domingo, 20 de maio de 2018

O professor Marcos Ottaviano fala sobre blues e Blue Jeans


Texto: Eugênio Martins Jr
Foto: Internet

O professor Marcos Ottaviano é um dos guitarristas com a maior moral no universo brasileiro do blues. Não existem muitos caras que vivem de tocar guitarra por aí que já foram elogiados por BB King e Ron Wood.  
Da segunda geração de músicos dedicados ao bom e velho som do Mississippi, pós André Christovam e Blues Etílicos, integrou a lendária banda Blue Jeans a partir do começo dos anos 90, onde fez história ao lado de Junior Morenno e Andrei Ivanovic.
Come Back Home, álbum da banda de 2007, é um dos melhores discos de blues gravados no Brasil. Produção caprichada e repertório impecável que mistura blues e soul music em composições próprias.
Conheci-os quando produzi um show do Magic Slim no Sesc Santos, em 2007, na Virada Cultural. O time contou ainda com o tecladista Adriano Grineberg. Blue Jeans no auge. Com Come Back Home na mão e o recém lançado DVD São Paulo Sessions, com Magic Slim, a lenda de Chicago. Dois momentos memoráveis do blues nacional.   
Vamos falar de shuffle. E a porrada São Paulo Sessions é cheio deles. Gravado ao vivo, sem repetição de takes, o filme confirma ao que veio o blues de Chicago: uma tonelada de guitarra, no caso, Slim e Ottaviano + letras sacanas.
Após essa fase a banda se desfez por divergências entre os integrantes e Ottaviano continuou seu trecho.
Em 2010, lançou o álbum Marcos Ottaviano e Kiko Moura Project, mistura de blues com fusion que rendeu elogios da geral. Na mesma linha, em 2013 saiu Blood, Sweet & Electric, coletânea instruemental de gravações realizadas entre 1995 e 2010. Em comemoração aos seus 20 anos de carreira, em 2010, lançou o livro Guitarra Blues, do Tradicional ao Moderno, fruto de anos de estudos e estrada. 
Depois do bate papo, na sua sala de aula em uma das travessas da Teodoro Sampaio, aproveitei pra dar um rolê nas lojas de instrumentos perguntando aos vendedores mil coisas sem comprar nada. Não toco porra nenhuma. Só o terror.


Eugênio Martins Jr – Como foi o teu começo na música?
Marcos Otaviano – Aos treze anos me interessei por guitarra após ouvir o Mark Knopfler naquela versão extendida de Sultans of Swing, no programa Som Pop da TV Cultura. Comecei estudando sozinho e tirando os sons do vinil e fitas K7. Após alguns anos comprei o disco Another Ticket, do Eric Clapton, com I Can’t Stand It, a baladona Another Ticket e aquela música do Muddy Waters, Blow Wind Blow. Ouvi essa última e fiquei pensando que som era aquele. Um blues tradicional, 1, 4, 5, três acordes. Comecei o trabalho de pesquisa, olhar os créditos, a gente fazia isso naquela época. Aí vi lá, Mckinley Morganfield. Quem é esse cara? Pô, Muddy Waters! E tinha o Clapton tocando blues. Até então era aquela coisa do rádio, Cocaine e I Shot The Sherif. Depois caí no primeiro disco do John Mayall and the Bluesbreakers, que também era com o Eric Clapton. Também tentando tirar as músicas de ouvido.  

EM – Então o blues apareceu na tua vida de cara?
MO – Sim, foi uma sequência. Comprava um vinil e ficava muito tempo ouvindo o mesmo. Não tinha grana pra comprar outro. Ouvi muito BB King, Clapton e em seguida Duane Allman.

EM – Que guitarra você tinha nessa época?
MO – Uma Gianini Sonic, depois pulei pra uma Stratosonic que tenho até hoje. Depois comecei a ter aulas com o Wesley, o Cesar, no primeiro IG&T, onde passei rapidamente entre 86 e 87. Lá um amigo me indicou o Kiko Moura com quem fui estudar. Fiquei um ano com ele, mas era mais jazz e fusion e eu estava focado no blues. Continuei estudando sozinho. Mas o Kiko me deu uma fita de vídeo com um show do John Mayall e os Bluesbrakers nos anos 80, com o Mick Taylor na guitarra e Albert King, Buddy Guy, Sippie Wallace e Etta James como convidados. Foi quando vi todos pela primeira vez em vídeo. Pra você ver como era difícil. 

EM – Eu sei. Estive nos anos 80.
MO – Pois é. Ficava vendo o Mick Taylor na slide e tentando fazer aquilo, até hoje passo o solo do Mick Taylor nas minhas aulas.

EM – Quando começou a tocar profissionalmente?
MO – Comecei direto, em 1990, na Companhia Paulista de Blues. Era o Marcelo Porto (voz), Jorge Lucena (bateria), que recentemente tocou e produziu a Malu Magalhães, Renato Gonçalves (baixo), depois o Cleber Alves, que iria tocar no Blues Jeans e o Guto Machado (guitarra). Formação com duas guitarras. Nessa época o blues em São Paulo bombava. Estava acontecendo muita coisa, shows para todos os lados. Dá saudade, porque era uma música nova. O festival de 1989 estava fresco ainda. O Marcelo ainda tem um VHS do show de 1990 no Ibirapuera, com a participação do Ed Motta, Blues Jeans e Kinsey Report, Magic Slim, Koko Taylor. Foi fantástico. 

EM – Mas vocês não chegaram a gravar?
MO – A Companhia não. Mas em trinta anos de carreira foi o único momento que senti um movimento. Os jornais dando destaque. Chamando a gente de “blues boys”, ou “a moda do verão”. (risos). Em 1991 foi publicada uma matéria de capa, na Ilustrada, da Folha de S. Paulo, com a foto do Blue Jeans. Eu ainda não tocava nessa época, entrei em 93. Havia meia dúzia de bandas em São Paulo. Tentando tocar blues, né? (risos).     

