouvir os nomes que Airto havia juntado para seu álbum de estréia”, o fenomenal sax alto de Cannonball Adderley e o mestre do trombone e seu ídolo J.J.Johnson, que arranjou e regeu o naipe de metais.
Atualmente vive na França onde participa de diversos projetos, inclusive um que mescla funk com batidas eletrônicas, assim como apresentações de música brasileira com uma pegada jazzística.


André Cristovam – O pioneiro do blues no Brasil tem quase trinta anos de carreira. No início tocou em barzinhos como integrante do Fickle Pickle, trio que enveredava pelo rock pesado e pelo blues, sem sucesso comercial.
Foi morar nos EUA onde ampliou conhecimentos musicais e aprimorou a técnica no blues, integrando a equipe do bluesman Albert Collins. Tocou depois com Rita Lee, Kid Vinil, Marcelo Nova e Raul Seixas, integrando suas bandas de apoio ou como músico de estúdio.
Em 1989 gravou seu primeiro disco solo, Mandinga, lançado em 1989, considerado como o primeiro disco que pode ser classificado como sendo de blues integralmente e cantando em português.
Em 2009 fez uma turnê celebrando os 20 anos do disco Mandinga. Em 2010, no trigésimo quarto aniversário como músico atuante no cenário brasileiro, ele relança os CDs Mandinga - Remaster (com a nova versão de Genuíno Pedaço do Cristo, com a interpretação de Lenine) e André Cristovam Trio Live with Hubert Sumlin.

Brasilian Blues Band - da garagem aos grandes palcos – são 15 anos de estrada onde a banda de Brasília vem acumulando experiências. Tocando nas principais capitais do país é considerada um dos pilares do blues brasiliense.
Excursionou pelo Norte da Alemanha, foi banda de apoio de Celso Blues Boy, acompanhou músicos de gêneros distintos como Marcelo Nova e Jerry Adriano, e abriu o show de B.B.King no Distrito Federal.
Do primeiro CD Rapadura com Bourbon, onde fazia experimentos com instrumentos e ritmos genuinamente brasileiros, num “blues abrasileirado” toca hoje um som Blues/Rock/Soul. Brazilian Blues Band é formada por Leonardo Vilela (guitarra), Célio de Moraes (baixo) e Janari Coelho (bateria), mais a voz marcante de Luiz Kaffa e Marssal Ponce (piano e órgão).

Rio Jazz Big Band & Taryn - É uma orquestra com formação do tipo Big-band que existe há algumas décadas, executando o melhor da música brasileira e internacional: jazz, latina, pop, fusion e latin-jazz, além de música para dançar.
Participou de muitos festivais de jazz nacionais e internacionais e apresentações temáticas. Conta com um acervo de mais de 1.500 arranjos dos mais premiados arranjadores brasileiros tais como Maestro Cipó, Alberto Arantes, Maestro Carioca, Guio de Moraes, Paulo Moura, e internacionais tais como Quincy Jones, Frank Mantooth, Rob MacConnell, Sammy Nestico, Henri Mancini, Gil Evans, Bob Mintzer, Francy Boland, Thad Jones, etc.
A orquestra, em constante atividade, vem renovando seu acervo com freqüência, permitindo também a execução de programas recentes. As riquezas harmônicas de estilos desde 1920 também são mostradas nos shows e o impacto de suas apresentações, aliado às narrações históricas que frequentemente são feitas em seus shows, proporciona ao público acesso à grande música que é o jazz.

Taryn – cantora que pertence à quinta geração de músicos da família Szpilman (da qual também pertence Wladyslaw Szpilman, personagem retratado no aclamado filme "O Pianista", de Roman Polanski).
Suas apresentações são marcadas pela versatilidade e teatralidade, que podem ser observados nas interpretações que vão desde o jazz, blues, soul, até o rock´ n roll e MPB.
Ao longo de sua carreira vem atuando em shows temáticos, destacando, “Tributo a Billie Holiday” e “Divas do Jazz”, além de cantar em diversas trilhas para cinema e TV.
No cinema, participou das trilhas sonoras dos filmes “Os Normais”, “Cazuza” e “Muito gelo” e interpretou as músicas tema do desenho animado “Nem que a Vaca Tussa” (Disney Pictures), gravadas originalmente em inglês .
Além da carreira solo é vocalista da big band Rio Jazz Orchestra, com quem gravou o CD “Tributos” lançado em 2001, e o DVD Alma de uma orquestra, lançado em 2008.

