Debora Gozzoli e Marcos Canduta constituem o Choro de Bolso
A memória afetiva da música instrumental em Santos se confunde com a história de absoluta dedicação à arte do duo que nessa semana completa 27 anos de carreira.
Tocando de forma conjunta e ininterrupta, o Choro de Bolso, patrimônio cultural santista, constituido pelo violão de Marcos Canduta e a flauta de Débora Gozzoli, é o duo instrumental mais longevo da cidade e tem motivos de para comemorar.
A programação conta com três apresentações para a primeira semana de setembro, o ponto alto da festa acontece na sexta-feira, dia 04, na happy hour do Café Carioca (Praça Mauá, 1 no Centro), quando recebem um time de convidados especiais para tocar e cantar, na data exata em que completam aniversário. A cantora Barbara Dias, Plínio Romero na percussão, e Damares – a dama do baixo estão confirmados. A entrada é gratuita!
Mas se engana quem pensa que é só isso, as comemorações já começam na véspera, na quinta-feira, dia 3, às 18h, eles tocam na Realejo. Aliás, lá estão há 22 anos, ao entardecer de sexta, todas as semanas, levando arte pura à calçada em frente à livraria, no coração do Gonzaga. Excepcionalmente nesta semana será na quinta.
Parcerias duradouras são uma marca de Canduta e Débora também com os lugares em que se apresentam, por isso, o restaurante Tasca do Porto não podia ficar de fora da programação especial festiva. Lá tocam há 18 anos todos os sábados, às 20 horas.
O Choro de Bolso escreveu uma carreira sólida unindo, com charme e leveza, música erudita e popular e levando a música instrumental para o cotidiano do público. No currículo possuem álbuns autorais e gravações com ícones, como os premiados pianista André Mehmari e o duo de violões Siqueira Lima, e já foram gravados por músicos do calibre de Zeca Baleiro, entre outros. Esses momentos inclusive são destacados como marcantes na trajetória. “Gravar com ídolos nossos e ter nossa obra conhecida pelo Chico Buarque, por exemplo, são momentos únicos. Foi com repertório do Chico inclusive que fizemos um dos nossos shows mais especiais, ao lado do Conrado Pouza, no Santos Jazz, quando completamos 25 anos”, conta.
Apesar de tantos anos de carreira e um público cativo, eles ainda são movidos ao novo, aos desafios e descobertas de cada apresentação. “A mesma música sempre soará diferente. Uma mesma pessoa escuta a canção num dia e está passando por outro momento em outro dia, e sente de outra forma. Tudo está sempre em movimento pra gente”, fala Débora.

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