EM – Você tocou com o Celso Blues Boy em 1992, como foi essa experiência?
MO – A Companhia serviu de base para a banda do Celso. Era a banda dele em São Paulo. Eu e o Marcelo estávamos em um evento no Blue Note e o Celso foi pra lá depois de tocar em algum lugar aqui em São Paulo. Como ia rolar uma jam o Marcelo teve a ideia de chamar o Celso pra tocar. Ele estava tomando uma cerveja, pra variar, né? Ele mandou a gente fazer um som que qualquer coisa ele ia. (risos). Aí eu puxei aquele solo de slide do Mick Taylor que já havia tirado mil vezes em em seguida Sky is Crying. Nesse momento vi ele levantando e vindo na nossa direção, no meio da galera. O Marcelo gritou no microfone, CELSO BLUES BOY! Ele subiu lá e tocou umas quatro músicas. A casa pegou fogo, era uma puta noite quente de verão. Logo que a gente saiu do palco ele perguntou se a gente queria ser a banda dele em São Paulo. Ficou de mandar as músicas dele, mas eu já conhecia, sempre gostei do Celso e tinha os discos dele. Fizemos alguns shows aqui, eu, o Cléber e o Jorge Lucena. Foi demais. Eu cantava nos ensaios e ele nos shows. Tocamos no Sanja, Teatro Mars e viajávamos pelo interior. Depois que a banda parou, mas eu ainda toquei com o Celso no Rio, Circo Voador e outros. Era incrível como as pessoas gostavam dele no Rio. Era muito conhecido.


EM – O Circo Voador era a casa dele.
MO – Sempre conto pra todo mundo como foi inesquecível. Comecei em 1990 e em 92 já estava tocando com o Celso. Foi uma baita sorte estar no lugar certo. E também um choque, porque com dois anos de carreira, não tinha a experiência em tocar para duas mil pessoas no Circo Voador, aquele negócio lotava. E ainda ver e ouvir o Celso tocar alto, com o amplificador Fender, aquele som que vinha mesmo, né? (risos). Ele tinha uma puta presença.

EM – E o Blue Jeans?
MO – Foi na sequência. O Blue Jeans foi fundado em 1986 pelo Alan Marcus (guitarra e vocal), o Junior entrou depois. Eu estava aprendendo guitarra e via o Blue Jeans no programa do Kid Vinil, o Boca Livre, ainda tenho isso gravado. Depois o Alan me contou que encontrou o Junior e o Andrei no interior, eles eram da banda Vultus, ou Banda da Esquina. O Junior entrou em 1990 quando o Blue Jeans ficou realmente conhecido. Já era uma puta pedreira, em formato power trio, com o Junior na bateria, vindo a cantar depois. Cantava pouco ainda. O frontman era o Alan. Então, o que aconteceu? Fazíamos jams, a Companhia e o Blue Jeans, no Aeroanta, num bar que tinha na Pompéia, e rolaram as afinidades. O Alan já era descolado, cantava mais, tinha inglês fluente, é filho de irlandês, tinha um bom equipamento e uma pegada mais Johnny Winter. Ele se dava muito bem com o pessoal do Blues Etílicos nessa época, faziam shows juntos. Então, pra mim foi um salto porque o Blues Jeans já era uma banda conhecida e respeitada. Era o Toninho Fonseca (baixo), Junior Moreno (bateria) e quando o Alan foi para os Estados Unidos me indicou.

EM – Então quando o Alan saiu você entrou? E o Junior começou a cantar?
MO – O Junior queria colocar um vocal, mas ele cantava bem e eu o convenci a cantar. No fim acabou tocando gaita também, ele é multinstrumentista. Acabou virando o melhor baterista e vocalista do Brasil. Passaram-se dois anos e lançamos o primeiro disco, gravado no Estúdio Camerati, onde também gravou o Blues Etílicos. Foi lançado em 1996, no festival Nescafé & Blues, no Palace, que também não existe mais. Depois de passar pelo lançamento, fizemos o programa do Jô Soares e eu resolvi sair da banda. Brigas internas, aquelas coisas. Fui fazer carreira solo, gravar um disco, o November 12 Sessions, e voltei para a banda em 2000. Me arrisquei nos vocais, mas depois nunca mais cantei. Mas foi bem aceito, acho que a maior matéria que fizeram comigo na imprensa depois da capa da Guitar Player. Bendita hora que voltei ao Blue Jeans, fizemos até 2010 tudo o que poderíamos fazer, rodamos o Brasil. Inclusive gravamos o Come Back Home em 2002, lançado no ano seguinte.

EM – Gostaria que falasse sobre o Come Back Home. Gosto muito desse trabalho, porque além do blues ele tem uma pegada soul muito incomum para uma banda brasileira. 
MO – Esse disco sempre foi muito elogiado. O Martin Salzman, que foi empresário do Buddy Guy e do Magic Slim, disse que a gente tinha a linguagem do blues por causa desse trabalho. Gravamos em 2002 e até hoje é um som atual. Tem balada que parece até pop, mas com qualidade, influenciou muita gente.
O Ricardo Coutinho, empresário de Campinas, já falecido, nos chamou para tocar, como você fez com a gente e o Magic Slim em 2007, mas na hora do jantar ele disse que não era empresário, disse que era fã da banda e que achava que a gente tinha de gravar e bancou o novo disco. E ainda disse que a gente poderia pagar como pudesse. Acabamos pagando pouca coisa do disco. Era virou um irmão e não era o que ele queria e nem precisava. Foi uma produção luxuosa, o Fontanetti que na época ele era sócio do Carlos Sander, tinha um equipamento de cair o queixo. Poucos estúdios em São Paulo tinham. Foram trezentas horas de gravação, não demorou porque a gente trabalhava duro, gravava todo dia. Foi um esmero, pensamos em fazer um disco pra gente gostar de ouvir depois. O Flávio (Guimarães, gaitista do Blues Etílicos), gravou When the Music Stops, e já gostou de cara do resultado. Tinha letra do André Christovam, o Ari Borger gravou o Hammond, o Fender Rhodes. O Bocato fez arranjo de metais para Sing a Simple Song, olha o time. O Igor Prado, que na época era meu aluno, não tinha mais do que 20 anos, não tirava o disco do carro. Foi um trabalho que influenciou a galera. O Blue Jeans não é uma banda tradicional de blues, a gente sabia fazer Muddy Waters, Elmore James, mas tinha a coisa da composição própria que sempre foi o forte e as influências do rock e do que estava rolando no momento, a levada da música See The Future, do Júnior, foi inspirada em um disco recém lançado do John Scofield. A mente estava aberta para esses sons. O blues estava no nosso DNA, só que tínhamos essa visão. Ele abriu novas portas, as terças blues do Bourbon começou com a gente, fizemos aquela jam fantástica com o Ron Wood que elogiou a banda. É legal vir um cara de fora e nos elogiar em público.