Plataforma C Instrumental - O grupo mineiro começou a tocar em meados de 2005 e vem mostrando um trabalho com excelente repertório, que inclui clássicos da MPB, jazz e bossa nova, como Wave, Cantaloup Island e Garota de Ipanema.
Em sua formação atual, os músicos André Bessa (sax e flauta), Augusto Rennó, (guitarra), Fernando Nugas (teclados), José Carlos (baixo elétrico) e Wallace Campos (bateria).

Programação

Dia 2 de junho (quarta-feira)
Costazul – 20h - Orquestra Kuarup; Brazilian Blues Band; André Christóvam

Dia 3 de junho (quinta-feira)
Lagoa do Iriry – 14h15min - André Christovam
Praia da Tartaruga – 17h15min - Joey Calderazzo Quartet
Costazul – 20h - Plataforma C; Raul de Souza; The Michael Landau Group e Stanley Jordan Trio c/ Armandinho Macêdo

Dia 4 de junho (sexta-feira)
Lagoa do Iriry – 14h15min - Rod Piazza & The Mighty Flyers
Praia Tartaruga – 17h15min - Armandinho Macêdo e Banda c/ Stanley Jordan
Costazul – 20h - Ron Carter Trio c/ Russel Malone e Mulgrew Miller; Joey Calderazzo Quartet; Michael “Patches” Stewart
Rio Jazz Big Band & Taryn

Dia 5 de junho (sábado)
Lagoa do Iriry – 14h15min - The Michael Landau Group
Praia da Tartaruga – 17h15min - Michael “Patches” Stewart
Costazul - 20h - Victor Bailey Band; Rod Piazza & The Mighty Flyer; T.M. Stevens Project c/ Cindy Blackman, Delmar Brown e Blackbyrd Mc Knight; Glen David Andrews Band

Dia 6 de junho (domingo)
Lagoa de Iriry – 14h15min - Victor Bailey Band
Praia da Tartaruga – 17h15min - T.M. Stevens Project c/ Cindy Blackman, Delmar Brown e Blackbyrd McKnight

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Sai nos Estados Unidos biografia de Johnny Winter




Saiu lá na gringa a biografia de um dos maiores guitarristas de blues e rock de todos os tempos, o livro se chama Raisin’ Cain – The Wild and Raucous Story o Johnny Winter.
Trata-se da primeira e única biografia autorizada do texano, mestre da slide-guitar e que, por coincidência, vem em turnê pelo Brasil na semana que vem.
Prato cheio para os fãs, o livro escrito pela veterana jornalista Mary Lou Sullivan, está sendo considerado pelo público e crítica uma das melhores e fiéis biografias lançadas. Ela passou centenas de horas entrevistando Winter desde que o conheceu, em 1984.
Segundo Sullivan, está tudo lá escrito: desde o começo no Texas, a aparição incendiária no festival de Woodstock, o afair com a cantora Janis Joplin, o vício devastador em heroína e sua volta por cima ao mainstream, se é que podemos chamar assim.
O livro com 400 páginas traz 47 fotos pessoais e com outros artistas, entre eles, Jimi Hendrix, Janis Joplin e o mestre Muddy Waters. Segundo a autora, o livro pode ser considerado um íntimo e fiel retrato do homem e sua música.
Raisin’ Cain – The Wild and Raucous Story o Johnny Winter pode ser adquirido no endereço www.JohnnyWinterBook.com

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Sesc Santos abre curso de iniciação à harmônica diatônica

As aulas com o professor Rodrigo Morenno começam neste sábado, 08 de maio, às 15 horas. Trata-se do primeiro curso direcionado para iniciantes na harmônica diatônica em Santos