EM – Fez o que o Muddy Waters fez com os Rolling Stones nos anos 60.            
MO – Exatamente. Só que estamos no Brasil, se o Blue Jeans e outros músicos fantásticos de blues que foram elogiados morassem nos Estados Unidos e na Inglaterra não parariam mais de tocar. Pô, elogio do BB King dizendo que a gente era legal, o que mais você precisa? No Brasil não é suficiente, não vira nada. É uma cena restrita. Mas abrimos três shows do BB King, três shows do Buddy Guy.

EM – Depois disso tudo, como surgiu a ideia de gravar um DVD com Magic Slim e como foi a experiência? Eu levei esse show pra Santos, na Virada Cultural e ganhei o DVD naquela época. 
MO – O Blue Jeans faria 20 anos em 2006. Decidimos fazer alguma coisa, porque ninguém, produtor, gravadora iria fazer nada. O Magic Slim havia gostado da gente quando nos conheceu no festival Natu Blues, em Curitiba, onde também tocaram o Coco Montoya e a Big Time Sarah com a gente. Ele encerrou a noite. Na sequência, o Cezar Castanho trouxe o Magic Slim pra tocar no Olympia e o Blue Jeans abriu os shows. Tocamos em trio e no começo foi interessante, ficaram um pouco descrentes com os moleques branquelos tocando blues. Mas quando começamos a tocar Who Knows, do Jimi Hendrix, com aquela formação diferente de palco, o Junior na ponta, o Andrei no meio e eu na outra ponta. O Júnior ficava de lado para o público, de costas para o backstage, então o público não via os caras da banda em pé, vendo a gente tocar. Quando acabou eles foram ao nosso camarim convidar para fazer uma jam no final. Mudou tudo. Eles viram que a nossa música era verdadeira. 
Bom, lembrei de tudo isso  e sugeri chamar o Magic Slim. O Martin Salzman fala português e, por indicação do André Christovam, havia trazido a Sarah pra tocar com a gente, então nos conhecia. Ele disse que o Magic havia gostado da gente e que iria perguntar a ele. Deu um tempo e ele ligou de volta dizendo que ele faria o DVD. Depois de tudo isso fui falar com um profissional que poderia viabilizar isso, o Sílvio Alemão. A ideia era gravar no teatro do Sesi da Paulista, mas não deu certo. O Junior deu a ideia de fazer em estúdio por causa do recém lançado DVD do Clapton em homenagem ao Robert Johnson. Então fizemos no estúdio, foi uma coisa pioneira para o Brasil, uma sessão no estúdio. Foi feito na pressão, o Magic Slim mandou as músicas e disse que não ia repetir o take, que ia gravar tudo de primeira. Você vê que uma hora lá eu erro e ele me chama a atenção. Não teve esse negócio de escolher o melhor, foi um take pra cada música. Foi fantástico, um puta cara bom, não reclamava de nada. Aproveitamos a época pra viajar, fizemos interior de São Paulo, Rio Preto, Sesi na Paulista e Santos.

EM – Com quase 30 anos de carreira, qual a leitura que você faz sobre a cena brasileira de blues, levando em conta todos os esses anos de estrada?
MO – Dou aula desde 1991, nunca parei, mesmo com o Blue Jeans. Teve uma época que eu tocava em quatro bandas, com o Sérgio (Duarte), o Ari (Borger), Nasi, tudo ao mesmo tempo, mas o Blue Jeans era o principal. Acho que teve um crescimento de pessoas interessadas em tocar blues, tendo em vista que dou aula todos os dias, de segunda a sábado. Muita gente tocando bem. Principalmente guitarristas. O número de casas diminuiu. Mas havia o interesse em estar juntos, fazer jams, mesmo tendo a competição. Isso se perdeu. Não vejo mais acontecer. Os grandes festivais estão voltando e isso é legal para a cena. Antes havia os casas que só tocavam blues, hoje não existem mais, as casas tocam de tudo pra sobreviver. Mas eu entendo, enquanto tiver público eles tocam de tudo. Mas sinto falta de casas com programação organizada. Com o pessoal capacitado que tem por aí pra tocar blues a casa teria uma semana interia de programação fechada. Se houvesse cinco ou seis casas dessas a gente ia poder girar. Produtores desse estilo, que assuma uma banda, precisa gostar, né? Não existe esse pacote. Dou aula para gente jovem, meu livro está na quarta edição, é um livro segmentado, só blues, então existe o interesse. 

EM – Olha, deixa eu te falar uma coisa sobre a produção. Eu abri uma produtora chamada Mannish Boy Produções, o nome é derivado do Mannish Blog, só para trabalhar com blues, jazz e MPB. E no começo, cheio de boas intenções, fiz contatos com muitos artistas de blues que não vou citar os nomes. Com alguns, conversei aqui em São Paulo. Outros foram até Santos conversar comigo no sentido de fazermos um acordo para eu só vender suas bandas nos festivais, circuito Sesc, Sesi, essas coisas. Mas o que aconteceu, do outro lado, quando o cara vendia o show, eu não fazia parte dessa venda. Aí ficou uma coisa estranha, porque eu gastava em telefone, tempo, viagens, fazia inúmeros contatos, e não é sempre que a gente vende, mas o trabalho está ali, e às vezes o artista era chamado devido ao meu contato, no Sesc, por exemplo, aconteceu muito isso, mas eles não me comunicavam. E sempre fui um cara honesto, nunca devi pra ninguém. E desafio qualquer um dizer o contrário. Isso é o outro lado da moeda. 
MO – É, isso não pode acontecer. Parceria é de mão dupla. 

EM – Você afirmou que está dando mais aula e tocando menos. Não sente vontade de ter uma banda com o trabalho próprio? Não há a possibildade da volta do Blue Jeans que é uma banda referência ?
MO – Sim, sinto saudade, porque toquei tudo o que queria tocar na banda. O Andrei participou do disco que gravei com o Kiko Moura. Disco de música instrumental elogiadíssimo pelo Roberto Menescal. Tentamos voltar, mas acabou não rolando. Quem sabe uma hora. Nem que seja uma série de shows. Não sei. Mas me interessa fazer, sim.

sábado, 19 de maio de 2018

Tudo grátis na 4ª edição do Festival BB Seguros de Blues e Jazz

Em 26 de maio (Curitiba) e 10 de junho (Belo Horizonte), festival recebe Stanley Jordan e Dudu Lima Trio, Hermeto Pascoal, Pepeu Gomes, Nuno Mindelis, O Bando, BB Seguros Jazz Band’s e a banda mineira As Ablusadas

Hermeto Pascoal

A quarta edição do Festival BB Seguros, que até 2017 era BB Seguridade, e que esse ano começa em Curitiba, no dia 26 de maio, das 11h às 19h, no Parcão, Museu Oscar Niemayer, vem cercada de grandes expectativas já que na edição anterior os shows atraíram cerca de 103 mil pessoas. Segundo a organização do festival, 22 mil pessoas em Curitiba, 12 em Belo Horizonte, 17 em São Paulo; 18 em Brasília; 20 em Recife e 14 em Porto Alegre.
Desde 2015, em sua edição inaugural, o Festival BB Seguros de Blues e Jazz apresentou grandes nomes, como Larry McCRay, produzido pelo Mannish Blog em parceria com Lucas Shows, Stanley Jordan, Hermeto Pascoal, Nuno Mindelis, Louis Walker, Wallace Roney Quintet, Blues Etílicos, Hamilton de Holanda, Maria Gadú, Steve Guyger, Marco Lobo Quinteto, David Liebman, Toninho Horta e outros.

Programação

11h - BB Seguros Jazz Band
12h - Banda curitibana a ser definida (Em BH As Ablusadas)
13h10 - O Bando
14h10 - Nuno Mindelis
15h15 - Pepeu Gomes
16h20 - Hermeto Pascoal
17h40 - Stanley Jordan e Dudu Lima Trio

Atrações programadas para as crianças:
Oficina de desenho e colagem
Oficina de malabares
Pintura artística facial
Escultura de balão
As atividades infantis começam às 11h e vão até às 16h.
E são gratuitas e por ordem de chegada.

Próximas datas doFestival BB Seguros de Blues e Jazz
10/06 - Belo Horizonte
28/07 - São Paulo
04/08 - Brasília
17/11 – Recife
24/11 – Porto Alegre

Serviço das duas primeiras datas:

Cidade: Curitiba:
Museu Oscar Niemeyer- Parcão
Endereço: Rua Marechal Hermes 999 - acesso tb pela Rua Manoel Eufrásio
Dia: 26 de maio (sábado)
Horário: das 11h às 19h
Classificação Indicativa: livre
Gratuito

Cidade: Belo Horizonte
Local: Praça JK
Endereço: Av. dos Bandeirantes, 240
Dia: 10 de junho
Horário: das 11h às 19h
Classificação Indicativa: livre
Gratuito

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Festival de Rio das Ostras completa 15 anos e resiste

Em 2018, Festival de Jazz e Blues de Rio das Ostras, na Região dos Lagos do RJ, completa 15 anos e se consolida como destino obrigatório para os amantes de jazz. O evento acontece no feriado de Corpus Christi, de 31 de maio a 3 de junho

Vanessa Collier

Serão 29 shows gratuitos com artistas nacionais e internacionais em palcos localizados na Praça São Pedro (11h15), Lagoa de Iriry (14h30) e Costazul (20h).
A abertura será com a big band Onda De Sopros de Rio das Ostras liderada pelo flautista e saxofonista Luiz Felipe Oliveira. A 15ª edição do festival ainda promove o encontro dos guitarristas Stanley Jordan e Armandinho, acompanhados por Ivan “Mamão” Conti, na bateria e Dudu Lima, no baixo; apresenta a saxofonista americana Vanessa Collier e Fred Sun Walk & The Dog Brothers; o pianista pernambucano Amaro Freitas, vencedor do prêmio MIMO instrumental de 2016; o compositor, arranjador e trombonista Marlon Sette, acompanhado de uma super banda com a participação de Kassin, Rogê e Davi Moraes, entre outras feras.
Também tocam a banda gaucha Delicatessen com recriações de Standards do jazz americano; a voz potente de Leon Beal Jr. com Igor Prado & Just Groove; a Banda Black Rio; a cantora Rosa Marya Colin convida o gaitista Jefferson Gonçalves; o saxofonista italiano Maximo Valentini; o quarteto “Com Alma”; o guitarrista Big Gilson, um dos ícones do blues carioca; o acordeonista Chico Chagas e a banda Azymuth em parceria inédita com Dj Nuts.
No Palco São Pedro, dedicado a novos talentos, se apresentam Vitor Karyello Trio, Eduardo Ponti Jazz Fusion e a banda de blues Laranjeletric Blues Band.
A programação paralela, na Casa do Jazz e do Blues, em Costazul, traz shows de novas bandas que estão se destacando no Estado do Rio de Janeiro, com apresentações nos intervalos dos shows principais. O festival traz ainda o Clube do Vinil espaço onde os aficionados e colecionadores das famosas “bolachas” poderão trocar ideias, comprar e trocar seus discos.
Desde a criação, em 2003, o evento realizou mais de 500 shows, palestras e workshops gratuitos para cerca de um milhão de pessoas, ajudando a estimular a música de alta qualidade e a criar oportunidades para o público ver de perto grandes nomes do jazz, do blues e da música instrumental.