A primeira aula aberta acontece neste sábado, no Sesc Santos, e será uma introdução ao curso que durará três meses. As aulas serão sempre aos sábados a partir das 15 horas e os interessados devem levar instrumento próprio. No ato da inscrição o aluno ganha uma apostila grátis.
O curso é uma parceria entre o Sesc Santos e o professor Rodrigo Morenno. Ele também é proprietário da primeira e única loja especializada em harmônicas do Brasil, a Harmonica Master.
Segundo Morenno, o curso traçará um panorama sobre o instrumento, como teoria musical, respiração, embocaduras, cifras, bends, amplificação, escalas e improvisação, fazendo com que os alunos saiam tocando já nos primeiros meses. Além disso, haverá aulas sobre a história da harmônica e manutenção do instrumento.
Seja nos palcos ou produzindo eventos para divulgar o instrumento, Rodrigo iniciou sua ligação com a harmônica em 2000, quando teve suas primeiras aulas com o professor José Carlos, em Santos.
Em 2001 fundou o Grupo Gaita-BS (gaitistas da Baixada Santista), grupo que reúne gaitistas e entusiastas com o objetivo de divulgar e estudar o instrumento. Realizou workshops, grupos de estudos e sete festivais de gaita blues, o tradicional “Blues Beer Festival”.
Afim de aperfeiçoar seus estudos, buscou aulas com o Prof. André Carlini, endorser Bends Hârmonicas e coordenador do curso de gaita do EM&T em São Paulo. Seguiu estudando com o professor Litlle Will, de Santo André, endorser Hering Harmônicas. Atualmente estuda teoria musical com o professor José Roberto e harmônica com o professor Ivan Márcio, também Endorser Bends Hârmonicas.
Rodrigo é também idealizador e proprietário da única loja de instrumentos musicais especializadas em harmônicas do Brasil, a Hârmonica Master, em Santos, atendendo também pela Internet e mantendo contato com diversos músicos profissionais e amadores de todo o Brasil.

Serviço:
Curso de Harmônica Diatônica para iniciantes
Data: de 15 de maio a 31 de julho de 2010
Horário: sempre aos sábados, entre 15 e 17 horas
Local do curso e inscrição: Sesc Santos
Endereço: rua Conselheiro Ribas, 136
Preços: R$ 40,00 (inteira); R$ 20,00 usuário matriculado no Sesc e dependentes, pessoas com mais 60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante; e R$ 10,00 para trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes
Contato: (13) 3278-9800
Harmonica Master: rua Epitácio Pessoa, 172 – loja 40 – Embaré - Santos

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Adriana Peixoto é a próxima atração do projeto Voz de Mulher no Sesc Santos

Considerada a maior revelação da MPB dos últimos tempos, a cantora vem a Santos para o lançamento de seu primeiro CD. A tarde de autógrafos será na Livraria Realejo, às 15 horas, no dia 15 de maio


Com a participação de Raphael Moreira (percussão), Richard Montano (bateria), Maurício Biazzi (baixo), Nando Bastos (sax e flautas), Alê Ribeiro (trompete) e Carlos Pg (teclado), a cantora lança seu mais recente trabalho no Sesc Santos, no sábado, dia 15 de maio, às 21 Horas.

Música no sangue - a linhagem musical começou com o velho Nonô, seu tio avô que, entre outros artistas, chegou a acompanhar Noel Rosa e Carmen Miranda. Adriana é filha do lendário pistonista Araken Peixoto, sobrinha de Cauby e do maestro Moacyr Peixoto, prima de Dalmo Medeiros, do grupo MPB 4.