Programação

Quinta 31/05  
Lagoa de Iriry
14h - Onda de Sopro Big Band R.O.
16h - Vanessa Collier e Fred Sun Walk e Dog Brothers

Costa Azul - a partir de 20h
Mássimo Valentini (Itália)
Quarteto Con Alma
Big Gilson Blues Band
Vanessa Collier e Fred Sun Walk e Dog Brothers (EUA/Bra)

Sexta 01/06
Praça São Pedro - Palco Novos Talentos - 11h15
Laranjeletric

Lagoa de Iriry - 14h30
Fred Sun Walk e The Dog Brothers com past. Big Gilson

Costa Azul - 20h
Delicatessen
Amaro Freitas
Stanley Jordan e Armandinho (EUA/Bra)
Marlon Sette e Banda

Sábado 02/06
Praça São Pedro - Palco Novos Talentos - 11h15
Vitor Karyello Trio

Lagoa de Iriry - 14h
Kynnie Willians
Azimuth e Dj Nuts

Costa Azul - 20h
Chico Chagas Acordeon Trio
Rosa Marya Colin in Blues com part. Jefferson Gonçalves
Banda Black Rio
Leon Beal e Igor Prado e Justgroove

Domingo - 03/06
Praça São Pedro - Palco Novos Talentos - 11h15
Eduardo Ponti - Jazz Fuzion

Lagoa de Iriry - 14h30

Leon Beal e Igor Prado e Justgroove

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Bourbon Festival Paraty chega ao 10º ano

No ano que comemora dez anos de existência, o Bourbon Festival Paraty reúne o melhor do jazz, blues e da música brasileira nos dias 25, 26 e 27 de maio


Todos os shows são gratuitos e acontecem em dois palcos, na Praça da Matriz e Santa Rita, em frete a igreja do mesmo nome situados no centro histórico da cidade. Além da programação principal, há também dois buskers (apresentações de artistas de rua): Busker Rosário (ao lado da Igreja Nossa Senhora do Rosário do Pretos) e Busker Quadra (ao lado da Igreja da Matriz) onde terão apresentações de artistas em horários alternados.
A edição especial dos dez anos reúne grandes nomes da música mundial que participaram de edições anteriores do evento, como o saxofonista de New Orleans, Gary Brown, o guitarrista Stanley Jordan, que se apresentou em 2010 e chega com o trio formado por Ivan “Mamão” Conti (bateria), integrante do lendário grupo Azymuth, e o talentoso baixista Dudu Lima. e também Ed Motta com o show Ed Dançar!
Pela primeira no festival, Cesar Camargo Mariano divide o palco com a cantora Madison McFerrin (filha de Bobby McFerrin). 
Já a norte-americana Vanessa Collier, nomeada entre as cinco melhores saxofonistas do gênero pelo Blues Music Awards, sobe ao palco com Fred Sunwalk e, juntos, apresentam uma poderosa mistura de blues, funk, rock e soul. 
O baixista Rubem Farias, radicado na Suécia, com carreira internacional, estreia no festival acompanhado de sua convidada Live Foyn Friss, vocalista que se destaca na cena jazzística Europeia.
A banda Blackalbino, tem a participação de um dos precursores do funk no Brasil, o cantor Tony Tornado. E quando o funk encontra o jazz com o Deep Funk Session, conhecida na cena paulista de jazz, o talento e improviso dão o tom no festival.
Homenagens também estão na programação em Paraty, como o Tributo a B.B.King - padrinho e parceiro do Bourbon em muitos festivais e turnês pelo Brasil - com Nuno Midelis, Victor Biglione e Fred Sunwalk. A bossa nova ganha homenagem com a participação luxuosa de Roberto Menescal, no show Bossa Hits, do guitarrista Andy Timmons e o cantor Sydnei Carvalho.
John Wesley, violonista radicado em Paraty, que já gravou com grandes nomes da música como Hélio Delmiro e Gilson Peranzzetta, recebe nessa edição o premiado violonista Carlos Barbosa Lima, reconhecido mundialmente como um dos grandes mestres do violão. A Orquestra Popular de Paraty, composta por músicos da cidade, apresenta repertório de releituras de samba, choro, baião e obras canções de poetas paratienses e clássicos da música popular brasileira em arranjos originais. 
A cantora Taryn Szpilman resgata em seu show a história do jazz e do blues desde os anos 20, com figurino característico e performance. Pelas ruas da cidade a Orleans Street Jazz Band, que circula pelo Centro Histórico e a presença do DJ Crizz nas pick-ups, que abre e fecha a programação dos dois palcos todos os dias.
É Bourbon Festival Paraty, é música pela cidade e por toda parte, em Paraty, claro!