Com tantas influências foi difícil não enveredar pela carreira artística e aos nove anos já sabia que cantar era a sua opção de vida. “Meu pai me ensinou, desde pequena, a técnica da respiração abdominal, para potencializar a voz e evitar prejuízos às cordas vocais. A mesma técnica que ele utilizava para tocar seu piston. Foi com ele também que conheci o melhor da música – do jazz ao samba – o que, com certeza, refletiu em minha carreira e neste CD de estréia, que é em sua homenagem”, afirma.
Também aos nove ganhou seu primeiro microfone e, de maneira autodidata, passou a estudar suas intérpretes prediletas, como Elis Regina, Alcione, Jane Duboc, Fátima Guedes, Maria Bethânia, Elza Soares, entre outras.
Caiu na estrada cedo e depois de 15 anos cantando na noite paulista e carioca e fazendo shows em eventos corporativos, Adriana sentiu que era o momento para finalmente lançar seu CD de estréia que vem arrancando elogios de crítica e público.
Primeiro trabalho - No CD de estréia, que leva o seu nome, Adriana Peixoto mostra um trabalho no qual extravasa musicalidade e maturidade. “Este é um momento importante na minha carreira. Tive uma experiência muito rica cantando na noite paulistana e carioca, o que me preparou para este novo desafio”, diz.
O repertório do disco, que tem 10 faixas, é focado em MPB – incluindo samba, samba-canção, balada romântica, samba-rock - e mostra a admiração da cantora por compositores consagrados, que lhe presentearam com canções inéditas: Outra vez (Sueli Costa e Abel Silva); Ação entre amigos (Dalmo Medeiros e Danilo Caymmi); Encontro (Isolda) e Passagem da ilusão (Miltinho e Paulo César Pinheiro).
Destacam-se ainda duas outras canções inéditas de Dalmo Medeiros: De cabeça pra baixo, um samba-rock com um swing que não deixa ninguém parado, e Zé Mané, samba feito em parceria com Marcelo Guimarães. E como homenagem a São Paulo, cidade em que vive já há alguns anos, a cantora gravou a clássica Saudosa Maloca, de Adoniran Barbosa.
Com a participação especial de um dos maiores ícones da música popular brasileira, seu tio Cauby Peixoto; e com arranjos e produção musical do pianista cubano Yaniel Matos, Adriana Peixoto lança seu CD de estréia celebrando a sonoridade da música popular brasileira.
Um momento especial do CD é o dueto que Adriana faz com Cauby em Altos e Baixos, de Sueli Costa e Aldir Blanc, gravada originalmente por Elis Regina, em 1979. Sem se intimidar na presença do “professor”, como é conhecido o tio, Adriana solta a voz e mostra toda a força de sua interpretação. Também de Sueli Costa é Elizeth, um samba inédito em homenagem à “divina” Elizeth Cardoso. E, por último, Na batucada da vida, de Ari Barroso e Luiz Peixoto, gravada originalmente por Carmen Miranda, na década de 30, e depois, também por Elis.
No trabalho atuam Sizão Machado (baixo), Cuca Teixeira (bateria) e Yaniel Matos, (piano). Além deles, participam também Douglas Alonso (percussão), Rodrigo Campos (violão e cavaco), Luis Cabrera (sax tenor), Daniel Alcântara (trompete) e Marc Perren, na guitarra. Já Altos e baixos teve a participação de Jair Sanchez (piano), Elcio Costa (baixo) e Ni Rezende (bateria).