Programação 2018

Palco Matriz
Sexta-feira - 25/05
21h - Banda Black Rio - 40 anos (BRA - Sambasoul / Sambajazz) 
Part. Especial Gary Brown (USA)
22h30 - Tributo a B.B.King com Nuno Midelis, Victor Biglione e Fred Sunwalk (ANG/ARG/BRA - Blues)
Part. Especial Vanessa Collier (USA)
00h00 - Ed Motta (BRA - Black/Soul)
01h30 - DJ Crizz (Brasil)

Sábado - 26/05
21h - Cesar Camargo Mariano & Madison McFerrin (BRA/USA - Jazz / Soul)
22h30-Vanessa Collier & Fred Sunwalk (USA/BRA - Blues/R&B)
00h - Blackalbino (BRA - Soul/R&B)
Part. Especial Toni Tornado (BRA)
01h00- DJ Crizz (Brasil)

Domingo - 27/05
21h - Stanley Jordan Trio (USA - Jazz)
22h30 - Taryn Szpilman (BRA - Jazz/Blues)
00h - Gary Brown (USA - Soul/R&B)
01h - DJ Crizz (Brasil)

Palco Santa Rita
Sábado 26/05
15h - John Wesley & Carlos Barbosa Lima (BRA - Música Brasileira)
16h30 - Orquestra Popular de Paraty (BRA - Música Brasileira)
16h30 - Rubem Farias convida Live FoynFriis (BRA/NOR - Jazz)

Domingo - 27/05
16h30 - Deep Funk Session (BRA - Jazz/Groove)
18h - Andy Timmons & Sydnei Carvalho (USA/BRA - Bossa/Jazz)
Part. Especial Roberto Menescal (BRA)

Busker Rosário
Sexta-feira - 25/05
19h - Orleans Street Jazz Band

Sábado - 26/05
14h - Madmen´sClan
16h30 - Trinca Acústica
19h - Carolina Zingler

Domingo - 27/05
14h - Carolina Zingler
16h30 - Madmen´sClan
18h30 - Trinca Acústica

Busker Quadra
Sábado - 26/05
16h - Madmen´sClan
17h - Carolina Zingler
18h - Trinca Acústica

Domingo - 27/05
14h - Trinca Acústica
16h30 - Carolina Zingler
18h30 - Madmen´sClan

Street Band - Orleans Street Jazz Band | Saída todos os dias | Circulando pelo Centro Histórico

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Fim de semana em Santos será com muito blues e CAIS, a cerveja artesanal santista

Giba Byblos, Mauro Hector, Dog Joe, Muniz Crespo, Omar Coleman (Chicago) e Igor Prado fazem o melhor do blues em diferentes formatos. Realização Sesc Santos, Secult, CAIS, Cheers, Realejo Livros. Produção Mannish Blog.


A 4ª Mostra Blues de Santos reservou uma explosão de música e sabores para o último fim de semana de abril: nessa quinta-feira, dia 26, o Sesc Santos recebe uma oficina e um show de Giba Byblos, o guitarrista paulista apresenta as música de Tomorrow, seu mais recente CD. A oficina será realizada às 15h e o show é às 21h.
Na sexta-feira, dia 27, às 18h, a Realejo Livros recebe Mauro Hector e Marcos Paulo na calçada mais charmosa do Gonzaga. E a cervejaria santista CAIS estará presente com a sua Canal 1 super lupulada.
No sábado, às 19h, o blues acústico invade a praia de Santos. A banda Dog Joe convida o guitarrista Muniz Crespo para tocar clássicos do blues na Concha Acústica, ali no canal 3.

E finalmente, mas não menos importante, a CAIS – Cerveja Artesanal em parceria com o Cheers Festival, traz a Santos o gaitista e cantor de Chicago Omar Coleman. Omar vem acompanhado com um dos grandes guitarristas de blues do Brasil, Igor Prado. O festival será realizado no Concais a partir de domingo, mas o show será na segunda-feira, dia 30 às 20h. Mas a partir das 18h Igor Prado e Omar Coleman estarão no estande da CAIS, autografando CDs, conversando com os fãs e bebendo a CANAL 1 bem gelada e lupulada.

quinta-feira, 22 de março de 2018

Mostra Blues 2018 e Acústico na Concha chegam em abril em Santos

Produzido pelo Mannish Blog, em parceria com Sesc Santos e Secult, os eventos recebem em abril shows de grandes nomes do blues brasileiro:  Ari Borger, Márcio Abdo, Giba Byblos, Big Chico, Fabio Brum e Baby Labarba, Dog Joe e Muniz Crespo e Mauro Hector e Marcos Paulo

Ari Borger (foto Lilian Knobel)

Por  mais um ano o Sesc Santos e a Mannish Boy Produções e a Secult realizam uma série de eventos exclusivos com o melhor do blues brasileiro.
O objetivo é trazer a Santos artistas que nunca vieram ou que estão há um bom tempo sem dar as caras na cidade e promover a integração entre eles e o público por meio de oficinas e bate papos informais.
O mês de abril foi o escolhido em comemoração ao nascimento de Muddy Waters, artista revolucionário do Blues mundial e o nome que sintetizou o blues rural do Mississippi na música urbana de Chicago, influenciando milhares de músicos ao redor do mundo. 
Em 2018, a mostra que já trouxe à cidade Igor Prado Band, Big Chico Blues Band, Jefferson Gonçalves, Artur Meneses, Robson Fernandes, Caviars Blues Band, Big Joe Manfra, Big Gilson e outros, agora vem com o mago do órgão Hammond, Ari Borger, o gaitista Márcio Abdo, a excelente Giba Byblos Blues Band.

E como a intenção é fazer sempre mais do que a própria música, a mostra desse ano contará com as oficinas de gaita com Márcio Abdo e guitarra com Giba Byblos.