Realização: Sesc Santos
Promoção: Agência Urbana
Apoios: Clube Assinante A Tribuna, Calango Music, Bikkini Barista, Harmonica Master, Ciatrans, Cantina Liliana e Rádio Cacique
Produção: Mannish Blog

Serviços:

Tarde de autógrafos:
Data: 15/ 05/2010
Horário: 15 horas
Local: Livraria Realejo
Endereço: Shopping Miramar, no Gonzaga.
Data: 15/05/2010
Preço: Grátis

Show:
Datas: 15/05/2010
Horário: 21 horas
Local: Teatro do Sesc
Endereço: rua Conselheiro Ribas, 136
Tel: (13) 3278-9800
Preços: R$ 7,50, R$ 15,00 e R$ 30,00 (na bilheteria do teatro)
Indicação: 12 anos

OBS: Cliente Clube assinante A Tribuna ganha 50% de desconto

terça-feira, 20 de abril de 2010

Com produção do Mannish Blog, Sesc Santos inicia em abril série de shows com nova safra de cantoras brasileiras

Bruna Caram abre o projeto Voz de Mulher cantando as músicas de seu mais recente trabalho, o CD Feriado Pessoal. O projeto traz ainda Adriana Peixoto em maio e Giana Viscardi, em julho.


Seja das ondas do rádio onde soava a voz de sua avó Maria Piedade, seja dos saraus e rodas de choro da família, Bruna Caram respira ares musicais desde os primeiros soluços.
Nascida em Avaré (SP), berço do tradicional festival de MPB, caiu muito cedo no caldeirão de sofisticadas referências musicais e, aos 7 anos, já estudava os primeiros acordes ao piano. Aos nove passou a integrar os Trovadores Mirins. Aos 15 foi para a “divisão principal” dos Trovadores Urbanos, onde ganhou jogo de cintura e valiosa quilometragem em contato com os mais diversos tipos de público.
Com Essa Menina, de 2007, estreou em CD. O trabalho também foi lançado no Japão com sucesso. Além de cantar a artista também participou da produção e a canção “Palavras do Coração” alcançou grande rotação nas rádios e alçou Bruna ao posto de uma das grandes promessas da MPB.
Em 2009, prestes a se formar em Educação Musical pela UNESP, Bruna lança seu segundo e mais recente trabalho, Feriado Pessoal (Dábliu Discos), com produção de Alexandre Fontanetti (Rita Lee / Zélia Duncan).
O CD traz três releituras além de composições inéditas, revelando uma nova safra de artistas brasileiros escolhidos a dedo para impor o frescor que Bruna traz à música brasileira.
Feriado Pessoal - É o nome da única composição própria que ela e seu elevado senso crítico se permitiram incluir no repertório do CD. Ela vem cercada por uma talentosa turma de músicos e compositores jovens de São Paulo, companheiros de geração, amigos da música, do bar, da vida real.
É ouvir e comprovar que a menina cresceu: o groove de sax alto, guitarra e piano elétrico decola a partir de um afro-beat à Fela Kuti, e Bruna mistura declaração de independência com um bem-humorado pé no traseiro.
Na capa, ela aparece rindo, radiante, no alto do edifício Copan, 35 andares acima do chão paulistano. Parece caçoar do horizonte de prédios, do cinza, da pressa, da síndrome do pânico a cada esquina. E é por aí mesmo. “Minha idéia era: esse som vai atravessar a cidade”, confirma.
Feriado Pessoal pode ser refrescante ou energético, uma pausa antes ou depois de docemente se deixar engolir pela urbe. Ou dela fugir, como está literalmente expresso no folk estradeiro “Caminho Pro Interior” (de Otávio Toledo e J. C. Costa Netto), decorado com o trombone de Bocato e ukulele. “É meio Mallu Magalhães”, comenta Bruna, brincando. “Se quiserem que eu explique tintim por tintim, posso beber uma pinga e passar o dia inteiro contando. Mas queria que as músicas comunicassem imediatamente. A intenção é alcançar não só quem gosta de MPB, mas também quem curte outros gêneros.”
Os comentários blueseiros da guitarra do produtor Alexandre Fontanetti injeta diversidade nas três únicas músicas já conhecidas do repertório. “Gatas Extraordinárias”, hit de Cássia Eller com a assinatura de Caetano Veloso, não perde o suingue, mas ganha luxuoso arranjo de cordas que remete ao melhor da black music setentista. Na faixa final, Alexandre convida Christiaan Oyeens, especialista em violões havaianos de colo, para reinventar “Cuide-se Bem”, sucesso de Guilherme Arantes de 1976.
Nas composições inéditas, o produtor consegue proezas ainda mais expressivas, apoiado pelos pianos elétricos e sintetizadores vintage de Marcelo Jeneci, o baixo de Serginho Carvalho e ocasionais programações eletrônicas de Bruno Fiacadori. Com “Fim de Tarde”, de Juca Novaes e Edu Santana, ele e Bruna concretizam o pop/soul paulistano tão perseguido.
Entre os destaques das pepitas garimpadas está a sublime “Amor Escondido”, de Janaína Pereira. Originalmente um samba-choro, a canção ganha guitarra de colo, violão requinto (afinado uma quarta acima, para atingir notas mais agudas) e uma interpretação genial de Bruna, saboreando a doçura de cada verso como se fosse a última bala vermelha do pacote.

Realização: Sesc Santos
Promoção: Agência Urbana
Apoios: Clube Assinante A Tribuna, Calango Music, Bikkini Barista e Harmonica Master
Produção: Mannish Blog

Serviço:
Show de Bruna Caram e Banda
Datas: 24/04/2010
Horário: 21 horas
Local: Teatro do Sesc
Endereço: rua Conselheiro Ribas, 136
Tel: (13) 3278-9800
Preços: R$ 7,50, R$ 15,00 e R$ 30,00 (na bilheteria do teatro)
Indicação: 12 anos
OBS: Cliente Clube assinante A Tribuna ganha 50% de desconto

quarta-feira, 31 de março de 2010

"2010 vai ser o nosso ano" diz Igor Prado.



Texto: Eugênio Martins Júnior
Fotos: Marcos Rodrigues

Gravar, tocar ao vivo dentro e fora do Brasil e depois... gravar. Enfurnado em estúdio, sempre ao vivo. Durante os últimos cinco anos essa tem sido a rotina de uma das bandas de blues mais legais do Brasil: a Prado Blues Band, que também pode ser considerada a mais produtiva do país.
Desde que lançaram o CD Blues and Swing, em 2005, ainda como Prado Blues Band, com Marcos Klis (baixo) e Ivan Márcio (harmônica), não pararam mais de trabalhar. Nesse formato, gravaram também Flávio Guimarães e Prado Blues Band, em 2006.
Já como Igor Prado Band, então com Rodrigo Mantovani nos baixos, gravaram Upside Down, mais um excelente álbum com participações de R.J. Misho e Steve Guyger (vocais e harmônicas), J.J. Jackson e Greg Wilson (vocais) e Ron Dziubla (sax tenor).
Recentemente participaram da gravação de Blues Follows Me, de Flávio Guimarães, CD gravado em homenagem ao seu ídolo na harmônica, Little Walter. No encarte do CD, o próprio Flávio disse que a gravação desse disco só foi possível por ter uma banda de apoio disposta e apta para encarar o desafio.
Cheios de moral, lançaram em 2010, de maneira independente e com número limitadíssimo de cópias, o CD Igor Prado Band e Lynwood Slim, que vai ganhar uma versão gringa mais completa. Na versão nacional são 12 temas, alguns com participação do pianista Donny Nichilo e ainda Denilson Martins, o saxofonista oficial.
Em um sábado, em fevereiro de 2010, Igor, Yuri Prado e Rodrigo Mantovani se apresentaram em Santos acompanhando o guitarrista e cantor James Wheeler, de Chicago. Grande show com a casa cheia, Teatro do Sesc.
Foi quando essa entrevista foi concedida, pouco antes do espetáculo, exclusiva para o Mannish Blog. O evento foi realizado pelo Sesc e Agência Urbana. Produzido pelo Mannish Blog com promoção da Litoral FM. Com apoios do Clube Assinante A Tribuna, Calango Music e Harmonica Master, a especialista em gaitas. Agradeço as participações de Marcos Rodrigues e Thiago Krieck.

 
Eugênio Martins Júnior - Além dos discos da Igor Prado Band, a banda tem acompanhado vários artistas. Duas vezes o Flávio Guimarães, Lynwwod Slim, Steve Guyger, James Wheeler, só para citar alguns. Vocês fazem um som que ninguém faz no Brasil, ou se tem alguém, só está fazendo agora por causa de vocês. Gostaria que você falasse um pouco sobre isso.
Igor Prado – Ficou muito falado esse negócio do “jump blues”, mas na real o que a gente faz nada mais é do que blues e rythm’n’blues dos anos 40, 50 e 60. O James Wheeler estava falando com a gente sobre isso. Naquela época isso era a música da negrada que rolava em Chicago, nos Estados Unidos. Não havia o rock, inclusive esse rótulo, jump blues, foi uma coisa que eles usaram nos anos 90 para essa retomada. Mesmo o jazz dos anos 40, eles não sabiam que a denominação iria passar a ser swing, que a galera dançava e tal. Era só música. O lance do rótulo é legal, mas a gente toca muita coisa que os caras faziam.

EM – Tudo bem, na época era a música popular norte-americana, mas vocês são de uma banda brasileira de blues nos anos dois mil. A maioria das bandas de blues hoje partiram para o blues rock e vocês partiram para um estilo que ninguém fazia.
IP – É que a gente gosta das coisas tradicionais. Estamos para lançar um disco novo do quarteto que vai ser uma coisa simultânea com os Estados Unidos. Esse disco não é mais nosso - aponta para o CD Igor Prado Band e Lynwood Slim, que foi lançado aqui em edição limitada e de maneira independente, com menos três faixas – é da gravadora e vai ser trabalhado só fora. Também vai sair um disco do quarteto que a gente vai fazer uma coisa mais anos 60, um pouquinho mais de R&B, a gente está pesquisando muito o lance de soul que os caras gravavam nos anos 60.

EM – Você fez vários shows fora do Brasil, os caras vêm tocar aqui com a Igor Prado Band, me explica como é esse trânsito.
IP – Isso está pintando normalmente. Pra gente é animal, que é uma escola. Cada minuto com esse cara - James Wheeler - pra mim, e não só tocar, é muito importante. O cara viveu em uma época que os caras estavam todos vivos, eles estavam criando uma coisa que veio a se chamar o rock’n’roll.

EM – Pode crer, e o James Wheeler é um verdadeiro bluesman e esses caras estão indo embora.
IP – O James é um cara clássico, do jeito que ele tocava nos anos 50, naquela época, ele toca hoje. Diferente de outros caras, por exemplo, o Buddy Guy mudou, está fazendo outra coisa. Ele é um dos autênticos. Tem ele e mais uns dez pra contar nos dedos.

EM – Como foi que aconteceu esse CD com o Lynwood Slim que, pra mim, é um dos melhores CDs gravados por uma banda de blues brasileira? Como surgiu essa idéia?
IG – Quando eu estava começando a pesquisar esse lance de swing, jump blues, percebi que ele cantava muito nos discos dos guitarristas que eu ouvia: Junior Watson, Kid Ramos, Alex Schultz, que tocou com o (Rod) Piazza. E eu sempre gostei muito do som dele e de uns cinco anos pra cá a gente começou a manter contato pela internet, mandei o meu CD pra ele, começou a dar muito certo. Em 2007 o trouxe pela primeira vez e o cara adotou a gente como uma família. Em 2008 ele voltou e eu fui pra lá, fiquei na casa dele, o cara m levou pra tudo quanto foi lugar. Hoje está a ponto de ele me ligar no aniversário, natal, falar com a minha mãe.