Ari Borger - A maratona musical começa no dia 12 de abril no Sesc, às 21h, dentro da 4ª Mostra Blues de Santos, com um dos grandes tecladistas do Brasil, Ari Borger.
Em atividade desde 1985, é mestre em piano blues, boogie woogie e Hammond B3. Foi o pioneiro no piano blues brasileiro, inspirando vários instrumentistas, com destaque nos principais festivais do gênero nos Estados Unidos e Europa.
Ari Borger atinge algo muito difícil em sua música, soar verdadeiro e autêntico, improvisando sem “decorar” suas linhas melódicas, doce em alguns momentos, incendiário em outros.
Abriu shows para artistas como BB King e tocou com verdadeiras lendas do piano blues como os mestres Johnnie Johnson e Pinetop Perkins – pianistas de Chuck Berry e Mudy Waters. Morou em New Orleans, aonde se apresentou nas mais renomadas casas de shows como Tipitina’s e House of Blues. 
Teve a honra de ser um dos headliners por duas vezes no maior festival de piano blues e boogie woogie do mundo o “Cincy Blues Fest” em Cincinnatti no “Hall of Fame Boogie Woogie Stage” ao lado das maiores estrelas do gênero, feito inédito para um músico de fora dos EUA.


Márcio Abdo – O projeto era gravar 10 vídeos que mostrariam antigas e novas composições apresentadas ao vivo pelo novo time que acompanha o gaitista e cantor Marcio Abdo, mas a execução dos temas foi tão impecável que as sessões acabaram dando origem ao CD Plano B. 
O trabalho mostra competência e maturidade por parte de todos os músicos, trazendo releituras do primeiro disco de Abdo, "Na Melhor Hora" e novas composições. Trata-se de um trabalho sem cortes, no qual, feeling e técnica são parceiras da energia pura de uma apresentação ao vivo. 
A Abdo Blues Band é composta de músicos experientes e com longos anos de estrada, são eles, Márcio Abdo (gaita e voz), Mr John (guitarra), Renato Limão (baixo), Victor Busques (bateria). No dia do show, 19 de abril, Abdo ministra uma oficina sobre a evolução da gaita no blues.

Giba Byblos (foto Marcelo Crelece)

Giba Byblos - O músico acompanhou a filha de BB King, a cantora Shirley King, em sua primeira turnê pelo Brasil, em 2011. Com Giba dominando como poucos os fraseados e timbres dos mestres do blues de Chicago, como Freddie King e Otis Rush, Shirley o apelidou de “BB Jr”.
Foi também em 2011 que o guitarrista, cantor e compositor lançou My Duty,  seu primeiro disco solo, que recebeu ótimas avaliações no Brasil e no exterior. No ano seguinte, foi a Chicago passar férias e acabou trazendo na bagagem um álbum gravado na Delmark House, uma das mais antigas e tradicionais empresas fonográficas ligada ao blues, jazz e soul dos Estados Unidos. Intitulado Brazilian Blues Bash Live at The Delmark House , o disco com importantes nomes da cena blues do Brasil e dos Estados Unidos. 
Giba Byblos traz a Santos seu segundo trabalho solo, intitulado "Tomorrow". O álbum mescla o blues com soul, funk e R&B e, conta com a participação do bluesman Jimmy Johnson, que toca guitarra em “Heap See” além de co-assinar a faixa título. 
Banda: Giba Byblos (guitarra), Paulinho Sorriso (bateria), Carlinhos Creck (contrabaixo) e Dado Tristão (teclado).

Acústico na Concha
O blues acústico também fará parte da Mostra Blues de Santos 2018. Serão três shows em abril, dia 14, 21 e 28, tudo a partir das 19h


Fábio Brum - Guitarrista há mais de duas décadas, sempre gostou da boemia e toca em bares desde 1989. Aficionado por blues e todas suas variações, sempre achou que nada era mais blues que literatura beatnik e Bukowski.
Em 1990 fundou em Campo Grande (MS) a Blues Band, depois de enfiar na cabeça todos os licks de Freddie King e lá tocou com dois compositores que admira, Geraldo Espíndola e Jerry Espíndola.
Foi da primeira formação do Bando do Velho Jack e guitarrista e parceiro de copo do saudoso Renato Fernandes e seus Bêbados Habilidosos.
Radicado em São Paulo há mais de 10 anos fez de tudo um pouco, tocando guitarra com Robson Fernandes, Alex Valenzi, Made in Brazil, com seus trabalhos pessoais registrados na banda Saco de Ratos. Um dia vai embora, mas vai assobiando e tocando guitarra em cima de um skate.


Big Chico - Com 20 anos de carreira dedicados ao blues, Big Chico destaca-se como um dos melhores gaitistas de blues do Brasil e excelente cantor. Seu estilo inovador e carismático sintetiza suas influências trazendo para o seu show o feeling e linguagem do blues tradicional, a alma do groove e do funk-soul, além do swing do jump blues, resultando em um grande sucesso de apresentação. Se apresentou nos mais renomados clubes de blues dos Estados Unidos, entre eles, B.B King's Blues Club em Hollywood, Martini Blues, Café Boogaloo, Baby & Ricky's Blues Bar, assim como na Argentina no Mr. Jones e no Brasil no Bourbon Street, Sescs.
Nos principais festivais de jazz e blues nacionais e internacionais, dividiu o palco com grandes ícones como Rod Piazza, Keb Mo, Mark Hummel, Howard Levy, Deacon Jones, Johnny Rover, Rick Estrin, Mark Ford, entre outros. 
Gravou seu terceiro CD “Big Chico - Blues Dream” na Califórnia, com uma banda de estrelas do blues mundial, que acompanharam o mestre William Clarke. Este CD é hoje um dos mais vendidos nos Estados Unidos pelo selo americano Pacific Blues Records, do renomado produtor Jerry Hall. Discografia: CD Blues Is My Life: 2003. CD 10 Anos de Blues: 2005. CD Blues Dream: 2006. CD e DVD Big Chico Blues Band ao vivo: 2008.