EM – Vocês vão lançar o CD lá nos Estados Unidos?
IP – Esse ano a gente vai pra lá e vamos ficar todos na casa dele. Em maio tem quatro festivais, a gente vai tocar no Doheni Blues Festival, é um festival grande, ano passado tocaram o Robert Cray, o B.B. King. Esse ano também vai tocar o Black Crowes, não é só blues. A gente tá muito feliz, esse ano está do caralho.

EM – Mas você não me respondeu como foi a idéia de gravar esse CD.
IP – Quando ele veio a primeira vez a gente tocou um monte de coisa: “Cara vamos fazer tal coisa hoje, ai chegava na hora do show mudava tudo. Porque a gente não grava isso!?” (risos). Tramamos isso dois anos. Fomos para ao estúdio, salona grande. Gravamos no Brasil e mixamos em Los Angeles (EUA).

EM – Vocês gravaram ao vivo no estúdio?
IP – Sim, mas teve overdubs de sax, que o Denílson gravou sozinho. Mas a base, o quinteto foi gravado ao vivo. Igual aos discos de jazz, tudo ao vivo. Uma salona com todos aqueles microfones, com captação de sala, igual os caras gravavam antigamente.

EM – Como foi a escolha do repertório?
IP – Tudo via internet. Mandávamos sugestão e às vezes a gente gravava em casa, a banda tocando e eu dizia: “Vê ai o que você acha”. Ai ele respondia que achava que ficaria legal e dizia: “Mas porque a gente não faz assim, sobe dois tons nessa música”. E fomos evoluindo, quando ele chegou aqui já estava tudo certo.


EM – Porra, que lindo.
IP – É, foi tudo via internet. Quando ele chegou aqui parecia que havíamos ensaiado várias vezes. Esse é o lado bom da internet.

EM – E ele manja de internet?
IP – Pra caramba, cara.

EM – Esse CD tem duas composições suas, o resto são versões escolhidas da maneira que você falou?
IP – O Lynwood gosta de pegar “músicas lado B” e mexer nas coisas. Ele foi produtor musical, tem mais de vinte discos gravados como produtor de bandas européias e americanas. Então ele tem uma cabeça legal, gosta de gravar coisas que ninguém conhece. Ás vezes ele pega uma gravação do Count Basie que foi pouco gravada e diz: “Vamos fazer desse jeito, vamos pegar esse som do Count Basie e vamos fazer como o B.B. King fazia nos anos 50”.

EM – Como é o Lynwood Slim?
IP – Ele é uma figura, um personagem de filme. Inclusive tem uma passagem dele com o Clint Eastwood, que também é de Los Angeles. O Eastwood imita o Lynwood falando daquele jeitão estranho. Você chegou a conhecer ele?

EM – Não, a gente ia fazer aqui no ano passado, mas acabou não rolando.
IP – Ele tem uma história de vida muito louca. Era da máfia italiana nos anos 60, ficou seis anos preso e ali que ele começou a tocar gaita. Depois que saiu da cadeia decidiu ser músico. Cara, ele tem umas histórias. Ele ainda vive nos anos 50. Ele tem arma em cima da geladeira, a casa dele é cheia de facas. Muito engraçado.

EM – Como vai ser esse disco que vocês estão gravando agora?
IP – Estamos fazendo um lance mais funqueado, pegando todas as nossas influências de coisas dançantes e estamos gravando com o quarteto em minha casa. Cada vez que o Lynwood vem traz um monte de muamba pra mim, Pro Tools, um monte de microfones. Estou com um estúdio profissional em casa. Então a gente pensou, acabamos de gravar um monte de discos de jazz e suingue, vamos gravar um disco misturando isso com um monte de coisa dançante.

EM – Nos últimos cinco anos saíram alguns dos melhores discos de blues no Brasil e vocês estiveram envolvidos. Tanto os antigos da Prado Blues Band, quanto do teu trabalho solo. Os fãs da banda não vão estranhar?
IP – Tem muita coisa de tradicional dentro do que a gente está fazendo, muito R&B e soul que os caras faziam nos anos 60, sonoridade vintage, não é coisa moderna. Estamos querendo mudar um pouco.