Dog Joe - A experiente banda de blues-rock e soul music da Baixada Santista Dog Joe já tocou com os bluesmen Lazy Lester, Lurrie Bell e dividiu o palco com Jon McDonald.
O show da Concha acústica será um passeio por todas as épocas do blues e soul  music com a ajuda marcante do guitarrista Muniz Crespo.
Com arranjos cheios de identidade, nos quais o trio Dog Joe mostra toda sua versatilidade em solos e grooves desconcertantes, o encontro promete ser uma das viagens no tempo mais emocionantes proporcionadas pela música. Muniz é especialista nos temas seminais do blues acústico do interior dos Estados Unidos. A banda é Digo Maransaldi (bateria, voz e arranjos), Eduardo Elói (guitarra e voz), Rogério Duarte (baixo) e Muniz Crespo como convidado.

Muniz Crespo (foto Tiago Cardeal)

Blues and Beer - Junto aos sabores do Blues, os sabores da cerveja artesanal em seus diferentes estilos. O MANNISH BLOG e a CAIS - CERVEJA ARTESANAL, em parceria com o pub Mucha Breja, promovem uma noite com muito blues nos toca discos e muita cerveja CAIS no tap. A discotecagem começa às 18h e vai até 23h do dia 20 de abril. 
E na Realejo Livros rola um pocket show com Mauro Hector e Marcos Paulo com muito blues na calçada mais simpática de Santos.

Mauro Hector (foto Leandro Amaral)

Serviço:

Sesc Santos
Show: Ari Borger
Evento: 4ª Mostra Blues de Santos
Data: 12 de abril
Horário: 21h
Ingressos: R$ 6,00 (credencial plena). R$ 10,00 (meia).  R$ 20,00. Não recomendado para menores de 16.

Show: Márcio Abdo
Evento: 4ª Mostra Blues de Santos
Data: 19 de abril
Horário: 21h
Ingressos: Ingressos: R$ 6,00 (credencial plena). R$ 10,00 (meia).  R$ 20,00. Não recomendado para menores de 16.

Show: Giba Byblos
Evento: 4ª Mostra Blues de Santos
Data: 26 de abril
Horário: 21h
Ingressos: Ingressos: R$ 6,00 (credencial plena). R$ 10,00 (meia).  R$ 20,00. Não recomendado para menores de 16.

Oficinas:
19 de abril, às 15h – Márcio Abdo aponta o desenvolvimento da gaita blues
26 de abril, às 15  - Giba Byblos – Guitarra no Blues e suas viagens a Chicago 
O Sesc Santos fica na Rua Conselheiro Ribas, 139 – Aparecida.
Ingressos: Tudo grátis

Concha Acústica
Show: Fábio Brum e Baby Labarba
Evento: Blues Acústico na Concha
Data: 14 de abril
Horário: 19h
Ingressos: Grátis

Show: Big Chico
Evento: Blues Acústico na Concha
Data: 21 de abril
Horário: 19h
Ingressos: Grátis

Show: Dog Joe convida Muniz Crespo
Evento: Blues Acústico na Concha
Data: 28 de abril
Horário: 19h
Ingressos: Grátis
A Concha Acústica fica no Canal 3, na praia do Boqueirão.

O Mucha Breja fica na Rua Rei Alberto, 161 - Ponta da Praia
A Livraria Realejo fica na Av. Mal. Deodoro, 02 - Gonzaga 

terça-feira, 20 de março de 2018

Show inédito da banda Harry: O Caos no Céu Cinza

Cenas desse show farão parte de um documentário do mesmo nome que está sendo produzido com os recursos do Facult. produção, roteiro e direção é da Mannish Boy Produções e Dino Filmes


Além disso, a data do show, 23 de março, marca o aniversário de Johnny Hansen, guitarrista, cantor e criador da Harry, morto em abril de 2017.
Trata-se de uma grande homenagem dos integrantes da banda. Serão apresentadas as músicas do novo CD que estava sendo gravado nas semanas que antecederam o falecimento de Hansen e agora está em fase de mixagem. 
História – Pioneiros na mistura do rock com a música eletrônica, o Harry sempre andou na contramão do óbvio. Surgiu em 1985, lançando o primeiro EP em 1987. Em 88, lançaram Fairy Tales, incensado por toda a crítica especializada e em 91 o álbum Vessel´s Town.
O primeiro lançamento em CD foi a coletânea Chemical Archives, em 1995, com quatro novas faixas, além de faixas espalhadas em coletâneas no Brasil, na Inglaterra e na Alemanha.
Em 2005, toda a sua discografia, mais 27 faixas inéditas são lançadas no luxuoso box Taxidermy, com um livreto com a biografia da banda, além de uma análise faixa por faixa.
Com a formação original, Johnny Hansen (guitarras e vozes), Cesar Di Giacomo (bateria) e Richard K. Johnsson (teclados) e mais dois reforços, Lee Luthier (baixo) e Marcelo Marreco (guitarra), que já havia tocado ao vivo com a banda em 1987, a banda regravou sete músicas do clássico álbum de 1988, Fairy Tales, além de nove musicas inéditas, compostas entre 1985 e 2011. 
Electric Fairy Tales foi produzido e lançado pela própria banda com tiragem limitada e não será reimpresso, provavelmente se tornando outro item de colecionador como os outros.
Em 2017, em meio a gravação do novo CD e dos preparativos para o início da produção do documentário O Caos no Céu Cinza, a banda foi pega de surpresa com o falecimento do guitarrista e cantor Johnny Hansen, em 04 de abril de 2017. A previsão é que ambos sejam lançados em 2018. Dependendo de financiamentos externos e crowdfunding entre os fãs da banda.
Misturando guitarras pesadíssimas, harmonias vocais a la Beatles, e canções melodiosas, o som do Harry beira, às vezes, o inclassificável, embora a maioria dos críticos o situe entre o pós punk e o power pop.
Em 2017 começou a pré-produção para a gravação do documentário que contará sua saga, mostrando porque é considerada a banda seminal da cena eletrônica do Brasil.

Serviço:
Show - Harry - O Caos no Céu Cinza
Data - 23/03
Local - Sesc Santos
Horário - 21h
Endereço - Rua Conselheiro Ribas, 136 - Aparecida
Valor - Grátis