EM - Quando sai?
IP – Agora no primeiro semestre. Aliás, estamos lançando três discos esse ano. Vamos lançar uma coletânea só de coisas instrumentais, de suingue e, mais três músicas inéditas. Vai ter coisas do disco do Lynwood, do meu disco Upside Down, duas ou três que fizemos com a Prado, além de inéditas. E ainda um tem o que fizemos com o Flávio (Guimarães). Esse ano vai ser do caralho, temos doze shows agendados na Europa.

EM – Doze shows?! Como foi isso?
IP – Através do selo. A gente está com uma agência que vende shows na Europa. As outras vezes fui por conta própria, armando meus próprios shows, uma trabalheira danada e um desgaste absurdo.

EM – Pra você ver como produtor sofre (risos).
IP – Puta que pariu, imagina, em um lugar que você não conhece. Por outro lado a internet ajuda. Vê as ruas, metrô. E nos Estados Unidos vamos tocar no Doheni, que é o maior festival da costa oeste e no no Cajun Creole Music Festival, que é outro festival da gravadora Delta Blues, no Simi Valey, além de alguns bares. Vai ser no final de maio.

EM – Esses shows já serão pra divulgar o CD Igor Prado e Lynwood Slim?
IP – O disco sai pela Delta esse ano com outra capa, com mais três faixas. E vamos divulgar lá fora. Esse que você tem é uma coisa independente, nossa.

EM – E Como começou essa parceria com o James Wheeler?
IP – Foi em 2006. Fizemos um show com ele em São Paulo. Eu o conhecia acompanhando alguns caras tocando blues tradicional. Ai ele começou a tocar umas coisas de jazz, cantando pra caralho. Nossa! Comecei a me ligar como tem gênio desconhecido no blues. “Underrated”, como eles falam lá.


EM – Yuri, desses gringos com os quais você já tocou, qual foi o show inesquecível?
Yuri Prado – Todos os que vêm a gente fica pirado (risos). Só de estar em contato com os caras que são da verdade, do negócio do blues, pelo lado de dentro. Cada um traz uma coisa nova pra gente. Mas tem um monte de shows, a primeira vez com o James Wheeler foi uma surpresa, porque a gente não conhecia.

EM – E na platéia?
Yuri – Pra mim sempre é inesquecível o do B.B. King. A primeira vez que nós tocamos com o James coincidiu com a turnê do B.B. no Brasil. A hora que ele começou a cantar eu pensei: “Pô, o B.B. King está lá cantando e olha o cara que está aqui com a gente”. O mesmo talento, a mesma verdade.

EM – Qual baterista de blues fez a tua cabeça?
Yuri – Todos (risos).

EM – Muita gente fala com maldade que a cozinha de blues brasileira nunca vai ser igual a dos gringos. O que você tem a dizer sobre isso?
Yuri – Pergunta para os gringos que a gente tocou o que eles acham. Lá os caras tocam entre eles todos os dias, a gente não tem isso.

IP – É, em um bar estava o Willie Dixon, no outro lado da rua estava o Little Walter, do outro lado estava o Otis Rush. Não tem nem comparação.
Yuri – Uma coisa é você estudar e tentar chegar perto dos caras, outra é você nascer lá, crescendo no meio. Nunca a cozinha, o vocal vão ser cem por cento, porque não temos o mesmo espírito, a mesma sintonia, mas chegar perto é uma coisa que a gente busca. E talvez nem todo mundo busca isso, aí a diferença. Os caras aprendem os primeiros solos e acordes e param. Os nossos CDs são sempre diferentes um do outros por causa disso. A gente não se rotula, a gente toca jump, jazz, Chicago, tradicional R&B.

IP – Hoje a gente tem uma coisa que os caras não tinham nos anos 60 e 70, que é a internet. Se você quer ver o Little Walter, vai no computador. Se quer o disco tal, vai lá e baixa. Quero ver o show do B.B. King semana passada nos Estados Unidos, a galera filmou. Hoje a gente pega tudo.

Marcos Rodrigues – Os verdadeiros ícones do blues, os fundadores estão com idade muito avançada ou morrendo e isso é inevitável. Como vocês encaram a renovação do blues com vocês inseridos nessa cena?
IP – Temos essa consciência e é isso que motiva a gente nessa pesquisa. A história é igual a do choro, a galera que construiu está desaparecida. Do samba também, muitos já estão com idade muito avançada.